quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Grandes vultos: Tobias Barreto - Parte 01.


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
TOBIAS BARRETO – PARTE 01.
[1839-1889]
“Nao compareço entre vós, para fazer-me admirar, mas para fazer-me compreender”. Isso afirmou Tobias Barreto no célebre Discurso em mangas de camisa, pronunciado no Clube Popular da Escada, em 1877.
Embora Tobias diga,nessa ocasião, que desejava ser compreendido e não admirado, sempre gostou de uma e de outra coisa. Poeta arrebatado e condoreiro arrancava aplausos de quantos o ouviam. Era tribuno eloquente e inflamado e exímio tocador de violão . Com estes atributos, o notável sergipano tornava-se alvo de admiração. Mas é evidente que o filósofo e o sociólogo seriam menos compreendidos do que o tocador de violão; o poeta e o orador eram aplaudidos.
Tobias Barreto deve ser examinado como um inovador, um revolucionário que, com golpes de talento e cultura, abriu caminhos largos e descortinou novos horizontes para a inteligência nacional. Muito teve que demolir e no seu afã demolidor se expôs a certas restrições e críticas. Ele deve ser estudado dentro do seu papel histórico, em determinado momento da vida brasileira e, assim estudado e examinado, não se poderá negar que cumpriu perfeitamente sua missão. Um filósofo no verdadeiro sentido da palavra, mas um filósofo que antes de tudo, teria que combater princípios e ideias mais velhos do que o Brasil. Ao adiante veremos o que foi essa luta que sacudiu, agitou e renovou o pensamento nacional. Por ora direi que o Brasil se formara à luz dos ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana e que o catolicismo, por força do artigo 5º da Carta Magna, então vigente, foi a religião oficial do Império até a Proclamação da República, e que Tobias defendia ponto de vista diferente da Igreja quando se arremetia contra o direito natural.
Para melhor entender Tobias, é preciso acompanhar as fases mais importantes da sua vida, onde o labor intelectual atinge os pontos mais altos.
Nasceu Tobias Barreto de Menezes, na Província de Sergipe, em Campos, no dia 7 de junho de 1839, sendo seus pais Pedro Barreto de Menezes e Emerenciana de Menezes. A casa, humilde, refletia a pobreza da família. Era mestiço, o nosso Tobias. terminado o curso primário, transfere-se para Instância, onde estuda latim com o Padre Domingos Quirino, depois Bispo de Goiás. Dessa época até ingressar na Academia de Direito do Recife, levou vida errante, estudando e lecionando. Vai às cidades de Maroim, Lagarto, Itabaiana, Aracaju, Maceió, Salvador, tendo por algumas vezes voltado a Campos, sua terra natal.
Continua…
BRASIL BANDECCHI 
 
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Grandes vultos: Irineu Evangelista de Souza - Parte 08.

Guerra do Paraguai

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
IRINEU EVANGELISTA DE SOUZA (MAUÁ) - PARTE 08.
Essas posições valeram-lhe, senão a antipatia de Pedro II, pelo menos certo distanciamento. A esse respeito, escreve Alberto de Faria: “Não há negar, nem dissimularemos, que o Imperador pareceu nutrir sempre prevenção contra Mauá". Nas cronicas do antigo regime, com visos de verdade, há reminiscência de palavras ouvidas por um dos seus últimos ministros a respeito de outro empreendedor inteligente: este é um novo Mauá”. O fato, igualmente, de Mauá ter desaprovado a Guerra do Paraguai foi, para Vicente Licínio Cardoso, uma das causas do seu desamparo oficial posterior. 
Dado o interesse de Mauá pela indústria, houve quem o quisesse filiar como adepto de Saint-Simon que, como se sabe, emprestava singular relevo à indústria, como fator capaz de trazer a felicidade humana. Alberto de Faria escreve mesmo: “Mauá está fixado, sem dúvida, entre os que, no século XIX, sofreram o influxo da escola sociológica de Henri de Saint-Simon”. Seu descendente e biógrafo, Cláudio Ganns, acha, no entanto, que Irineu era apenas de formação inglesa, cujos livros e revistas lia desde a mocidade. Para ele, a mentalidade de Mauá estava voltada para autores da escola liberal, como Adam Smith e Bentham e através deles para Stuart-Mill e o frances Jean Batiste Say”. A nosso ver, entretanto, o industrialismo de Mauá não decorria tanto de sua filiação a determinadas correntes filosóficas ou econômicas, mas da compreensão das necessidades brasileiras e das oportunidades que daí lhe adivinham, sendo, acima de tudo um pragmático.
Como se explica, porém, a falencia, o fracasso de um homem culto e avançado como Mauá? Para a vitória dos ideais industrialistas deústrias Mauá era preciso a mudança da estrutura em que estava baseada a nossa economia: a agricultura extensiva do café e a escravidão. Ora, essa estrutura persistiu, como se sabe. Por outro lado, Mauá tinha seus negócios bastante entrelaçados com o próprio Império, que, por sua vez, estava fundado na estrutura arcaica que mencionamos, o que punha em choque os dois interesses. Por isso, a Guerra do Paraguai, que assinala a decadência do Império, surgindo daí por diante as várias "questões" que o levaram à ruína: Cristie, Militar, religiosa e fundação  do Partido República, marca no mesmo tempo o declínio de Mauá. Assim escreve Lídia Besouchet:com o entrelaçamento de interesses entre Mauá e o Estado Imperial, não é de se admirar que todos os movimentos da infraestrutura do estado se refletissem na economia particular do banqueiro; a vida de ambos está indissoluvelmente ligada. O Iústriasmpério chega ao seu ápice em 1860, quando Mauá atinge o apogeu de sua carreira financeira; a partir desta data declina o Império e começa Mauá a sofrer os primeiros reveses. Os últimos esforços que faz o Estado Imperial para sair da crise pela Guerra do Paraguai, coincidem com os últimos esforços industriais de Mauá”. Também não se deve omitir sobre esse assunto a contradição criada por Mauá com suas indústrias e os interesses ingleses aqui predominantes e bastante influentes.
Foram estas contradições que levaram Mauá à falência, provocando sua ruína, ocasionando sua derrota.
Mas esta derrota não significou o fracasso de seus ideais progressistas, porém, constituiu a semente que mais tarde frutificaria.
Com efeito, Mauá morreu em outubro de 1889, isto é, um ano após a Abolição e um mês antes da República. Um novo surto de industrialização surgia entre nós então com o tão malsinado “Encilhamento”. E este surto de industrialização, embora sofrendo altos e baixos, não iria parar mais, até chegar aos nossos dias. É por isso que a figura de Mauá desperta ainda interesse no momento e continua a ser estudada e mesmo admirada como o grande pioneiro que foi.
Heitor Ferreira de Lima

"QUERIDOS AMIGOS!"

Eis que mais uma vez estou retornando de uma breve pausa. Graças a DEUS, os exames da velha carcaça apresentaram resultados normais, excetuando-se o da próstata que apresentou um pequeno crescimento, porém, compatível com a idade, que já se situa na reta de chegada das 74 primaveras.

Agradeço de coração a todos pela honrosa compreensão, prometendo retribuir a todas as visitas e valiosos comentários deixados no nosso humilde espaço.

"QUE DEUS SEJA LOUVADO!"

Rosemildo Sales Furtado
 
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