segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Literatura Brasileira - Parte 20.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA BRASILEIRA – PARTE 20

Paralelamente à prosa, em que se fizeram presentes o romance naturalista e o realista; filólogos como João Ribeiro, filósofos como Farias Brito, críticos como Araripe Júnior – a poesia parnasiana estabeleceu a sua estética da ordem. O Parnasianismo brasileiro teve, como todo movimento organizado esteticamente, um histórico que obedece a esta cronologia: A) fontes estrangeiras: 1ª) influências do Parnasianismo francês. Na França, no decênio 1866 a 1876, o editor Lemerre publicou uma coletânea de versos a que chamou Parnasse Contemporain, coletânea essa que denunciava uma reação anti-romântica, orientada por Leconte de Lisle, e seguida por Sully Prudhomme, Copée, Herédia, Banville e o próprio Baudelaire. Théodore Banville, no Petit Traité de Poésis Française resumiu a arte poética da nova escola. Em outras palavras, com mais ou menos aproximações de conceitos, essa arte poética aconselha a necessidade de dar caráter objetivo à poesia; de o poeta despersonalizar-se ou impassibilizar-se; de considerar a poesia um ideal da arte pela arte; de preferir as estrofes fixas, como o soneto; de uma visão objetiva da natureza; de universalizar seus temas; do artesanato do poeta na edição da forma; da perfeição versificatória. Em Herédia, nos seus Trophées, essas características se harmonizam num sentido global, tornando-o o mais perfeito entre os parnasianos franceses; 2ª) influências do Movimento Coimbrão de 1865, cujos objetivos eram a oposição ao Romantismo e ao Ultra-Romantismo e a renovação ou europeização das ideias em Portugal. Três livros de poesia expressam essa reação: Visão dos tempos e Tempestades Sonoras, ambos de Teófilo Braga, e Odes Modernas, de Antero de Quental. Os três pertencem à década de 60, e vêm armados de um humanitarismo socializante e de um cientificismo símile daquele, corrente nas partes cultas da Europa, no tempo. B) fontes internas, isto é, brasileiras: de 1870 a 1880:
Sílvio Romero
Sílvio Romero, com o espírito positivista e cientificista da Escola de Recife, de que foi discípulo, publica Os
Cantos do Fim do Século (1878), em cujo prefácio aconselha o criticismo contemporâneo como medida para dissolver o sentimentalismo romântico. É ainda de 1878 o livro de Martins Júnior – Estilhaços, também caracterizador da chamada poesia científica; 2ª) em 1878, no Diário do Rio de Janeiro, publicou-se uma Guerra do Parnaso, através da qual, e num sentido polêmico, o Romantismo era severamente atacado; 3ª) em 1879, Machado de Assis, em quem, pela serenidade, intuição e cultura, havia uma grande vocação para a Crítica, estudou no ensaio – A Nova Geração – publicado na Revista Brasileira, alguns poetas novos, depois tornados luminares do Grupo parnasiano: Teófilo Dias,Valentim Magalhães, Alberto de Oliveira, Lúcio de Mendonça etc.; 4ª) em 1880, 1881, 1882 (sucessivamente), aparecem os Sonetos e Rimas, de Luís Guimarães Júnior, os Cromos, de Bernardino Lopes e as Fanfarras, de Teófilo Dias. São livros nos quais podemos observar a linha objetiva a que o Parnasianismo vai obedecer. A fase em que este melhor se define, escoa-se de 1880 a 1890, quando então os nossos principais poetas lançam as obras que mais os distinguiram, parnasianamente: Sinfonias (Raimundo Corrêa, 1882), Sonetos e Poemas (Alberto de Oliveira, 1885), Poesias (Panóplias, Via Láctea, Sarças de Fogo), de Olavo Bilac, em 1888. 
 
Ob: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.
 
MEUS QUERIDOS AMIGOS!

Estou retornando depois de um bom e merecido descanso. Gostaria muito de poder continuar contando com o apoio e essa maravilhosa atenção e compreensão de todos vocês, pois é exatamente esse apoio que me fortalece e me induz a continuar.

Agradeço de coração pelas honrosas visitas e belos comentários com palavras tão amáveis, prometendo retribuir a todos sem nenhuma exceção, pois, conforme costumo dizer, quem visita quer ser visitado, isso porquê, a reciprocidade deverá estar sempre acima de tudo.

Muito obrigado e beijos no coração de todos!

QUE DEUS SEJA LOUVADO!”

Rosemildo Sales Furtado

5 comentários:

CÉU disse...

Interessante o tema! Parnasianismo em geral e em particular no Brasil.
já li o post, mas depois comentarei com mais tempo e devidamente documentada.

Parabéns! Vestiu seu "menino" com fato novo. Adoro fundos brancos nos blogs. Dá luz, transmite paz e textos e imagens sobressaem.

Beijos e dias felizes!

Lina-solopoesie disse...

Ogni volta che passo da te mi accorgo come sono preziosi i tuoi post . Adoro tutti i poeti . Ma grazie a te molti di loro che non conoscevo oggi li ho imparato a conoscerli ed apprezzare le loro opere . E' trovo che sono veramente dei grandi!
Felice settimana a te . Ciao Lina

Andre Mansim disse...

Puxa... Quanta informação! Parabéns pela postagem, muito culta e inspirada.

Elvira Carvalho disse...

Um texto muito interessante que nos conta mais um pouco do que foi o percurso do Brasil na literatura.
Um abraço

CÉU disse...

Eu, de novo, Rosemildo!

Tudo bem?

Parnasianismo - movimento literário, sobretudo poético, que se opunha ao Romantismo e que se colocava ao lado do Realismo e Naturalismo.

Deveu o seu nome ao Monte Parnaso, na Grécia Antiga, onde viviam Apolo e suas musas.

A poesia parnasiana brasileira foi mto influenciada pelo Parnasianismo francês, onde esse movimento nasceu.

Eram a favor das rimas ricas, das figuras de estilo e de imagens criativas. Muitos foram os poetas brasileiros que adotaram este movimento, sendo de realçar Olavo Bilac.

O Parnasianismo brasileiro não seguiu totalmente o francês, criando assim, as suas características próprias.

Tudo de bom e dias felizes.

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