HISTÓRIA DA LITERATURA
MUNDIAL
LITERATURA BRASILEIRA –
PARTE 21
Nosso Grupo parnasiano:
Raimundo Corrêa, Alberto de Oliveira, Olavo Bilac, Vicente de
Carvalho, Luís Murat, Luís Delfino, Guimarães Passos, Emílio de
Menezes, Augusto de Lima, Filinto de Almeida, Goulart de Andrade,
Magalhães de Azevedo, Amadeu Amaral, Francisca Júlia, Luís Carlos,
Luís Edmundo, Martins Fontes, Hermes Fontes, Raul de Leoni etc. –
nem sempre obedeceu aos cânones rígidos da Escola, como se deu com
Vicente de Carvalho, em cujos Poemas e Cancões o lirismo é despido
de qualquer impassibilidade; com Raul de Leoni, bem posteriormente,
em cuja Luz Mediterrânea, o poeta, de tendências filosofantes,
chega a destoar completamente dessa impassibilidade.
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Vicente de Carvalho |
A maioria deles valorizou o
soneto e o verso alexandrinos. Em certos sonetos de Alberto de
Oliveira, as inversões são tão admiráveis, que provam nele uma
indefectível intuição idiomática, o domínio da sintaxe clássica,
a concepção de arte moldada no trabalho artesanal, na euritmia do
verso, em todos os seus aspectos. Bilac, mestre do decassílabo e do
alexandrino, a mais completa personalidade de sonetista em língua
portuguesa no Brasil, faz de suas meditações temáticas, realizadas
com elegância e clareza, a essência de uma forma em que as palavras
são sempre exatas e eleitas. Na sua “concepção voluptuosa da
vida”, como dele disse Ronald de Carvalho, está o poeta de amor
lírico e sensual mais importante da literatura em língua
portuguesa.
Seguindo seu curso histórico,
a Literatura Brasileira, na década de 80, assiste ao advento da
estética simbolista, procedente da França, e que aportava não só
com influências filosóficas bem delineadas, mas também com uma
consciência artística em plena realização. O simbolismo nasceu na
atmosfera mental antipositivista dos fins do século XIX. A Filosofia
do Inconsciente (1877), de Hartmann e o pessimismo de Schopenhauer
formam a substância ideativa do Simbolismo, em que se amalgamam
valores psicológicos e valores estéticos, elementos míticos ou
irracionais e elementos formais ou expressivos disciplinados.
Como o próprio nome no-lo
indica, é no símbolo que esta corrente literária se esteia. Em
1891, Mallarmé foi claro: “Nomear um objeto é suprimir três
quartas partes do gozo do poema, gozo que consiste em adivinhar pouco
a pouco; sugerir, eis o sonho. O perfeito uso deste mistério
constitui o símbolo; evocar pouco a pouco um objeto para mostrar um
estado de alma ou, inversamente, escolher um objeto e desprender dele
um estado de alma, mediante uma série de decifrações...”
Ob: Com relação as
informações históricas e geográficas contidas neste post, favor
considerar a época da edição do livro/fonte.
Fonte: “Os Forjadores do
Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.
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4 comentários:
Mais um excelente texto que nos dá a conhecer grandes vultos da literatura brasileira. De alguns eu nunca tinha ouvido sequer o nome.
Um abraço e feliz dia.
Bela postagem mais uma vez!
Tem gente que acha que escrever é só teclar qualquer coisa que tá bom.
Bem... Na verdade é isso mesmo, mas escrever com qualidade, e sabendo o que se escreve, como esses poetas do passado faziam, não é pra qualquer um.
Obrigado pela visita em meu blog!
Olá, Furtado
Mais uma óptima partilha, desta vez sobre esses grandes nomes da literatura brasileira.
É muito proveitoso, para além de agradável, vir aqui colher toda esta informação.
______
Muito obrigada pela visita e parabéns à minha "CASA".
Suas palavras, sempre gentis e carinhosas, fazem bem ao meu ego e à minha alma.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS
Olá, Rosemildo!
Ora, começa seu post com a lista de poetas e escritores parnasianos brasileiros, e que foram muitos. Quase todos seguiram as mesmas "linhas", mas Vicente de carvalho foi diferente na forma e conteúdo de poetar.
O simbolismo brasileiro e em geral valorizou as atitudes mentais de cariz anti positivista, ou seja pessimismo quanto baste e inconsciente sempre funcionando. Acho k foi uma corrente literária, um pensamento, uns anos de "loucura" e Schopenhauer foi "número um" nessa "onda".
Tudo de bom. Beijos!
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