HISTÓRIA DA LITERATURA
MUNDIAL
LITERATURA BRASILEIRA –
PARTE 20
Paralelamente à prosa, em que
se fizeram presentes o romance naturalista e o realista; filólogos
como João Ribeiro, filósofos como Farias Brito, críticos como
Araripe Júnior – a poesia parnasiana estabeleceu a sua estética
da ordem. O Parnasianismo brasileiro teve, como todo movimento
organizado esteticamente, um histórico que obedece a esta
cronologia: A) fontes estrangeiras: 1ª) influências do
Parnasianismo francês. Na França, no decênio 1866 a 1876, o editor
Lemerre publicou uma coletânea de versos a que chamou Parnasse
Contemporain, coletânea essa que denunciava uma reação
anti-romântica, orientada por Leconte de Lisle, e seguida por Sully
Prudhomme, Copée, Herédia, Banville e o próprio Baudelaire.
Théodore Banville, no Petit Traité de Poésis Française resumiu a
arte poética da nova escola. Em outras palavras, com mais ou menos
aproximações de conceitos, essa arte poética aconselha a
necessidade de dar caráter objetivo à poesia; de o poeta
despersonalizar-se ou impassibilizar-se; de considerar a poesia um
ideal da arte pela arte; de preferir as estrofes fixas, como o
soneto; de uma visão objetiva da natureza; de universalizar seus
temas; do artesanato do poeta na edição da forma; da perfeição
versificatória. Em Herédia, nos seus Trophées, essas
características se harmonizam num sentido global, tornando-o o mais
perfeito entre os parnasianos franceses; 2ª) influências do
Movimento Coimbrão de 1865, cujos objetivos eram a oposição ao
Romantismo e ao Ultra-Romantismo e a renovação ou europeização
das ideias em Portugal. Três livros de poesia expressam essa reação:
Visão dos tempos e Tempestades Sonoras, ambos de Teófilo Braga, e
Odes Modernas, de Antero de Quental. Os três pertencem à década de
60, e vêm armados de um humanitarismo socializante e de um
cientificismo símile daquele, corrente nas partes cultas da Europa,
no tempo. B) fontes internas, isto é, brasileiras: de 1870 a 1880:
Sílvio Romero, com o espírito positivista e cientificista da Escola
de Recife, de que foi discípulo, publica Os Cantos do Fim do Século
(1878), em cujo prefácio aconselha o criticismo contemporâneo como
medida para dissolver o sentimentalismo romântico. É ainda de 1878
o livro de Martins Júnior – Estilhaços, também caracterizador da
chamada poesia científica; 2ª) em 1878, no Diário do Rio de
Janeiro, publicou-se uma Guerra do Parnaso, através da qual, e num
sentido polêmico, o Romantismo era severamente atacado; 3ª) em
1879, Machado de Assis, em quem, pela serenidade, intuição e
cultura, havia uma grande vocação para a Crítica, estudou no
ensaio – A Nova Geração – publicado na Revista Brasileira,
alguns poetas novos, depois tornados luminares do Grupo parnasiano:
Teófilo Dias,Valentim Magalhães, Alberto de Oliveira, Lúcio de
Mendonça etc.; 4ª) em 1880, 1881, 1882 (sucessivamente), aparecem
os Sonetos e Rimas, de Luís Guimarães Júnior, os Cromos, de
Bernardino Lopes e as Fanfarras, de Teófilo Dias. São livros nos
quais podemos observar a linha objetiva a que o Parnasianismo vai
obedecer. A fase em que este melhor se define, escoa-se de 1880 a
1890, quando então os nossos principais poetas lançam as obras que
mais os distinguiram, parnasianamente: Sinfonias (Raimundo Corrêa,
1882), Sonetos e Poemas (Alberto de Oliveira, 1885), Poesias
(Panóplias, Via Láctea, Sarças de Fogo), de Olavo Bilac, em 1888.
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Sílvio Romero |
Ob: Com relação as
informações históricas e geográficas contidas neste post, favor
considerar a época da edição do livro/fonte.
Fonte:
“Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968,
volume 7.
MEUS QUERIDOS AMIGOS!
Estou
retornando depois de um bom e merecido descanso. Gostaria muito de
poder continuar contando com o apoio e essa maravilhosa atenção e
compreensão de todos vocês, pois é exatamente esse apoio que me
fortalece e me induz a continuar.
Agradeço
de coração pelas honrosas visitas e belos comentários com palavras
tão amáveis, prometendo retribuir a todos sem nenhuma exceção,
pois, conforme costumo dizer, quem visita quer ser visitado, isso
porquê, a reciprocidade deverá estar sempre acima de tudo.
Muito
obrigado e beijos no coração de todos!
“QUE
DEUS SEJA LOUVADO!”
Rosemildo
Sales Furtado
5 comentários:
Interessante o tema! Parnasianismo em geral e em particular no Brasil.
já li o post, mas depois comentarei com mais tempo e devidamente documentada.
Parabéns! Vestiu seu "menino" com fato novo. Adoro fundos brancos nos blogs. Dá luz, transmite paz e textos e imagens sobressaem.
Beijos e dias felizes!
Ogni volta che passo da te mi accorgo come sono preziosi i tuoi post . Adoro tutti i poeti . Ma grazie a te molti di loro che non conoscevo oggi li ho imparato a conoscerli ed apprezzare le loro opere . E' trovo che sono veramente dei grandi!
Felice settimana a te . Ciao Lina
Puxa... Quanta informação! Parabéns pela postagem, muito culta e inspirada.
Um texto muito interessante que nos conta mais um pouco do que foi o percurso do Brasil na literatura.
Um abraço
Eu, de novo, Rosemildo!
Tudo bem?
Parnasianismo - movimento literário, sobretudo poético, que se opunha ao Romantismo e que se colocava ao lado do Realismo e Naturalismo.
Deveu o seu nome ao Monte Parnaso, na Grécia Antiga, onde viviam Apolo e suas musas.
A poesia parnasiana brasileira foi mto influenciada pelo Parnasianismo francês, onde esse movimento nasceu.
Eram a favor das rimas ricas, das figuras de estilo e de imagens criativas. Muitos foram os poetas brasileiros que adotaram este movimento, sendo de realçar Olavo Bilac.
O Parnasianismo brasileiro não seguiu totalmente o francês, criando assim, as suas características próprias.
Tudo de bom e dias felizes.
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