quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A ti, meu velho Noel.

A TI, MEU VELHO NOEL

A ti, meu barbudo de vermelho, ó gordinho,
Que vives pelo mundo e nunca te cansas.
Viajando num trenó, sempre só, coitadinho,
Realizando o sonho de inúmeras crianças.

Que sejas pai ou papai, pouco importa,
O mais importante é que sejas o Noel.
E sejas solidário, não escolhas a porta,
Presenteis a todos e cumpre o seu papel.

Ser pobre ou miserável, não é um desejo,
Nem escolha que faz, a criança ao nascer.
É simplesmente a sina, que traz no ensejo,
Que pode mudar, com o tempo, ao crescer.

O filho do rico todo dia tem presente, é festa,
Tanto para o do campo, quanto o da capital.
Já para o do pobre, a esperança que lhe resta,
É esperar com paciência, a chegada do Natal.

És querido por todas, meu velhinho amado,
Pelas crianças pobres, e pelas crianças nobres.
Mas nunca, jamais, deverá ser comparado,
O amor das nobres com o imenso amor das pobres.

R.S. Furtado.

MEUS QUERIDOS AMIGOS!



O Natal chegou, e com ele as festas, as alegrias, e acenderam-se as esperanças de muitos, quanto à obtenção de dias melhores. Aproveitamos a oportunidade, para agradecer a todos, indistintamente, pelo apoio e pelo carinho dedicado aos nossos espaços, o Arte & Emoções e o Literatura & Companhia Ilimitada, não só aos nossos queridos e leais amigos seguidores, como também, àqueles que nos visitaram durante o ano de 2014, pois temos certeza de que sem esse apoio jamais teríamos chegado aonde chegamos nesses setenta e quatro meses de blogosfera. Não sei se será pedir demais, mas gostaríamos de continuar contando com esse valiosíssimo apoio, por tratar-se do nosso principal fomento e a razão maior da nossa existência. Aproveitamos também para apresentar nossas desculpas, caso tenhamos, mesmo inadvertidamente, cometido alguma falha. A partir de hoje, faremos uma pequena pausa para descanso, repor as energias e concatenar as ideias, e somente retornaremos em 2015, ocasião em que atualizaremos as nossas visitas.



Pedimos ao nosso DEUS misericordioso que cubra com seu manto todo o universo, abençoe, proteja e proporcione a todos os viventes de um modo geral, um Feliz Natal e que o ano de 2015, seja de muita paz, amor, saúde e felicidades, e que o homem adote como prioridades, o amor, a compreensão, a harmonia e a solidariedade para com o seu semelhante, e assim, possamos ter um mundo bem mais justo e bem mais humano.



Muitíssimo obrigado de coração e até 2015.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO!”

Rosemildo Sales Furtado.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 07.




HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 7

Numa tentativa de se aproveitar dessas lutas em benefício próprio, proclamando a independência do seu condado, Henrique tentou várias manobras políticas, aliando-se, sucessivamente, a D. Urraca, contra Afonso I, e a este, contra aquela. Mas tudo foi inútil porque a morte veio surpreendê-lo antes de conseguir obter qualquer resultado prático das alianças e ações militares que intentou.

Todavia, a morte do conde não interrompeu o processo de formação da nacionalidade portuguesa. Sua mulher, a Infanta D. Tereza, assumiu o governo do condado e continuou a política de independência do seu finado marido, chegando, inclusive, a tomar armas contra sua irmã, a rainha de Leão e Castela. Vencida no campo de batalha, foi forçada a jurar novamente vassalagem a D. Urraca, situação de independência que continuou vigorante por todo o seu governo.

Entrementes, duas revoluções ocorreram na península. Uma em Leão e Castela, que leva a queda de D. Urraca e à subida ao poder do Infante Afonso Raimundes com o nome de Afonso VII; a segunda, no Condado Portucalense, que leva ao poder o Infante Afonso Henriques. Todavia, essas mudanças de governo não produziram qualquer transformação no status quo do Condado Portucalense, que, nominalmente, continuava subordinado ao reino de Leão e Castela, mas que, na realidade, caminhava a passos largos para a independência. Ocupado com a guerra contra o Aragão e contra os mouros, Afonso VII não se sentia em condições de empreender uma nova campanha no Ocidente, apesar de estar perfeitamente a par das tendências separatistas do seu primo Afonso Henriques. E, de fato, logo o Infante Afonso Henriques mostrou abertamente que a sua subida ao poder constituía uma forte ameaça a Leão e Castela: invadiu o território da Galícia e se apossou de inúmeros castelos e riquezas sem encontrar quase nenhuma resistência organizada. Todavia apesar de vitorioso, retirou-se o infante para os seus territórios. Até hoje, não conseguimos encontrar uma explicação satisfatória para essa retirada, a menos que ele pretendesse mesmo realizar, com a campanha da Galícia, apenas uma entrada predatória nos territórios do seu senhor, coisa muito comum na Idade Média.
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 06.

 
HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 6

O nascimento desse filho de Afonso VI – o Infante D. Sancho – veio ameaçar os sonhos que o Conde Raimundo abrigava de vir a se tornar, um dia, por morte do sogro, o senhor de Castela e de Leão. E também os de Henrique, de crescer em riqueza e poderio à sombra do seu primo, tornado rei. Aliaram-se então os dois condes diante da ameaça representada pelo novo infante, firmando um tratado secreto em que se comprometiam a se ajudarem mutuamente na tentativa de impedir que o trono de Leão e Castela parasse às mãos do novo príncipe.

Se tudo desse certo, o trono de Leão e Castela iria para Raimundo, como estava previsto antes do nascimento de Sancho, ao passo que Henrique receberia grandes compensações em dinheiro e em terras: o Principado de Toledo, ou, caso não fosse possível, o Condado Portucalense, que já governava. 
 
Todavia, a sorte – se é que podemos falar assim – não estava, desta vez, do lado do conde porque, em menos de dois anos a contar da assinatura do referido tratado, morreram, nessa ordem, Raimundo, Sancho e Afonso VI. O primeiro, repentinamente; o segundo, em combate contra os muçulmanos, posto que ainda fosse apenas um adolescente; o terceiro, após uma longa enfermidade, agravada pela tristeza produzida pela morte do seu único filho varão.

Com a morte de Alfonso VI, o governo de Leão e Castela passou às mãos de sua filha, a Infanta D. Urraca, viúva do Conde Raimundo da Galícia, que havia sido declarada por seu pai sua herdeira universal. Mas D. Urraca permaneceu viúva por pouco tempo. Forçada pela nobreza do reino, que desejava ver as rédeas do governo entregues a um príncipe capaz de fazer frente à ameaça muçulmana, a viúva do Conde Raimundo contraiu núpcias com o Rei Afonso I do Aragão.

Esses acontecimentos obrigaram o Conde Henrique a renunciar, pelo menos momentaneamente, aos seus sonhos monárquicos. Mas não por muito tempo porque logo eclodiu na Galícia um movimento separatista a favor do Infante Afonso Raimundes, filho de D. Urraca e do Conde Raimundo, príncipe esse que havia sido reconhecido como Rei da Galícia pelo seu avô, no caso de um segundo casamento de D. Urraca. Essa rebelião não teve consequências sérias porque foi logo sufocada pelas forças do novo casal. Entretanto, a harmonia entre D. Urraca e Afonso I, do Aragão, durou pouco. Frequentes rusgas domésticas passaram a turbar a paz conjugal de ambos, e essas rusgas logo evoluíram para a separação completa e, projetando-se no plano internacional, para uma guerra entre Leão e Castela, de um lado, e o Aragão, do outro.
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 05.

Dona Urraca
 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 5 

No século XI, a figura central da resistência cristã contra a invasão muçulmana foi, sem dúvida, o Rei Afonso VI de Leão, e, mais tarde, também de Castela, que liderava as forças da península e também aquelas que haviam ocorrido de vários pontos da Europa, numa espécie de cruzada contra os sarracenos.
 
Entre os cavaleiros que ocorreram em defesa da fé cristã, estavam dois primos, ambos príncipes da Casa de Borgonha: Henrique e Raimundo, que se casaram com duas das filhas de Afonso VI, Raimundo com Infanta D. Urraca, primogênita do rei, e Henrique com D. Teresa, filha bastarda do rei com uma dama da côrte. Em virtude desses casamentos, mas especialmente por causa dos serviços prestados à Coroa nas lutas contra os sarracenos, Afonso VI entregou aos mencionados príncipes o governo de duas províncias, ou condados, da parte ocidental-norte da península. A Raimundo coube o Condado da Galícia, mais ou menos correspondente à atual região espanhola de mesmo nome, ao passo que a Henrique foi entregue o Condado Portucalense (da denominação latina Portus Cale, ou Portucale, uma espécie de posto aduaneiro e militar que existira outrora às margens do Douro), que se estendia mais ou menos do Rio Minho ao Rio Vouga.
 
Até então, Afonso VI, de Leão e Castela, só havia tido descendência do sexo feminino, de tal modo que o herdeiro natural do seu trono deveria ser o Conde Raimundo de Galícia, casado, como dissemos, com a primogênita do rei, a Infanta D. Urraca. Todos assim o consideravam, nobres, clero e povo, inclusive o seu primo, o Conde Henrique do Condado Pertucalense. E também o próprio Afonso, que fazia sua filha referendar todos os papeis mais importantes do reino.
 
Foi então que Afonso teve de uma nova mulher – esposa legítima na opinião de alguns historiadores, simples concubina, segundo outros – chamada Zaída, filha de Ibn Abad, Rei de Sevilha, um herdeiro varão: o Infante D. Sancho. Tivesse ou não havido casamento entre Afonso e Zaída – e parece que houve mesmo, mais tarde, depois da conversão dela ao cristianismo – esse fato da ligação entre os dois é interessante porque dá testemunho da existência de relações amistosas entre os dois bandos em luta na Península Ibérica: cristãos e muçulmanos. Parece, até, que eram comuns essas ligações; apesar da Guerra Santa dos maometanos contra os “infiéis” e das cruzadas destes contra aqueles, frequentemente chefes cristãos se associavam aos sarracenos, da mesma forma que estes àqueles, ignorando completamente as suas diferenças religiosas, ao saber dos seus interesses momentâneos. De fato, o próprio Cid, de Vivar, quando caiu em desgraça, não teve pejo de se por a serviço dos mouros e de atacar os domínios do Rei de Aragão; o Conde Carrião serviu ao filho de Almanzor, e o próprio Tancredo, o cruzado, não teve escrúpulos em lutar contra Balduíno, aliando-se ao Emir de Alepo.
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 04.

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 4

Mas o crescimento do poderio econômico e militar de Cartago, muito aumentado com a conquista da Península Ibérica, não poderia nunca ser visto com bons olhos pelos romanos. Nessas condições, logo estalou a guerra entre os dois gigantes do Mediterrâneo. No início, a sorte das armas foi favorável a Cartago, que chegou a invadir a “Itália” por terra, a partir da Península Ibérica. É de se notar que as crônicas revelam que uma boa parte do exército cartaginês era composta de tropas “espanholas” e “portuguesas”, o que mostra bem a rápida assimilação dos povos da península pelo invasor cartaginês, sem dúvida muito facilitada pela mestiçagem fenícia já ali existente. Apesar dos seus esforços, contudo, Cartago acabou sendo derrotada e destruída completamente pelos romanos. Então a península passou para o domínio de Roma. Mas não sem alguma resistência local. Especialmente nos territórios que hoje pertencem a Portugal, a resistência contra o invasor romano foi tenaz, dirigida pelo lendário Viriato. Tenaz, mas inútil porque, salvo o episódio de Sila e de Sertório, o domínio romano na Península Ibérica permaneceu inconteste até a derrubada do Império pelas invasões bárbaras, isso já no século V da nossa era. Os bárbaros foram numerosos: primeiramente os vândalos, os alanos e os suevos, e logo mais os visigodos, que iriam dominar a península por três séculos, até a invasão árabe. 
 
Animados pelas conquistas que haviam feito em pouco menos de 100 anos desde que Maomé começara a pregar a nova religião de Alá, e também pelas lutas intestinas que grassavam no Império Visigótico, os muçulmanos se propuseram a invadir a Europa pela Península Ibérica, para levar a Guerra Santa a outros povos e a outras nações. E, de fato, depois de se apossarem dos territórios visigóticos do norte da África – Ceuta, a antiga Septum dos romanos – os sarracenos, chefiados por um capitão mouro de nome Tarique, transpuseram o Estreito de Gibraltar e invadiram a Península Ibérica em nome do Califa de Damasco. Aliás, a denominação Gibraltar (Gebel Tarique) deriva exatamente do nome desse general mourisco.

O último rei visigótico da península – Rodrigo – tentou se opor à invasão árabe, mas o seu exército foi completamente destroçado na Batalha de Guadelete, cessando a partir daí qualquer resistência organizada contra o invasor muçulmano, exceto em algumas pequenas regiões montanhosas do norte da península, para onde se retiraram alguns capitães visigóticos – Pelágio, em especial – com suas forças, fundando as chamadas primeiras monarquias cristãs da Espanha: Oviedo e Leão.

Com a queda do Império Visigótico, começou a administração muçulmana da península, primeiramente sob a forma de um emirado subordinado ao Califa de Damasco e, mais tarde, como um reino separado: o Califado do Ocidente, com sede em Córdoba. Quase oito séculos durou o domínio muçulmano na península: desde o início do século VIII da nossa era, até 1492, quando Granada, o último baluarte mouro na Espanha, caiu em poder dos exércitos cristãos de Fernando e de Isabel. Todavia, esse domínio nunca foi inteiramente pacífico porque as regiões montanhosas do norte da península nunca foram completamente subjugadas, nem mesmo por ocasião do maior avanço muçulmano na Europa, quando as suas tropas atravessaram os Pirineus e se apossaram de boa parte da atual França. 
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 03.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 3 
 
A história do país

 
Ao que tudo indica, os primeiros habitantes da Península Ibérica – já nos tempos históricos, mas num passado muito remoto – foram os iberos e os celtas, povos originários da Ásia que falavam uma língua indo-europeia “irmã” do latim: o céltico. Ao longo de muitos séculos de convivência pacífica entremeada de lutas violentas, esses dois povos acabaram se amalgamando num povo híbrido – os celtiberos – que se espalhou por toda a península dividido em cinco tribos principais: cantabros, asturos, vascônios, calaicos e lusitanos. Estes últimos ocuparam a região noroeste da Península Ibérica, território este que corresponderia mais ou menos às modernas províncias portuguesas do Tejo e à Galícia espanhola. Não se iluda, contudo, o leitor, com o nome lusitanos, nem com a denominação Lusitânia, dada posteriormente, pelos romanos, a uma das províncias em que dividiram a península depois da sua conquista. Não existe qualquer relação direta entre os antigos lusitanos e os atuais portugueses, ou entre a antiga Lusitânia e o Portugal dos nossos dias, que é uma nação eminentemente moderna.

Depois, também em data não determinada, veio a invasão fenícia. Primeiramente no litoral, especialmente no mediterrâneo, mas logo mais por quase toda a península, que submeteram completamente. Mais do que submeteram, assimilaram. Aliás, o próprio nome Espanha deriva da palavra fenícia span, que significaria “terra desconhecida, oculta” e “terra onde abunda os coelhos”. Quase que concomitantemente com os fenícios, chegaram os gregos, mas não se tratou, neste caso, de uma conquista propriamente dita, porque os gregos praticamente se limitaram a estabelecer entrepostos comerciais nas costas atlântica e mediterrânea. 
 

Os invasores seguintes foram os cartagineses, um povo de origem fenícia que habitava o norte da Áftica. Não se sabe até que ponto as invasões anteriores a esta foram ou não violentas, mas em relação à cartaginesa sabe-se muito bem que algumas tribos da parte ocidental da península resistiram bravamente. Todavia, essa resistência foi inútil diante do poderio econômico e militar de Cartago e da capacidade dos seus chefes: Amílcar, Asdrúbal e Aníbal. Assim, por volta do século III antes da nossa era, o domínio cartaginês na Península Ibérica era inconteste, exceto nas montanhas da parte norte-oriental da península, onde se localizavam algumas tribos celtiberas que nunca se submeteram a qualquer invasor, e nas costas do Mediterrâneo, onde Roma, a grande rival de Cartago, já havia estabelecido algumas colônias.

 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte.

 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte- 02.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 2

Portugal tem atualmente (1968) cerca de 9 milhões de habitantes, na sua maioria na região norte. Sua capital é a cidade de Lisboa, no estuário do Tejo, a maior cidade é o maior porto do país: cerca de 1 milhão de habitantes atualmente. Em seguida, temos a cidade do Porto (cerca de 300 mil habitantes), às margens do Douro, quase no extremo norte do país. Depois, Coimbra, às margens do Mondego, à meia distância entre Lisboa e o Porto, e, finalmente, Setúbal, perto de Lisboa, no estuário do Sado, ambas com cerca de 50 mil habitantes. Com exceção de Coimbra, todas as cidades citadas ficam à beira-mar, ou quase. Esses dados todos dão uma boa ideia a respeito da economia do país: principalmente agrícola e comercial.


Do que dissemos a respeito da geografia de Portugal, convém chamar a atenção do leitor para três fatos que tiveram muita importância na formação da nacionalidade e da cultura portuguesas: 1) Portugal fica num dos extremos da Europa; 2) a parte norte do país é bastante montanhosa; 3) os seus rios importantes, que, na sua maioria, nascem em território Espanhol, são pouco navegáveis. Da sua qualidade de finisterra resultou que, antes do desenvolvimento da navegação e da descoberta de novos mundos, Portugal não era uma região de passagem para nada, mas uma região de poucos contatos culturais com o resto do mundo, o que facilitou, ali, a constituição de uma civilização mais ou menos autóctone. Por outro lado, essa mesma qualidade de “fim de mundo” foi-lhe de muita valia depois do início do ciclo da navegações. Os outros dois fatos mencionados – o relevo acentuado da região norte e a pouca navegabilidade dos seus rios – também contribuíram decisivamente para a formação da nacionalidade, facilitando a defesa da região contra os ataques de eventuais invasores e dificultando o estabelecimento de contatos culturais com o resto da Península Ibérica.
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte.
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 01.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 1

A geografia do país
 
Portugal é um pequeno país da Europa, situado na parte ocidental da Península Ibérica, uma das muitas finisterras do continente europeu. Sua forma é aproximadamente a de um retângulo, cujo eixo maior está orientado na direção Norte-Sul. Suas dimensões médias aproximadas são: 550 quilômetros (pouco mais do que São Paulo ao Rio de Janeiro) de comprimento e 160 quilômetros (pouco mais do que Campinas a Santos) de largura, o que lhe dá uma superfície de aproximadamente 90 mil quilômetros quadrados, isto é, pouco mais de um terço da área do estado de São Paulo. Ao Norte e a Este limita-se com a Espanha, único país com que tem fronteiras; ao Sul e a Oeste, é banhado pelo Oceano Atlântico.
 
Cinco rios importantes atravessam ou banham o território português: 1) Minho (em parte fronteira norte); 2) Douro; 3) Mondego (único dos citados que tem todo o seu curso em Portugal, nascendo na Serra da Estrela e desaguando no Atlântico; 4) Tejo (o maior deles) e 5) Guadiana (o mais ao Sul). Todavia, esses rios todos são navegáveis em muito pequena extensão, de tal modo que não constituem boas vias de penetração para o interior da Península Ibérica, nem fazem com que os portos do Atlântico sejam escoadouros naturais para os produtos da parte ocidental da Espanha.
 
Do ponto de vista topográfico, pode-se afirmar que Portugal se divide em duas regiões bastante distintas, mas de áreas aproximadamente iguais: a região norte, bastante montanhosa, e a região sul, em que predominam as baixas altitudes, exceto numa pequena faixa do extremo sul, quase no litoral, onde se ergue uma nova cadeia de montanhas: a Serra de Monchique. Essas duas regiões – a montanhosa e a plana – são separadas pelo vale do Tejo, o mais caudaloso e extenso rio da península.
 
As montanhas mais altas de Portugal ficam na parte inferior da região norte – Serra da Estrela, logo acima do vale do Tejo – onde as altitudes chegam a aproximadamente 2.000 metros. Em geral, as montanhas portuguesas são uma continuação das elevações espanholas, ou a vertente ocidental da meseta ibérica
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Literatura hispano-americana - Parte 14.




HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA HISPANO-AMERICANA – PARTE 14

NICARÁGUA, PANAMÁ, PARAGUAI, PORTO RICO E SALVADOR



Na literatura, destacam dá Nicarágua é Salomon de la Selva (1893-1959), autor de "O Soldado Desconhecido", EO excelente poeta Ruben Dario (Félix Rubén García Sarmiento: 1867-1916), figura de proa do Modernismo hispano-americana. Dario podar na ser totalmente apreciado intensity e SEUS sinceridade dos sentimentos de "Canções de Vida e Esperança".

Modernista também é o maior poeta da literatura panamenha, Ricardo Miró (1883-1940), autor de poemas paisagísticos, líricos e de inspiração patriótica. O principal de sua criação poética está em “Caminos silenciosos”.


A literatura paraguaia apresenta Eloy Fariña Nuñez (1885-1929), autor de “Mitos guaraníes”, e Elvio Romero (1926-2004), autor de “Días roturados”, “Despiertan las fogatas” e “El sol bajo las raíces” e caracterizado pela extraordinária força poética, pela extrema visão dramática do homem e pelo nível estilístico de vanguarda.


A literatura de Porto Rico é representada por três grandes poetas – Evaristo Ribera Chevremont (1896-1976), Luis Palés Matos (1898-1959) e Francisco Matos Paoli (1915-2000) e por três prosadores – René Marqués (1919-1979), Emílio Díaz Valcárcel (1929) e Luis Gonzáles (1928-2012), Chevremont é um dos promotores hispano-americanos das tendências vanguardistas com seu principal livro, “La copa de Hebe”. Palés Matos caracteriza-se pela profundidade poética e excelência da sua poesia negrista. Matos Paoli é o poeta hermético de rara pureza em “Habitante del eco” e “Teoria del olvido”. René Marquéz, autor de “Otro dia nuestro”, é excelente na transcrição literária de temas existenciais ampliados em sua força pela inserção em realidade política lucidamente apreendida. Emílio Díaz Valcárcel é o autor de “El asedio y outros cuentos”. Luis Gonzáles é o autor de “Paisa”, romance revolucionário de tipo marxista e com momento de ótima poesia.

 
A literatura de Salvador é dominada pelo autor de “Cuentos de barro”, Salarrué (Salvador Salazar Arrué: 1899-1975), escritor de belo estilo impressionista.

 





Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Literatura hispano-americana - Parte 13.

   


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA HISPANO-AMERICANA – PARTE 13
BOLÍVIA, COSTA RICA, GUATEMALA,

Da literatura boliviana destacamos o poeta dos versos musicalmente suaves de “Nocturnos” e de “Los maderos de San Juan”, José Asunción Silva (1865-1896); o introdutor do modernismo e cuja obra está reunida em “Cancionero vivido”, Claudio Peñaranda (1884-1924) e o autor de “La candidatura de Rojas”, Armando Chirveches (1883-1926), notável na descrição realista de seu país e de seu povo.

Costa Rica apresenta o poeta Rafael Cardona (1892) e o prosador José Marín Cañas (1904-1980). Cardona, cujo momento máximo de criação artística é atingido em “Oro de la mañana”, caracteriza-se tanto pela notável preocupação formal como pela amplitude e profundidade de seus temas; Marín Cañas é o autor da crônica da guerra do Chaco em “El infierno Verde” na qual Paraguai e Bolívia aparecem como vítimas do capitalismo internacional e dos mitos pseudo-patrióticos criados para sustentar esta situação.
 
A Guatemala apresenta em sua literatura o contista Rafael Arévalo Martínez (1884-1975), os poetas Luis Cardoza y Aragón (1904-1992) e José Coronel Urtecho (1906-1994) e o romancista Miguel Ángel Astúrias. Rafael Arévalo Martínez é o autor do conto fantasista de atmosfera quase kafkiana intitulado “El hombre que perecía un caballo” e da utopia de excelente humor sob o título “El mundo de los maharachías”. Cardoza y Aragón é poeta de versos e de temática concentrada na preocupação quanto ao futuro do homem; suas principais criações estão em “Pequena sinfonía del Nuevo Mundo” e de “La torre de Babel”. O poeta católico Coronel Urtecho é o autor de “Pequeña oda a Tio Coyote”, de inspiração folclórica aproximada às canções e estórias tradicionais. Prosa enriquecida pela presença do poético é empregada para a visão do constante caricatural dos ditadores e da sociedade subdesenvolvida no famoso livro “El señor Presidente”, de Miguel Ángel Asturias.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Literatura hispano-americana - Parte 12.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA HISPANO-AMERICANA – PARTE 12

VENEZUELA

Da poesia venezuelana, três nomes devem ser lembrados: Jacinto Fombona Pachano (1901-1951), autor de “Las torres desprevenidas”, cuja temática apresenta a humanidade ameaçada pela barbárie da guerra; Juan Calzadilla (1931), autor de “La torre de los pájaros”; Ida Gramcko (1925-1994), autora de “Poemas” e de “La vara májica”, é poetisa que combina perfeição formal à intensidade de sentimentos e à capacidade de criação de símbolos e elaboração de mitos.


A presença quase excessiva do simbólico caracteriza a prosa de Rómulo Gallegos 1884-1969), autor de “Doña Bárbara”, romance em que demonstra claramente o seu fácil domínio da expressão. Espontaneidade de estilo, ironia e simplicidade de sentimentos inteligentemente apresentados estão presentes na prosa subjetivista de Tereza de la Parra (1891-1936). A ironia é característica também do forte estilo de José Rafael Pocaterra (1889-1955), escritor que se destaca na descrição de tipos. A descrição psicológica do personagem caracteriza a técnica do romancista Ramón Díaz Sánches (1903-1968). Antonio Arraiz (1903-1962) descreve com perfeição seus personagens, mas, coloca-os em situação de sofrimento sob mais uma ditadura militarista sul-americana. A obra máxima de Arraiz intitula-se “Puros hombres”. Miguel Otero Silva (1908-1985) destaca-se pelo admirável poder expressivo de seu livro ”Casas Muertas”. Arturo Uslar Pietri (1905-2001), autor de “Las lanzas coloridas”, reformula a interpretação histórica da independência venezuelana ao colocá-la no quadro amplo da realidade americana. Reformulação da novelística venezuelana com apresentação de novos rumos e com a exemplificação de sua obra rica em conteúdo poemático atesta significação do autor de “Primavera nocturna”, Julián Padrón (1910-1954).


Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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