quarta-feira, 2 de abril de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 80.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 80
LITERATURA DINAMARQUESA

O primeiro monumento da literatura dinamarquesa é a tradução realizada por Christiern Pedersen (1480-1554), padre. A seguir, assinala-se também no país central da União de Kalmar a ação repressora da expressão literária que o luteranismo inicial, em sua austeridade, rigidez e puritanismo, instala nos países em que se afirma como religião dominante.

A primeira geração literária do século XIX iniciará o processo de maturidade artística, principalmente através de seus representantes: Christian Winther (1796-1876), importante em seus poemas de temática amorosa ou de dimensão épica, como o atestam respectivamente “Til Een” e “Hjortens Flugt”; Poul Martin Moeller (1794-1838), notável pela naturalidade de seu estilo; e, completando, Carsten Hauch (1790-1872), escritor humanista que se dedicou à poesia lírica.
Hans-Christian Andersen
A primeira obra dinamarquesa a obter reconhecimento universal é a que devemos a Hans-Christian Andersen (1805-1875), notável contista. Há em seus contos, por detrás da aparente ingenuidade, um poderoso complexo de aspectos imaginativos, humorísticos, melancólicos e irônicos – resolvidos numa síntese que se eleva à verdade poética. De sua produção literária citam-se: “O menino moribundo”, “Fantasias e esboços”, “Álbum sem desenhos”, “O improvisador” etc. Andersen dedicou-se, ainda, à poesia e seus poemas destacam-se igualmente como dos melhores existentes no domínio nórdico.
 
Contemporaneamente a Andersen, a Dinamarca oferece ao mundo o escritor-filósofo Soeren Kierkegaard (1813-1855), que seria, ao lado de Marx, uma das maiores determinantes do pensamento filosófico-cultural do século XX. Kierkegaard desenvolve suas coordenadas filosóficas por oposição ao hegelianismo – súmula perfeita do idealismo racionalista – ao afirmar o existencial de preferências ao racional, a ruptura à continuidade, a angústia à tranquilidade, o abismo entre o ser e o pensar à sua identificação, a existência concreta à abstração, a conjuntura subjetiva aos fins objetivos independentes, o desconexo ao espírito sistematizador etc. A influência do seu pensamento é reforçada em nosso século através do filósofo Martin Heidegger.
 
Como modernos escritores dinamarqueses devem ser citados: Blicher, autor de “Novelas Jutlandesas”; Martin A. Hansen, autor de “Viagem de Jonathan”; Johannes V. Jensen, o mais representativo deles; Schandorph, autor de “Gente pequena”; e, Henrik Potoppidan, além do crítico George Brandes, autor de famosa “Correntes Principais da Literatura do Século XIX”. Hansen destaca-se pelas descrições e análises realistas dos esmagamentos das pessoas por meios socialmente estreitos e o empreende através de bem construído estilo. Jansen tem sua máxima realização descritivo-analista quando, lúcida e poeticamente, introduz em sua prosa a vida dos camponeses do século passado.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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2 comentários:

Evanir disse...

A vida é um eterno recomeço,
uma viagem que se inicia,
e não devemos perder a esperança
temos que continuar,
mostrando a todos a nossa fé,
e a nossa capacidade de refazer o que se desfez,
e reconstruir o que se perdeu.
Muita paz para sua vida.
Beijos e meu eterno carinho.
Evanir.

Smareis disse...

Olá Rosemildo!

Gostei muito dessa postagem da Literatura Ocidental.
A gente descobre muita coisas boas, poetas e contistas maravilhoso nessa história da Literatura das décadas passada.
Deixo um abraço!

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