GRANDES
VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS
ATIVIDADES
(1883 -
1954)
GETÚLIO
VARGAS – Parte 1.
“Este
povo de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém”
Getúlio
Vargas, um dos mais eminentes estadistas brasileiros, encheu as
páginas de nossa História por quase um quarto de século. Mesmo
tantos anos após sua morte, é ainda hoje uma bandeira das
reivindicações populares. Su,
Alzira, Lutero e Jandira. a permanência não está apenas nas
páginas da História, mas na memoria do povo. Tornando-se conhecido
como o pai dos pobres, seu papel na vida política brasileira se
destaca por vários motivos. O primeiro deles está na “legislação
trabalhista” que atendeu algumas das reivindicações mais sentidas
dos trabalhadores: criou a estabilidade no emprego, o salário
mínimo, indenização por dispensa sem justa causa e outras, pois
antes dele, os assalariados não tinham direito algum. Foi ainda ele
quem tentou pela primeira vez romper a estrutura colonial do Brasil,
não somente por arrear do poder as antigas classes dominantes, os
fazendeiros de café, simbolizadas pelo Partido Republicano Paulista,
Partido Republicano Mineiro e outros semelhantes dos vários Estados
do País, como dar início a uma tentativa de industrialização e
independência econômica nacional ao criar o monopólio da extração
do petróleo, criando a Petrobras e ao fundar a Companhia Siderúrgica
Nacional, de Volta Redonda. Subindo na crista de um movimento militar
revolucionário, sua vida foi toda pontilhada de acidentes e
obstáculos levantados por todos aqueles que tiveram seus interesses
contrariados, terminando por fim de uma forma trágica, coerente
aliás, com a vida que levou e os atos que praticou.
Getúlio
Vargas, ou simplesmente Getúlio, como o povo o tratava, nasceu em
São Borja, no Rio Grande do Sul, a 19 de abril de 1883, terceiro
filho do general Manuel do Nascimento Vargas e de sua mulher Cândida
Dorneles. ,
Alzira, Lutero e Jandira.
Aprendeu
as primeiras letras com a professora D. Carolina Ferreira e foi
mandado para Ouro Preto, onde já se encontravam seus irmãos mais
velhos, Viriato e Protásio. Tinha então 14 anos. Depois de pouco
tempo regressou ao Rio Grande do Sul para se alistar no 6.º batalhão
de Infantaria, em S. Borja, pois pretendia ser militar. Concluído o
estágio, ingressou em 1899, como cadete, na Escola Preparatória e
de Tática, do Rio Pardo.
Em
virtude de um acidente entre alunos,em que se envolveu, juntamente
com seus irmãos, voltou para Porto Alegre, a fim de terminar seu
tempo de serviço militar. Na capital, matriculou-se, como ouvinte,
na Faculdade de Direito. Mas ao iniciar-se a luta pela integração
do Acre ao território brasileiro, levada a feito pelo seu
conterrâneo Plácido de Castro, que então empolgava o País,
apresentou-se como voluntário. O Tratado de Petrópolis deu fim à
luta que então se iniciava, voltando por isso a Rio Grande, onde
reiniciou seus estudos na Faculdade de Direito.
Bacharelou-se
em Ciências Jurídicas e Sociais a 23 de dezembro de 1907, tendo
sido o orador da turma. Posteriormente, foi nomeado promotor público
na Comarca de Porto Alegre e, em 1909, decidiu regressar à sua
cidade natal para exercer a profissão de advogado. Foi então que
começou a se interessar mais diretamente pela política, elegendo-se
deputado estadual na legislatura de 1909 a 1912.
Em 1911
casou-se com a jovem Darcy Sarmanho, que tinha então apenas 15 anos,
resultando do matrimônio cinco filhos: Manuel Antônio, Getúlio,
Alzira, Lutero e Jandira.
Continua
LEÔNCIO
BASBAUM