quarta-feira, 7 de maio de 2014

Literatura Ocidental - Parte 85.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 85
LITERATURA ESPANHOLA - II

Apogeu seiscentista da literatura espanhola

No século XVI a Espanha era parte do imenso Estado de Carlos V (na Espanha denominado Carlos I), que a converteu em monarquia ilimitada ou absoluta ao eliminar a resistência das cidades e a insubordinação dos senhores feudais, bem como ao converter a nobreza em arma submissa da autoridade real. O Estado de Carlos V é um império verdadeiramente universal dotado de riquezas aparentemente inesgotáveis. Com seu filho Filipe II, a Espanha separa-se do domínio hereditário dos Habsburgos, mas conserva a liderança de seu imenso mundo geográfico, constituído na época por possessões italianas, dos Países Baixos e pelas colônias americanas. A amplitude dos domínios territoriais e da riqueza resultante é acompanhada de notável ampliação cultural e artística.

A criação da língua literária data desta época com as obras poéticas de Juan Boscán (1490-1552), Garcilaso de la Vega (1503-1536) e Diego de Mendonza; com a literatura de conquistas territoriais; com Luis de Gongorra y Argote (1561-1627) e com o imenso desenvolvimento da poesia mística.
 
Deve-se a Boscán o aparecimento da escola poética do verso italiano e a introdução da influência petrarquiana. A influência provençal e o petrarquismo já havia surgido na literatura com o lirismo palaciano refinado até o convencional dos “Cancioneiros” anteriores ao século XVI, porém, triunfa literalmente com os sonetos ao modo itálico de Juan Boscán e sua escola. Deve-se a Boscán, ainda, a tradução de “II cortegiano” de Castiglione.

Garcilaso de la Vega é o suave poeta das canções toscanas, a mais famosa das quais é indiscutivelmente a canção V, conhecida como “A la flor de Gnido”. Também a musicalidade de garcilaso de la Vega muito recebe da poética de Petrarca. D.on Diego de Hurtado de Mendonza harmoniza com perfeição o lirismo itálico e a tradição poética espanhola em suas trovas, sonetos e epístolas. É comum atribuir-lhe a autoria do “Lazarillo de Tormes” (“Vida del Lazarillo de Tormes y de sus fortunas y adversidade” – 1554), primeira novela picaresca, mas, é problema insolúvel e altamente improvável sua composição pelo humanista Diego de Mendonza (1503-1575).

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7,
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Um comentário:

Renata Maria disse...

Excelente post sobre a Literatura espanhola; aliás, o blog é deveras excelente.
Um abraço, Rosemildo, a vc e aos seus,
Renata

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