sexta-feira, 22 de dezembro de 2023


Mariano Osório

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS       DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 05

Em consequência das negociações foi firmado, em 3 de maio de 1814, o convênio conhecido como Tratado de Lircay. Por ele os patriotas reconheciam o rei de Espanha, mas conservariam o direito de se governar e as tropas expedicionárias abandonariam o território chileno.

Este tratado, impopular no Chile, devolveu o prestígio aos Carrera; José Miguel Carrera, no dia 22 de julho de 1814, deu um golpe e apoderou-se novamente do poder. Diante dêle levantava-se o exército de O’Higgins. Um pequeno choque no Rio Maipo deu vantagens a Carrera. A guerra civil foi impedida pela desaprovação feita ao tratado pelo vice-rei do Peru e pelo envio de uma força expedicionária sob o comando de Mariano Osório. O’Higgins, patriòticamente, aceitou a chefia de Carrera e fêz-se a reconciliação, mas subsistiram os ressentimentos entre ambos os chefes e seus soldados.

Os dois chefes concordaram em que O’Higgins resistiria aos espanhóis em Rancagua, enquanto Carrera se apresentaria com as tropas descansadas para pegar o inimigo entre dois fogos O’Higgins resistiu com heroísmo. Diante da ausência do exército de Carrera, que devia aparecer ao despontar da aurora, e contando com apenas 300 soldaos, O’Higgins abriu caminho a fio de espada.

Este fato dividiu mais ainda os dois chefes. Os partidários de Carrera acusavam o Tratado de Lircay, firmado por O’Higgins, de todos os males. Os de O’Higgins chegaram até a aventar a hipótese de que Carrera agiu premeditadamente ao deixar de socorrer seu rival em Rancagua, para que sucumbisse. Esta acusação monstruosa implicava em que Carrera quisera ver perdido com O’Higgins seu próprio irmão Juan José.

A notícia do desastre chegou a Santiago e provocou uma fuga dos comprometidos, os quais, transpondo os Andes,asilaram-se na província argentina de Cuyo.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno 

 

Meus queridos amigos(as) seguidores(as) e visitantes!


Primeiro que tudo, solicito minhas desculpas pela minha ausência do mundo virtual, é que resolvi fazer uma revisão geral na carcaça que no dia 23 de setembro próximo passado, completou 81 anos. Graças a DEUS até o momento está tudo bem e após os festejos de final de ano retornarei aos exames e, logo concluídos, retornarei ao maravilhoso convívio de vocês, quando retribuirei todas as visitas, pois quem visita, espera ser visitado.


Aproveito a oportunidade para agradecer as honrosas e valiosas companhia e compreensão de todos, pois sem essa extraordinária ajuda, jamais chegaria aonde cheguei.

 

Muito obrigado de coração.


Mais uma vez, desejo um Feliz Natal e que 2024 seja repleto de muito amor, muita paz e felicidades para todos.


QUE DEUS SEJA LOUVADO”


Beijos no coração de todos.


Rosemildo Sales Furtado

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Grandes vultos: Bernardo O'Higgins - Parte 04.

José Miguel Carrera
 

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 04

O triunvirato de Santiago sucumbiu diante do movimento insurrecional, chefiado por José Miguel Carrera que, desgostoso porque achava não estar recompensado como merecia, deu um segundo golpe e formou um triunvirato composto de Martinez de Rosas, Gaspar Marin e ele. O Congresso não quis reconhecer Carrera e Martinez Rosas. Carrera, então, dissolveu o Congresso e assumiu o poder absoluto.

O Chile estava com dois governos: o de Santiago, absolutista, representado por Carrera, e o de Concepción, onde dominava o doutrinismo. As duas tendências não tardaram a se enfrentar.

Martinez de Rozas sucumbiu e Mendoza, desterrado, morreu poucos meses depois.

Carrera precisou justificar seu absolutismo. O Congresso dissolvido tinha declarado livres os filhos dos escravos e proibido o comércio de negros. Isto obrigou-o a abrir escolas gratuitas e a promulgar um decreto (outubro de 1812) pelo qual dispôs que não seria reconhecida nenhuma autoridade que não residisse no território Chileno. Era, pràticamente, a consumação da independência.

A reação espanhola não se fez esperar. O vice-rei do Peru enviou o brigadeiro Antonio Pareja para combater os revolucionários. Carrera não esteve à altura da situação. Num dos encontros precisou abandonar suas tropas. O exercito foi confiado a Bernardo O’Higgins, que conseguiu rechaçá-los. Pensava em expulsar o inimigo quando recebeu ordens de firmar a paz com eles.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno 


terça-feira, 19 de setembro de 2023

Grandes vultos: Bernardo O'Higgins - Parte 03.

Francisco Garcia Carrasco

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 03

O movimento revolucionário chileno inicia-se quando o Capitão-General Francisco Garcia Carrasco, a fim de fazer frente a opinião pública, que propugnava uma mudança de governo, prendeu e deportou José Antônio Rojas, Juan Antônio Ovalles e Bernardo Vera y Pintado. Isto provocou a cólera da nobreza latifundiária chilena, ferida em três de seus principais membros. Protestaram contra tal violência. Carrasco vacilou e ordenou a restituição dos presos. Já era tarde. Navegaram para Lima. Um movimento público, comandado pelos oligarcas, culminou com a deposição de Carrasco e com a formação de uma junta de governo presidida pelo octogenário Mateo de Toro Zambrano, conde da Conquista.


O governo do conde da Conquista reconheceu o governo do Conselho de Regência da Espanha. Isto provocou descontentamento dos partidários do governo próprio e formou-se outra Junta, cujo principal animador foi Juan Martinez de Rozas, conhecido por sua tendência separatista.

 

 Martinez de Rosas, virtualmente o chefe do movimento, tomou medidas audazes, tais como abrir os portos de Valparaíso, Talcahuano e Coquinho ao livre comércio e dissolver a Real Audiência, substituindo-a por uma Côrte Suprema de Justiça, tomando assim atribuições até então reservadas à monarquia.


No dia 04 de julho de 1811 reuniu-se o Congresso, que devia legitimar a situação. Predominou a tendência moderada e treze representantes de tendência radical separaram-se dele. O Congresso, sem se importar com esse protesto, nomeou uma Junta de Governo composta de três membros, encarregada ao Poder Executivo.


Martinez de Rosas, desgostoso, retirou-se para Concepción, onde conseguiu a instalação de uma Junta de Governo que sobrepujasse à de Santiago. Na Junta de Concepción dominavam amplamente os radicais.


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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno

 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Grandes Vultos: Bernardo O'Higgins - Parte 02.

 

                                                   Juan Martinez de Rosas

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 02

Um pequeno grupo de aristocratas tornou-se os dirigente intelectuais da separação. José Antônio Rojas, morgado, sustentava que “a Espanha é a porção mais abandonada da e desprezada da Europa”; Introduziu a Enciclopédia e as obras de Montesquieu,


O abade Camilo Henriquez apoiava sua doutrina separatista no direito canônico. “Os contratos - sustentava – devem ser feitos na possibilidade de seus deveres serem cumpridos reciprocamente. Se não, as coisas voltam ao momento anterior do contrato. D. Fernando VII, impossibilitado de cumprir o pacto social que tinha para com seus súditos, perde sua soberania.” Juan Egañan expoente do pensamento de unidade, defende a aliança geral da América; Manuel Salas, como síndico do Consulado, tinha redigido a Representação de 1796, onde resumia as aspirações econômicas dos crioulos chilenos.


Os chefes militares também sairão das fileiras da oligarquia agrária. José Miguel Car
FONTE: Forjadores drera pertencia a uma das mais ricas famílias chilenas. Seu pai fez parte mais tarde, da primeira Junta de Governo. José Miguel fez sua carreira militar na Espanha, onde se distinguiu na luta contra os franceses, atingindo o grau de primeiro-sargento dos hússares da Galisa. “Ali – diz um comentarista – demonstrou que possuía todas as qualidades necessárias para um assalto ao poder público”. Seus irmãos Juan José e Luís secundavam-no em seus propósitos radicais.

 

Outro é Bernardo O’Higgins que virá a ser a primeira figura da revolução chilena.


Bernardo O’Higgins, anteriormente chamado Bernardo Riquelme, era filho de Ambrósio O’Higgins, intendente de Concepción e mais tarde vice-rei do Peru, e de Isabel Riquelme. O’Higgins recebeu uma educação esmerada. Enviado para Londres entrou em contato com o grupo revolucionário que, agrupado em partidos, era dirigdo pelo venezuelano Francisco de Miranda, precursor da Independência Americana. Voltando ao Chile toma posse de Canteras, grande propriedade, herança de seu piai, e em Concepción vincula-se a tertúlia revolucionária de Juan Martinez de Rosas, teórico do movimento separatista. Levou para sua terra natal todas as inquietudes do seu tempo, porém um pouco atenuadas por uma concepção de executivo forte e por um sentido de ordem, talvez, de sua disciplina intelectual britânica.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno


sábado, 15 de julho de 2023

(Bernardo O'Higgins)
 

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 01

(1778 --1842)

 

O Chile era uma das quatro capitanias espanholas da América. Por volta de 1810, sua classe preponderante era uma aristocracia latifundiária, dona de quase toda riqueza natural e do comércio. A maioria da população pertencia à classe de servos rurais e meeiros, e o regime de morgados permitia a supremacia econômica de algumas famílias de origem espanhola.

Dezoito morgados com com 10 ou 12 títulos de Castela, compunham a Capitania.. A província de Santiago contava com cento e setenta e três propriedades rurais e a de Melipilla, com apenas vinte e quatro.

O movimento revolucionário que surge, com raízes na invasão da Espanha pelos franceses, vai ser dirigido por essa aristocracia latifundiária e apoiado pela grande massa rural, que se transformará no exercito da revolução.

contribuindo para a sua divulgação. Juan Martinez de Rojas, advogado notório, escreve um Catecismo Político que se tornou a bíblia do novo movimento. O Catecismo nega autoridade à Suprema Junta de Espanha para governar a América: “Os habitantes e províncias da América não juraram fidelidade, nem são vassalos ou dependentes dos habitantes das províncias da Espanha; os habitantes e províncias da Espanha não têm, portanto, autoridade, jurisdição ou poder sobre as províncias da América; não podem transferir para a Suprema Junta uma autoridade que não têm: a Suprema Junta não pode, pois, mandar legalmente na América”. Bernardo Vera y Pintado, catedrático da Universidade declara que “nossa maior felicidade devia consistir na independência a que todos devemos aspirar”.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno



sexta-feira, 26 de maio de 2023

Grandes vultos: Martins Fontes - Parte 03.


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

MARTINS FONTES PARTE 03.

No desempenho desse mister deparou-se com um homem com a vista completamente inflamada, apresentando uma ulceração na córnea. Com muito cuidado e carinho, conseguiu dobrar a pálpebra superior e com a ponta de uma gaze fazendo as vezes do instrumento apropriado, retirou da vista do paciente uma lasca de madeira. Por sua abnegação e vontade aliadas ao esforço no auxílio aos menos privilegiados, esquecido de tudo e todos, interessou-se pelo paciente que já se considerava cego e diariamente ia fazer-lhe os curativos necessários.

Quando o paciente recuperou-se totalmente do mal, foi agradecer-lhe seus préstimos, dizendo-lhe num gesto de humildade; – “Como o senhor é bom, Dr. Fontes”, ao que lhe respondeu o generoso e nobre amigo: – “se todo mundo soubesse como é bom ser bom”.

De volta ao Acre, em 1910, é designado chefe da Assistência Escolar da prefeitura carioca, ao tempo do prefeito Serzedelo Correia Fontes. Neste posto sua permanência foi curta, pois logo voltou a Santos junto ao convívio de seus familiares, pois preocupava-se demais com a saúde dos mesmos, que eram para si, juntamente com os amigos, tudo o que possuía na vida. Na terra que o viu nascer, foi médico interno da Santa Casa de Misericórdia, lotado na chefia do serviço de tuberculose. Mais tarde, foi nomeado inspetor sanitário e posteriormente diretor do Centro de Saúde que hoje, numa justa homenagem, ostente seu nome, e ainda diretor do hospital de isolamento de Santos, na rua Oswaldo Cruz.

Nomeado professor de Fisiologia da Faculdade de Medicina de São Paulo, não tomou posse da cátedra por motivos de viagem à Europa, antes do início do curso letivo.

Posteriormente, com Jaime Gonçalves, instala um consultório médico para clínica particular e atendimento dos clientes das instituições das quais era médico. No terreno financeiro não progrediu neste mister, pois movido por sua generosidade, não cobrava dos doentes reconhecidamente pobres. Seus ideais socialistas faziam-no, para os humildes, de uma dedicação ímpar, a quem prestava ajuda e atenção fundamental .

Dizia ele que o clínico representa para o doente um papel importante, pois embora não possa restabelecer a saúde sistematicamente porque seu poder e força são limitados, pode animar, reconfortar, e dar esperanças. Se assim dizia assim praticava, pois frequentemente visitava seus clientes internos no nosocômio da Santa Casa, animando-os, reconfortando-os, chegando até a pedir a sua mãe, que preparasse torradas ou outro alimento para aqueles que não se habituavam às refeições do hospital.

Rico em bondade, exuberante em beleza moral, morreu pobre o autor de “Boemia Galante”. Grande vácuo abriu-se no mundo de nossas letras. Perdia Santos, berço de tantos e tão ilustres filhos, seu maior vate, o amigo dos humildes, o homem de alma tão radiante e bela com o cravo que nunca o abandonava à lapela.

LEVY ALVES DA INVENÇÃO



quarta-feira, 26 de abril de 2023

Grandes vultos: Martins Fontes -- Parte 02.

Olavo Bilac 
 

 

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

MARTINS FONTES – PARTE 02.

Em 1908, juntamente com Maurício Lacerda e mais 21 colegas, participou do primeiro Congresso Internacional da Juventude Americana realizado em Montevidéu. Aí, empolgaram os congressistas de tal forma, que foram ambos proclamados oradores oficiais do conclave.

Durante os anos de Faculdade, para poder sustentar seus estudos, escrevia para a Gazeta de Notícias e para a revista Careta, ambos do Rio de Janeiro.

Ainda na Faculdade conheceu os intelectuais da época entre eles Olavo Bilac, através de quem ingressou no mundo das letras e das artes. Nesta etapa passou a frequentar a Confeitaria Colombo, ponto de reunião obrigatória da intelectualidade de então.

Foi um dos fundadores juntamente com outros da Sociedade dos Homens de Letras, que teve pouco tempo de duração, face ao desinteresse dos sócios, que preferiram a Colombo para deblaterar sobre literatura, críticas e divulgações.

Médico recém formado, fez parte, em 1908, da Comissão de Obras do Acre, sob a direção de Bueno de Andrade.

Após vinte dias de viagem em navio do Loide Brasileiro, chega aquele território, terra promissora, onde, face aos áureos tempos da borracha, era grande o afluxo de pessoas de outras unidades da federação e quiçá do estrangeiro. Como paradoxo à riqueza de uma minoria privilegiada dos senhores da borracha, vivia a grande maioria em alto grau de miséria e pauperismo, famintos, doentes e desnutridos. Eram os homens dos seringais, que penetravam nas selvas em busca do látex para, ao fim de meses de estafante labor, vivendo em contato com feras, numa região sub-humana, sem a mais elementar condição de higiene ou assistência médica, trazerem o fruto do seu trabalho, futura remessa aos grandes centros consumidores. Foi a esses homens, espoliados, doentes, maltrapilhos, que juntou-se o “homem do cravo vermelho à lapela”, para prestar-lhes assistência médica, orientá-los na cura de seus males, dando-lhes alguns ensinamentos de higiene, moderno missionário, levando-lhes o conforto espiritual, provando-lhes o quanto era bom e generoso.

Continua

LEVY ALVES DA INVENÇÃO


domingo, 26 de março de 2023


Martins Fontes

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

MARTINS FONTES

(1884–1937)

Como é bom ser bom”

José Martins Fontes, poeta santista, nasceu a 23 de junho de 1884, filho do também ilustre médico Silvério Fontes, sociólogo e jornalista e de D. Isabel Martins, que lhe ministrou os primeiros ensinamento das letras.

Cursou vários estabelecimentos de ensino de nossa terra, entre eles o Colégio Tarquínio Silva. Após concluir o curso primário em sua terra natal, translada-se para Jacareí, no interior do Estado onde conclui o curso ginasial. Em toda sua carreira como estudante, sempre foi um excelente aluno, fiel e disciplinado, granjeando com sua agradabilidade, nobreza de caráter e generosidade, a simpatia de colegas e mestres.

Aplicado e talentoso, ainda menino, em 1894, proferiu seu primeiro discurso, no Centro Socialista de Santos, fundado por seu genitor em 1889 e quem mais tarde, em 1902, lançou o primeiro número do jornal “A questão social”.

A convivência com o pai, a Grande Guerra e a revolução russa aliados ao seu profundo conhecimento dos livros de Bakounine e Karl Marx, de quem era leitor assíduo, iriam mais tarde conduzi-lo aos ideais socialistas.



Moço de dicção impecável, recebeu a incumbência de discursar em nome dos alunos da Faculdade, na homenagem prestada ao professor Oscar de Sousa, da cátedra de Fisiologia, pela passagem de seu natalício. Neste dia, o poeta de “Verão” recebeu sua maior consagração, começando daí seu prestígio a galgar o caminho da glória; sendo proclamado o orador oficial da escola, recebeu com modéstia a tarefa de discursar em nome de todos quando das comemorações.

Quando da viagEm 1901, transferiu-se para o Rio de Janeiro, levando como bagagem, seu talento literário e poético. Na então capital federal, matriculou-se na Faculdade de Medicina. Novamente, aqui, sua simpatia pessoal e inteligência indiscutíveis, lhe granjeiam a amizade de todos, fazendo-o tornar-se a figura central dentro do estabelecimento de ensino, ganhando logo, a turma da qual fazia parte, o epíteto de “turma dos Fontes”. em de Santos Dumont a São Paulo, por motivos de ordem técnica, o trem que o conduzia ficou retido na Barra do Piraí: os estudantes não perderam a oportunidade; na plataforma da estação improvisaram um palanque e lá estava o moço santista, encantando a todos os que o ouviam, discursando na homenagem ao “Pai da aviação”.

Continua

LEVY ALVES DA INVENÇÃO

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Feliz Natal.


FELIZ NATAL


FELIZ o ano, felizes os meses e os dias que passei,

Em companhia de todos vocês, amigos e seguidores.

Labutei noite e dia neste espaço, e jamais cansei,

Inventando, criando e, em busca de novos amores,

Zanzando de site em site, muito aprendi e pouco ensinei.


NATAL chegou, e com ele a sonhada esperança,

Aliada ao desejo de ver um mundo mais feliz.

Tendo a certeza de ver estampada no rosto da criança,

A alegria de um sorriso, pois foi o que eu sempre quis,

Lhe desejando vida farta, muito amor e bonança.


E, bem-vindo, abençoado e muito,

 

PRÓSPERO para todos, seja o ano que se aproxima,

Repleto de realizações, saúde e muitas felicidades,

Ó Senhor, é tudo que vos peço e que só me anima.

Somente o amor impere neste mundo de maldades,

Para que a paz reine, pois só ela engrandece e sublima.

E assim, tenhamos um mundo voltado às bondades,

Redimis os homens, elevando-os sempre para cima,

Orientai-os sobre o fim das cruciais desigualdades.


ANO de harmonia e progresso para todos, é o que desejo.

Nada de mal aconteça a ninguém, é o que peço neste ensejo.

Ordem, humildade e solidariedade entre os povos, é o que almejo.


NOVO cenário e novos horizontes se formem entre as nações,

Onde o entendimento prevaleça e seja priorizado o bom senso.

Valorizado seja o humano desde o ínfimo, ao mais intenso,

Ordeiros sejam os seres humanos nas mentes e nos corações.


R.S. Furtado.


Meus queridos amigos(as) seguidores(as) e visitantes!

A baboseira acima exposta foi a última postagem efetuada no ano de 2022. Aproveitamos a chegada do Natal para fazermos uma pequena pausa destinada a um pequeno e merecido descanso, a fim de concatenar as ideias e recarregar as baterias, prometendo que, se DEUS quiser, retornaremos em março de 2023, quando retribuiremos todas às visitas, pois quem visita, espera ser visitado.

Aproveitamos, também, para agradecer a valiosa companhia e compreensão de todos, pois sem essa extraordinária ajuda, jamais chegaríamos aonde chegamos.

Muito obrigado de coração.

Mais uma vez, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO”

Beijos no coração de todos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Grandes vultos: Getúlio Vargas - Parte 6.

 

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

GETÚLIO VARGAS – Parte 6.

Inicia então, uma violenta campanha contra o Presidente, acusando-o de ser o mandante do atentado. Mais tarde os pistoleiros são identificados e presos e se descobre então que os mesmos pertencem à guarda particular do Palácio de Catete, dirigida pelo chefe do seu serviço de proteção pessoal, Gregório Fortunato, o qual, como amigo fiel, acompanhava Getúlio havia muitos anos. Esse fato recrudesceu os ataques contra ele. Começou a falar-se em um “mar de lama” que rodeava o Catete. À verdade, todavia, é que o Presidente tudo ignorava e ficou chocado com os fatos que afinal de contas somente o prejudicaram.

Um grupo de militares decidiu convidar Getúlio a renunciar para acabar com a agitação que começava em todo o país, com risco de se estender às ruas e a conflitos armados. Getúlio não aceitou. Sugeriram que se licenciasse por algum tempo, por um pequeno período, suficiente para que voltasse a calma à nação. Getúlio por fim aceita, retira-se para seus aposentos particulares e na mesma noite dispara um tiro no peito. Era a 24 de agosto de 1954.

Sua morte trágica chocou profundamente a nação, provocando em muitas cidades, principalmente no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, graves agitações populares, com empastelamento de jornais que atacavam o falecido presidente. Carlos Lacerda teve de refugiar-se nos Estados Unidos. Alguns dias depois, seu corpo foi embalsamado, e levado ao Rio Grande para ser enterrado em sua cidade natal.

Antes de suicidar-se, deixara uma espécie de testamento político que, tal como sua morte trágica, emocionou a nação e todo o povo, pelas verdades que ali eram ditas. Acusando os que o levaram à morte. Essa carta testamento se transformou depois em uma bandeira de luta do Partido Trabalhista Brasileiro, do qual era presidente.

Apesar de ter exercido durante alguns anos uma verdadeira ditadura, durante o Estado Novo, durante o qual o Congresso não pôde funcionar, e os jornais eram censurados pelo DIP, a imagem que dele resultou para História, foi a de um “ditador sorridente” e amado pelo povo, pois fora o único, dentre os muitos presidentes que o antecederam, a tomar conhecimento da existência do povo e atender a muitas de suas reivindicações. Até mesmo sambas – a música popular, por excelência em muitos Estados, se fizeram em seu louvor, o mais conhecido dos quais era “O Sorriso do Gegê”.

No Rio de Janeiro, na Cinelândia, centro da cidade, por meio de contribuições populares, ergueram-lhe um busto que, duas vezes por ano, no dia de seu nascimento, a 19 de abril e no dia de sua morte, 24 de agosto, é ainda hoje reverenciado com flores e orações.

LEONCIO BASBAUM

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Grandes vultos: Getúlio Vargas -- Parte 5.

Gaspar Dutra

  GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

GETÚLIO VARGAS – Parte 5.

Mas a 29 de outubro de 1945 um grupo de generais encabeçados por Góis Monteiro e Gaspar Dutra, os quais haviam sido seus ministros, decidiram impor a sua renúncia. Getúlio resolveu então abandonar a Presidência, entregando o governo ao ministro do Supremo José Linhares e voltou a sus terra natal, São Borja, na estância de Santos Reis, onde permaneceu cerca de 5 anos.

Estava formalmente fora da política, mas sua influência era ainda grande e decisiva. Nas eleições que se processaram em dezembro de 1945 para Presidência da República, decidiu apoiar a candidatura do general Dutra, somente para que o poder não caísse nas mãos da UDN. E de fato Dutra foi eleito. O próprio Getúlio, candidatando-se a deputado e senador, foi eleito em todos os pleitos, (deputado por 14 Estados e senador por São Paulo e Rio Grande do Sul, decidido por ocupar a cadeira de senador pelo seu Estado.

Isso veio a provar que, apesar de derrubado pelo golpe militar, apoiado pela UDN, em 1945, ele gozava ainda de intenso prestígio político. Por isso mesmo, convidado a candidatar-se nas eleições de outubro de 1950, depois de alguma relutância, decidiu aceitar. Foi então eleito, derrotando os candidatos do PSD e da UDN e em janeiro de 1951 voltou a ocupar o cargo de Presidente da República do qual havia sido deposto cinco anos antes.

Mas os seus inimigos, concentrados principalmente na UDN e em alguns setores militares, não se conformaram com a derrota e iniciaram contra ele uma forte campanha.

Um dos que mais o atacavam era jornalista Carlos Lacerda. Certa noite de agosto de 1954, quando este regressava à sua residência no Rio de Janeiro, à Rua Toneleiros, acompanhado de um amigo, Rubens Vaz, oficial da Aeronáutica, sofre um atentado a bala, do qual escapa ferido apenas no calcanhar, enquanto seu acompanhante é morto.

Continua

LEÔNCIO BASBAUM

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Grandes vultos: Getúlio Vargas - Parte 4.

 


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

GETÚLIO VARGAS – Parte 4.

Em maio de 1938 teve Getúlio de enfrentar uma nova tentativa de golpe contra a sua vida, desencadeado por alguns integralistas militares e civis, mas estes são facilmente esmagados, antes mesmo de começarem a atirar, dentro do Palácio Guanabara, onde estava residindo Getúlio.

Ao desencadear-se a 2ª. Guerra Mundial, apesar das pressões sobre ele exercidas pelo governo americano, para que se juntasse aos aliados, Getúlio resolveu manter-se neutro. Mas, com o afundamento de vários navios brasileiros pelos submarinos nazistas, com a morte de vários marinheiros e soldados, resolve Getúlio aderir aos que combatiam na Europa e na Ásia o nazismo. Mandou então o Brasil para a Itália, local destinado às suas ações bélicas, uma Força Expedicionária.

Com a derrota do nazismo, o que significava a vitória da democracia no mundo, tiveram de se ampliar também no Brasil a liberdades democráticas: era preciso reabrir o Congresso, restituir ao povo o direito do voto, dar-lhe uma nova Constituição mais consentânea com os novos tempos. E Getúlio decide então tomar algumas medidas. Concedeu anistia aos presos de 1935, inclusive a Luís Carlos Prestes e seus companheiros, alguns dos quais se achavam condenados a 25 anos. O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) encarregado da censura aos jornais e livros, praticamente deixou de funcionar, os sindicatos foram de certo modo liberados, foram reatadas relações diplomáticas com a União Soviética e até mesmo concedida a legalização ao Partido Comunista.

Getúlio somente estava resistindo a convocar novas eleições, para que o povo votasse, em um plebiscito previsto pela Constituição de 1937, se aceitava ou não o Estado Novo. Na “abertura democrática” foi permitida a formação de Partidos políticos, fechados pela Constituição de 1937, e logo se formaram vários, o Partido Social Democrático, a União Democrática Nacional, o Partido trabalhista. Era na UDN que se encontravam os maiores inimigos de Getúlio. E este sabia que numa eleição a UDN poderia atingir o poder.

Continua

LEÔNCIO BASBAUM

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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Oitentinha.

 


OITENTINHA


Senhor meu DEUS, senhor meu PAI,

Eis que nesta data, mais uma vez,

O meu sonho se torna realidade.

Lá do alto, sobre mim, uma dádiva cai,

Vosso amor por este pobre ser se refez,

Permitindo-me mais um ano de idade.


Obrigado meu PAI, por mais este ano,

De dores, tristezas, de gozos e alegrias,

Mas sem perder a esperança, nunquinha.

De realizar meu sonho, concretizar meu plano,

Vivendo saudáveis e felizes os meus dias,

E com vossa graça, comemorar oitentinha.


Eu vos prometo meu PAI, eu vos juro,

Ser bem melhor do que fui no passado,

Para protelar por mais um ano a partida.

Fazendo o bem, puSerrificando o impuro,

Trazendo de volta o infeliz debandado,

E comigo comemorar mais um ano de vida.

R.S. Furtado


MEUS QUERIDOS AMIGOS


Hoje, 23 de setembro, como a maioria de vocês sabem, eu e meus dois filhos estamos aniversariando, Rosemildo Filho completa 52 anos e Rosenildo completa 46 anos. Eu, particularmente, estou chegando aos oitentinha com a graça de DEUS.


As pessoas costumam dizer que o tempo passa rápido. Será? Alguém já parou para pensar nesse detalhe? Eu já! E a curiosidade falou mais alto. Afinal, 80 anos não são 80 dias.

80 anos é simplesmente igual a 960 meses ou, 29.220 dias ou, 701.280 horas ou, 42.076.800 minutos ou, 2.524.608.000 segundos.


Bobagem né, o importante é que estamos vivos e saudáveis, em condições de agradecer ao nosso querido PAI pela graça de termos chegado até aqui, e com a esperança de alcançar mais uns aninhos no futuro.


QUE DEUS SEJA LOUVADO”


Rosemildo Sales Furtado

Obs: Os cálculos foram efetuados considerando-se que de 1942 a 2022, tivemos 20 anos bissexto. Portanto, foram 60 anos compostos de 365 dias e 20 anos compostos de 366 dias.


quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Grandes vultos: Getúlio Vargas - Parte 03.

    

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

GETÚLIO VARGAS – Parte 3.

Por isso mesmo, nas eleições de março de 1930, foi eleito a “bico de pena”, Júlio Prestes. A Aliança Liberal não concordou com essa eleição acusada de fraudulenta e começou a preparar um levante armado, para derrubar Washington Luís e substituí-lo por um outro presidente. O assassinato de João Pessoa em meados de 1930 por um parente, num incidente que na verdade bada teve de político, foi pretexto que serviu para desencadear o movimento.

A 03 de outubro de 1930, Getúlio Vargas, apoiado por seus conterrâneos e amigos, Osvaldo Aranha, Flores da Cunha e outros, e ainda por vários políticos mineiros, como Antônio Carlos, presidente do Estado, e tendo o apoio do então coronel Góis Monteiro, alagoano, mas servindo no Rio Grande, iniciou-se um movimento militar que, partindo só Sul, começou a caminhar-se para São Paulo, afim de em seguida atingir a Capital Federal, o Rio de Janeiro.

Nesse ínterim, para pacificar o País, um grupo de militares resolve depor o Presidente, entregando o poder ao grupo militar que vinha do Sul, encabeçado por Getúlio Vargas, a 24 de outubro. Terminava assim o movimento revolucionário e Getúlio assumia o poder, com presidente da República a 15 de novembro.

Em 9 de j ulho de 1932, os velhos remanescentes do antigo PRP decidem derrubar Getúlio Vargas e iniciam a “Revolução Constitucionalista” a pretexto de dar ao País uma nova Constituição. Ao fim de três meses de guerra civil, os paulistas são derrotados. Não, obstante, em 1934 um Congresso eleito elabora uma nova Constituição e elege Vargas para Presidente da República.

Um ano depois, a Aliança Nacional Libertadora tenta um golpe militar para derrubar Getúlio. Essa organização era dirigida por Luís Carlos Prestes. Mas o golpe fracassa, sendo abafado em poucos dias, e seus chefes, inclusive Luís Carlos Prestes, presos e condenados a longas penas.

Getúlio decidiu então que devia continuar no governo do País e, aproveitando o pretexto de um documento apócrito, o Plano Cohen, elaborado em princípio por um chefe integralista, dá por sua vez um golpe de Estado, em novembro de 1937, fechando o Congresso e promulgando uma nova Constituição. Começava então o Estado Novo.

Continua

LEÔNCIO BASBAUM

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Grandes vultos: Getúlio Vargas - Parte 2.

  

                                                      Washington Luís

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

GETÚLIO VARGAS – Parte 2.

Reeleito deputado, renunciou ao mandato, para poder dedicar-se â advocacia. Mas sua inclinação natural para política, levou-o a candidatar-se novamente em 1917, para logo a seguir, em 1923, eleger-se deputado federal. Dado o seu claro discernimento político, foi escolhido para líder de sua bancada e, em 1926, foi então convidado pelo então Presidente Washington Luís, a assumir o cargo de Ministro da Fazenda. Tendo posteriormente sido eleito para governador do seu Estado, Rio Grande do Sul, deixou a pasta que ocupava para assumir seu novo posto.

Iniciava-se então, no País, uma grande agitação política em torno da sucessão de Washington Luís. De acordo com a prática em voga desde o Presidente Prudente de Morais, a sucessão presidencial se fazia sempre por uma forma de revesamento, em que um político de São Paulo, era substituído por um de Minas Gerais, os dois estados que, por sua riqueza e por sua população, dominavam a política nacional. Era a chamada política do “café com leite”, da qual, aliás, o povo estava cansado, pois eram apenas os mesmos políticos, com outros nomes, dominantes dos dois Estados, sem que nada se modificasse. O Brasil, tudo indicava, iria ainda continuar por muitos anos um país. agrícola, vivendo da exportação do café, sem que ninguém se importasse com o povo e com o desenvolvimento da nação. As eleições eram puramente formais, e se resolviam nos gabinetes com atas de eleições feitas, literalmente, a “bico de penas”, de acordo com combinações prévias dos grupos dominantes, sendo o voto popular fraudado.

O candidato dessa vez era Júlio Prestes, então governador do Estado de São Paulo. Como Washington Luís também era de São Paulo, esse fato desgostou o Partido Republicano Mineiro, convencido de que “agora era sua vez”.

Surgiu então a ideia de escolher um candidato que não fosse nem mineiro nem paulista e a escolha recaiu sobre Getúlio Vargas. Além de Minas houve um outro Estado cujo governador, João Pessoa, também decidira não aceitar a imposição de um candidato escolhido pelo Presidente da Paraíba. Esse fato deu início a .formação de uma nova organização política, fora dos partidos tradicionais, disposta a mudar os rumos da política econômica e financeira do País e seus costumes políticos, a Aliança Liberal. Seu programa logo empolgou o País. Começou então um agitado período da vida política nacional que vinha modorrando havia muitos anos, com o povo quase afastado das urnas, pois seu voto não era levado em consideração.

Continua

LEÔNCIO BASBAUM .


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