quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Prece ao Senhor.


PRECE AO SENHOR


Senhor meu DEUS! Senhor meu PAI! Eis que mais uma vez a vós me entrego de corpo e espírito, e apelo à vossa infinita misericórdia, desta feita, em favor das pessoas que se foram, vítimas da tragédia ocorrida em Brumadinho. Recebei-os de braços abertos, perdoai-os pelos pecados que por acaso tenham cometido, abençoai-os e protegei-os, iluminando os seus passos por todas as suas trajetórias.



AMÉM!



MEUS QUERIDOS AMIGOS!



Depois de um bom período de descanso, hoje retorno ao nosso querido mundo virtual com a esperança de poder continuar contando com as maravilhosas atenção e compreensão de vocês.



Quanto a postagem de hoje, optei pela oração que faço diariamente desde o dia do fatídico acontecimento.



Aproveito a oportunidade para apresentar o meu voto de pesar, extensivo a todos os parentes e amigos das vítimas.



Beijos no coração de todos.



Rosemildo Sales Furtado



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Criação da Árvore de Natal.


CRIAÇÃO DA ÁRVORE-DE-NATAL

1530 – (dezembro) Cria-se a “árvore-de-natal”. E foi assim: Martinho Lutero caminha, meditativo, na noite de Natal. É límpida e clara. Entra por uma floresta de pinheiros. Aí divisa milhares de estrelas brilhando através dos galhos cobertos de neve. Tal espetáculo o deixa deslumbrado e embevecido. Corta um galho de pinheiro. Leva-o para casa. Enfeita-o com velas acesas para que seus filhos compartilhem do espetáculo que se desenrola do lado de fora. A árvore-de-natal torna-se daí, um símbolo de esperança, paz, alegria. Os imigrantes alemães trazem-na para a América, na época colonial.

Fonte: Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 116.

MEUS QUERIDOS AMIGOS(AS)1

O Natal está chegando, mais um final de ano que aos poucos vai se aproximando, e cada vez mais forte está a minha esperança do dever cumprido neste 2018. Procurei fazer o possível para agradar com as ínfimas baboseiras que postei.

Hoje estou iniciando uma pausa para descansar um pouco a cuca e a carcaça, analisar os erros e os acertos e dar uma arrumadinha no nosso humilde espaço, prometendo, se “DEUS” quiser, retornar em fevereiro para dar continuidade às atividades.

Aproveito a oportunidade para apresentar as minhas desculpas àqueles que, de alguma forma, não agradei com as minhas postagens, e agradecer a todos indistintamente, amigos(as) e seguidores(as) e visitantes, pelo carinho, compreensão e, principalmente, pelo grande apoio que é de vital importância neste mundo virtual, esperando no próximo 2019, poder continuar sendo merecedor dessas ímpares e valiosas companhias. Muito obrigado de coração.

A todos, um “Maravilhoso NATAL” e um “Fantástico ANO NOVO”, não com fortuna, mas, com muitas felicidades.

“QUE 'DEUS' SEJA LOUVADO!”

Literatura & Companhia Ilimitada 
Rosemildo Sales Furtado. 


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Grandes vultos: Clóvis Beviláqua - Parte 01.

Clóvis Beviláqua

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
CLÓVIS BEVILÁQUA – PARTE - 01
(1859 – 1944)
“… possuía na juventude a gravidade, as tendências e os hábitos de hoje...”
Em 1774, procedente de Trieste, chega às prais do Ceará, vítima de um naufrágio, o piloto italiano Ângelo Beviláqua. Casa-se, em Fortaleza, com D. Luísa Gaspar de Oliveira. Dos seus dez filhos, o segundo era José, de temperamento arrebatado e interessado em política, tendo sido deputado à Câmara Geral. Esse foi o pai de Clóvis. Sua mãe, D. Martiniana Maria de Jesus Ayres, natural da Província do Piauí.
Nasceu Clóvis a 4 de outubro de 1859, dia de São Francisco de Assis. Viçosa, sua terra natal, fica plantada no alto de uma serra, em meio do caminho que vai das alvas praias dos verdes mares, como diz Alencar, ao sertão rude e trágico, onde o sertanejo se faz forte e resignado.
Não é vã a referência ao panorama. O berço natal traçou o destino de Clóvis. Se voltado para o norte seus olhos se perdiam no infinito do oceano, como em busca de um ideal, do sul chegava-lhe ao ouvido a voz quente do sertão agreste. Assim se fez aquele ente singular que elevava o coração aos páramos dos mais elevados sonhos, sem se afastar da realidade, que enfrentava corajosa e resignadamente. O próprio Clóvis confessa a influência telúrica em sua vida: – “O cearense educou-se na luta e a ela afeiçoou-se. O solo esquivo recusa-lhe os meios de subsistência sem aturado esforço; o sol cai, como um incêndio, sobre uma terra que não possui rios, nem lagos, nem grandes matas, onde toda vegetação desaparece com o verão; o mar só se deixa domar pela afoiteza da jangada alvíssima. Numa escola assim, aprende-se a lutar, sem jamais cansar. Adquire-se a intrepidez e perseverança...” – (Revivendo o passado, volume II, pág. 96).
Muito criança sai Clóvis de seu lar. Faz os primeiros estudos em Sobral. O curso secundário iniciado em Fortaleza é concluído no Rio de Janeiro, em 1877.
Na Corte, torna-se amigo de Paula Ney e de Silva Jardim, que procurou convencê-lo a vir morar em São Paulo. Com esse diletos companheiros, publica um jornalzinho escolar: – o “Labarum Litterarium”, que obteve pleno êxito e revelou os primeiros bruxoleios daquele que seria poeta, tribuno e jurista.
Continua
MANUEL AUGUSTO VIEIRA NETO

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Grandes vultos: Júlio de Castilhos - Parte 03.


Borges de Medeiros

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
JÚLIO DE CASTILHOS – PARTE 03.
Não obstante três anos de guerra civil em seus cinco anos de governo, Castilhos realizou uma grande obra administrativa, nesse período de reorganização da vida política do Rio Grande e do Brasil, quando se passava da Monarquia para a República. Castilhos foi sobretudo um organizador e sua principal tarefa foi a de adaptar o Estado à nova vida republicana.
Além dessa indispensável reorganização administrativa e judiciária, reformou o sistema de tributação, instituiu o imposto de transmissão de propriedade e outros, conseguindo recursos para a realização de uma série de obras de grande importância econômica: algumas linhas telegráficas, a desobstrução de canais de navegação, de modo a assegurar o livre trânsito entre os portos de Guaíba, Lagoa dos Patos, S. Gonçalo e Lagoa Mirim. Garantiu ainda a colonização de pequenas propriedades, o que foi de algum modo o ponto de partida para o progresso do Estado garantindo-as contra as investidas de grileiros, que tanto êxito tiveram em outros Estados, e estimulando a imigração, sobretudo de italianos, que deram grande impulso à agricultura e em particular à indústria do vinho.
Em 1898, terminando seu período de governo, indicou como candidato do Partido Republicano à sua sucessão, a Borges de Medeiros, seu discípulo, como tantos outros jovens políticos da época. Borges de Medeiros tinha apenas 37 anos de idade e governou o Estado, através de sucessivas eleições, por cerca de 25 anos.
Desde que deixara o cargo, Castilhos não mais participava ativamente da política, pois se achava esgotado e adoentado, retirando-se para a sua estância. A 24 de outubro de 1903, com 44 anos apenas, falece em consequência de uma operação.
Seus funerais foram uma verdadeira apoteose àquele que dedicara sua vida à causa republicana e à reorganização de seu Estado natal. Até mesmo seus inimigos reconheceram o valor de sua obra que se transformou em símbolo de austeridade e de honestidade.
Castilhos era positivista embora não aceitasse certos dogmas positivistas, tais como a Religião da Humanidade, a não participação nas atividades políticas e a proibição de ocupar cargos políticos. Levou sobretudo em conta esse outro princípio positivista e que foi o fundamento de sua vida pública: Viver às Claras!
LEONCIO BASBAUM


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Grandes vultos: Custódio de Mello - Parte 02.

Custódio de Mello

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
JÚLIO DE CASTILHOS – PARTE 02.
Foi durante as discussões que então se processaram, que procurou por em prática suas ideias positivistas, colocando-se por várias vezes em oposição a Rui Barbosa, em virtude do seu “ultra-federalismo”.
Entre outras ideias, advogou o unicameralismo, que dispensava a existência do senado, sendo, todavia, derrotado. Também não viu vencedora sua proposta no sentido de conceder o voto aos analfabetos. Lutou ainda, sem êxito pela liberdade tributária, segundo a qual os Estados poderiam estabelecer cada qual seus próprios tributos, com uma determinada percentagem para o governo federal. Defendeu finalmente a liberdade dos cultos, ideia que viu vencedora, pois essa era a opinião geral, nas circunstâncias.
Encerrados os trabalhos da Constituinte, regressou ao Rio Grande, sendo logo solicitado para elaborar a Constituição do Estado. Nesse seu trabalho, Castilhos esmerou-se por impregná-lo de suas ideias positivistas, aliás nem sempre ortodoxas. Uma das singularidades desta Constituição era a que permitia a qualquer cidadão exercer a Medicina, a Cirurgia Dentária, manipulação de drogas (farmácia) sem diploma e sem mesmo haver cursado qualquer escola, bastando saber ler e escrever e registrar-se na Diretoria da Saúde.
A 13 de junho de 1891 é nomeado Presidente do Estado. Mas a 3 de novembro dissolve o Congresso e esse ato provocou no Rio Grande uma onda de descontentamento. Um grupo de cidadãos dirigiu-se ao Palácio do Governo exigindo que Castilhos renunciasse “para ficar com o povo” contra a ditadura. E Castilhos decide renunciar. Quando lhe perguntaram “a quem entregaria o Governo” respondeu: “Ao caos, à anarquia”. E foi de fato o que aconteceu.
Com a curta normalização da situação política, que se seguiu à renúncia de Deodoro e a ascensão de Floriano, foi por fim eleito Castilhos Presidente do Estado. Era de fato o primeiro presidente realmente eleito. Estávamos a 25 de janeiro de 1893.
Mas não era ainda a paz. Ao contrário, os acontecimentos na Capital Federal, com a rebelião da Marinha sob as ordens do Almirante Custódio de Mello, repercutiram no Rio Grande, para onde, aliás, seguiram alguns dos revoltosos. Todas as forças anticastilhistas se uniram para derrubar não apenas Floriano, mas principalmente Júlio de Castilhos.
O Presidente teve de empregar a maior energia e severidade, e mesmo a extrema violência para derrubar as forças inimigas, o que afinal conseguiu.
Continua
LEONCIO BASBUM

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...