terça-feira, 19 de setembro de 2023

Grandes vultos: Bernardo O'Higgins - Parte 03.

Francisco Garcia Carrasco

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 03

O movimento revolucionário chileno inicia-se quando o Capitão-General Francisco Garcia Carrasco, a fim de fazer frente a opinião pública, que propugnava uma mudança de governo, prendeu e deportou José Antônio Rojas, Juan Antônio Ovalles e Bernardo Vera y Pintado. Isto provocou a cólera da nobreza latifundiária chilena, ferida em três de seus principais membros. Protestaram contra tal violência. Carrasco vacilou e ordenou a restituição dos presos. Já era tarde. Navegaram para Lima. Um movimento público, comandado pelos oligarcas, culminou com a deposição de Carrasco e com a formação de uma junta de governo presidida pelo octogenário Mateo de Toro Zambrano, conde da Conquista.


O governo do conde da Conquista reconheceu o governo do Conselho de Regência da Espanha. Isto provocou descontentamento dos partidários do governo próprio e formou-se outra Junta, cujo principal animador foi Juan Martinez de Rozas, conhecido por sua tendência separatista.

 

 Martinez de Rosas, virtualmente o chefe do movimento, tomou medidas audazes, tais como abrir os portos de Valparaíso, Talcahuano e Coquinho ao livre comércio e dissolver a Real Audiência, substituindo-a por uma Côrte Suprema de Justiça, tomando assim atribuições até então reservadas à monarquia.


No dia 04 de julho de 1811 reuniu-se o Congresso, que devia legitimar a situação. Predominou a tendência moderada e treze representantes de tendência radical separaram-se dele. O Congresso, sem se importar com esse protesto, nomeou uma Junta de Governo composta de três membros, encarregada ao Poder Executivo.


Martinez de Rosas, desgostoso, retirou-se para Concepción, onde conseguiu a instalação de uma Junta de Governo que sobrepujasse à de Santiago. Na Junta de Concepción dominavam amplamente os radicais.


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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno

 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Grandes Vultos: Bernardo O'Higgins - Parte 02.

 

                                                   Juan Martinez de Rosas

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 02

Um pequeno grupo de aristocratas tornou-se os dirigente intelectuais da separação. José Antônio Rojas, morgado, sustentava que “a Espanha é a porção mais abandonada da e desprezada da Europa”; Introduziu a Enciclopédia e as obras de Montesquieu,


O abade Camilo Henriquez apoiava sua doutrina separatista no direito canônico. “Os contratos - sustentava – devem ser feitos na possibilidade de seus deveres serem cumpridos reciprocamente. Se não, as coisas voltam ao momento anterior do contrato. D. Fernando VII, impossibilitado de cumprir o pacto social que tinha para com seus súditos, perde sua soberania.” Juan Egañan expoente do pensamento de unidade, defende a aliança geral da América; Manuel Salas, como síndico do Consulado, tinha redigido a Representação de 1796, onde resumia as aspirações econômicas dos crioulos chilenos.


Os chefes militares também sairão das fileiras da oligarquia agrária. José Miguel Car
FONTE: Forjadores drera pertencia a uma das mais ricas famílias chilenas. Seu pai fez parte mais tarde, da primeira Junta de Governo. José Miguel fez sua carreira militar na Espanha, onde se distinguiu na luta contra os franceses, atingindo o grau de primeiro-sargento dos hússares da Galisa. “Ali – diz um comentarista – demonstrou que possuía todas as qualidades necessárias para um assalto ao poder público”. Seus irmãos Juan José e Luís secundavam-no em seus propósitos radicais.

 

Outro é Bernardo O’Higgins que virá a ser a primeira figura da revolução chilena.


Bernardo O’Higgins, anteriormente chamado Bernardo Riquelme, era filho de Ambrósio O’Higgins, intendente de Concepción e mais tarde vice-rei do Peru, e de Isabel Riquelme. O’Higgins recebeu uma educação esmerada. Enviado para Londres entrou em contato com o grupo revolucionário que, agrupado em partidos, era dirigdo pelo venezuelano Francisco de Miranda, precursor da Independência Americana. Voltando ao Chile toma posse de Canteras, grande propriedade, herança de seu piai, e em Concepción vincula-se a tertúlia revolucionária de Juan Martinez de Rosas, teórico do movimento separatista. Levou para sua terra natal todas as inquietudes do seu tempo, porém um pouco atenuadas por uma concepção de executivo forte e por um sentido de ordem, talvez, de sua disciplina intelectual britânica.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno


sábado, 15 de julho de 2023

(Bernardo O'Higgins)
 

GRANDES VULTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

BERNARDO O’HIGGINS

PARTE: 01

(1778 --1842)

 

O Chile era uma das quatro capitanias espanholas da América. Por volta de 1810, sua classe preponderante era uma aristocracia latifundiária, dona de quase toda riqueza natural e do comércio. A maioria da população pertencia à classe de servos rurais e meeiros, e o regime de morgados permitia a supremacia econômica de algumas famílias de origem espanhola.

Dezoito morgados com com 10 ou 12 títulos de Castela, compunham a Capitania.. A província de Santiago contava com cento e setenta e três propriedades rurais e a de Melipilla, com apenas vinte e quatro.

O movimento revolucionário que surge, com raízes na invasão da Espanha pelos franceses, vai ser dirigido por essa aristocracia latifundiária e apoiado pela grande massa rural, que se transformará no exercito da revolução.

contribuindo para a sua divulgação. Juan Martinez de Rojas, advogado notório, escreve um Catecismo Político que se tornou a bíblia do novo movimento. O Catecismo nega autoridade à Suprema Junta de Espanha para governar a América: “Os habitantes e províncias da América não juraram fidelidade, nem são vassalos ou dependentes dos habitantes das províncias da Espanha; os habitantes e províncias da Espanha não têm, portanto, autoridade, jurisdição ou poder sobre as províncias da América; não podem transferir para a Suprema Junta uma autoridade que não têm: a Suprema Junta não pode, pois, mandar legalmente na América”. Bernardo Vera y Pintado, catedrático da Universidade declara que “nossa maior felicidade devia consistir na independência a que todos devemos aspirar”.

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FONTE: Forjadores do Mundo Moderno



sexta-feira, 26 de maio de 2023

Grandes vultos: Martins Fontes - Parte 03.


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

MARTINS FONTES PARTE 03.

No desempenho desse mister deparou-se com um homem com a vista completamente inflamada, apresentando uma ulceração na córnea. Com muito cuidado e carinho, conseguiu dobrar a pálpebra superior e com a ponta de uma gaze fazendo as vezes do instrumento apropriado, retirou da vista do paciente uma lasca de madeira. Por sua abnegação e vontade aliadas ao esforço no auxílio aos menos privilegiados, esquecido de tudo e todos, interessou-se pelo paciente que já se considerava cego e diariamente ia fazer-lhe os curativos necessários.

Quando o paciente recuperou-se totalmente do mal, foi agradecer-lhe seus préstimos, dizendo-lhe num gesto de humildade; – “Como o senhor é bom, Dr. Fontes”, ao que lhe respondeu o generoso e nobre amigo: – “se todo mundo soubesse como é bom ser bom”.

De volta ao Acre, em 1910, é designado chefe da Assistência Escolar da prefeitura carioca, ao tempo do prefeito Serzedelo Correia Fontes. Neste posto sua permanência foi curta, pois logo voltou a Santos junto ao convívio de seus familiares, pois preocupava-se demais com a saúde dos mesmos, que eram para si, juntamente com os amigos, tudo o que possuía na vida. Na terra que o viu nascer, foi médico interno da Santa Casa de Misericórdia, lotado na chefia do serviço de tuberculose. Mais tarde, foi nomeado inspetor sanitário e posteriormente diretor do Centro de Saúde que hoje, numa justa homenagem, ostente seu nome, e ainda diretor do hospital de isolamento de Santos, na rua Oswaldo Cruz.

Nomeado professor de Fisiologia da Faculdade de Medicina de São Paulo, não tomou posse da cátedra por motivos de viagem à Europa, antes do início do curso letivo.

Posteriormente, com Jaime Gonçalves, instala um consultório médico para clínica particular e atendimento dos clientes das instituições das quais era médico. No terreno financeiro não progrediu neste mister, pois movido por sua generosidade, não cobrava dos doentes reconhecidamente pobres. Seus ideais socialistas faziam-no, para os humildes, de uma dedicação ímpar, a quem prestava ajuda e atenção fundamental .

Dizia ele que o clínico representa para o doente um papel importante, pois embora não possa restabelecer a saúde sistematicamente porque seu poder e força são limitados, pode animar, reconfortar, e dar esperanças. Se assim dizia assim praticava, pois frequentemente visitava seus clientes internos no nosocômio da Santa Casa, animando-os, reconfortando-os, chegando até a pedir a sua mãe, que preparasse torradas ou outro alimento para aqueles que não se habituavam às refeições do hospital.

Rico em bondade, exuberante em beleza moral, morreu pobre o autor de “Boemia Galante”. Grande vácuo abriu-se no mundo de nossas letras. Perdia Santos, berço de tantos e tão ilustres filhos, seu maior vate, o amigo dos humildes, o homem de alma tão radiante e bela com o cravo que nunca o abandonava à lapela.

LEVY ALVES DA INVENÇÃO



quarta-feira, 26 de abril de 2023

Grandes vultos: Martins Fontes -- Parte 02.

Olavo Bilac 
 

 

GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES

MARTINS FONTES – PARTE 02.

Em 1908, juntamente com Maurício Lacerda e mais 21 colegas, participou do primeiro Congresso Internacional da Juventude Americana realizado em Montevidéu. Aí, empolgaram os congressistas de tal forma, que foram ambos proclamados oradores oficiais do conclave.

Durante os anos de Faculdade, para poder sustentar seus estudos, escrevia para a Gazeta de Notícias e para a revista Careta, ambos do Rio de Janeiro.

Ainda na Faculdade conheceu os intelectuais da época entre eles Olavo Bilac, através de quem ingressou no mundo das letras e das artes. Nesta etapa passou a frequentar a Confeitaria Colombo, ponto de reunião obrigatória da intelectualidade de então.

Foi um dos fundadores juntamente com outros da Sociedade dos Homens de Letras, que teve pouco tempo de duração, face ao desinteresse dos sócios, que preferiram a Colombo para deblaterar sobre literatura, críticas e divulgações.

Médico recém formado, fez parte, em 1908, da Comissão de Obras do Acre, sob a direção de Bueno de Andrade.

Após vinte dias de viagem em navio do Loide Brasileiro, chega aquele território, terra promissora, onde, face aos áureos tempos da borracha, era grande o afluxo de pessoas de outras unidades da federação e quiçá do estrangeiro. Como paradoxo à riqueza de uma minoria privilegiada dos senhores da borracha, vivia a grande maioria em alto grau de miséria e pauperismo, famintos, doentes e desnutridos. Eram os homens dos seringais, que penetravam nas selvas em busca do látex para, ao fim de meses de estafante labor, vivendo em contato com feras, numa região sub-humana, sem a mais elementar condição de higiene ou assistência médica, trazerem o fruto do seu trabalho, futura remessa aos grandes centros consumidores. Foi a esses homens, espoliados, doentes, maltrapilhos, que juntou-se o “homem do cravo vermelho à lapela”, para prestar-lhes assistência médica, orientá-los na cura de seus males, dando-lhes alguns ensinamentos de higiene, moderno missionário, levando-lhes o conforto espiritual, provando-lhes o quanto era bom e generoso.

Continua

LEVY ALVES DA INVENÇÃO


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