quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 38.


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  HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 38
LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
O grande poeta anterior à época da secessão é Edgar Allan Poe (1809-1849) dominado pela atração pelo fantástico e pelo esotérico. Poe conquistou reconhecimento exterior, principalmente na França, por literatos como Baudelaire, Valéry e Yeats na Inglaterra, enquanto no E.U.A. recebia críticas de Emerson e de outros. Como teórico da literatura, Poe define poesia como “the rhythmical crestion of Beauty”, a finalidade da arte como o prazer e não a verdade, a obtenção do prazer estético através da unidade e da concisão e a criação poético como deliberação consciente elaborada com precisão e rigidez quase equivalentes a um procedimento matemático combinatório. São características da poesia de Poe: o predomínio do imaginativo sobre o racional, a qualidade musical do verso, a nostalgia pela serenidade grega, o predomínio distante no tempo e no espaço sobre o real imediato, o gótico exclusivamente poético e o uso de repetições dextramente modificadas. Os principais poemas de Poe, como “The Raven” ou “Anabel Lee”, seus ensaios de literatura, “The Poetic Principle” e “The Philosophy of Composition”; concorrem com suas estórias para sua imortalização. Seu herói Auguste Dupin é predecessor de Sherlock Holmes pelo uso da análise racional para descoberta e reconstrução de acontecimentos.

A primeira romancista norte-americana, Beecher-Stowe (1811-1896) é a célebre autora de “Uncle Tom's Cabin”, que em apenas dez meses teve a tiragem de 300 mil exemplares. “Uncle Tom's cabin” exprime o conjunto de sentimento pré-revolucionários, mas, evidentemente, a concepção corrente de que tenha “provocado” a Guerra da Secessão é utópico exagero... 
 
Após a vitória do Norte em 1865 os grandes temas norte-americanos são propostos e os grandes valores definidos. As principais ideias-força da civilização nascem e se afirmam neste período: o gigantismo, o messianismo da liberdade, o problema indígena, o problema negro e a coexistência de duas tendências: o isolacionismo e o universalismo.

O isolacionismo seria bem representado por Samuel L. Clemens, conhecido na literatura como Mark Twain, típico representante da América em processo de rápida expansão territorial e autêntico homem da fronteira. Este escritor dos ambientes sulinos exerce um realismo aproximado ao dos humoristas ingleses do século XVIII, como Fielding e Goldsmith, e atinge o nível de alta literatura com seu “Huckleberry Finn” – romance picaresco que alcança a estatura de épico popular. Há profundas notas trágicas em seu humorismo e o pessimismo explodirá no final de sua vida ao publicar “The Mysterious Stranger”. Este escritor que é celebrado como o “americano autêntico” adotou para suas estórias a própria língua popular falada em toda sua truculência e em seu pleno pitoresco.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 84/85.

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5 comentários:

Lina-solopoesie disse...

Ciao .
E sempre piacevole entrare in questo spazio e leggere la letteratura occidentale . Ho letto anch'io anni fa "capanna dello zio Tom" Un romanzo che mi ha molto emozionato . Complimenti per quello che scrivi . Buona domenica .

Luján Fraix disse...

HOLA QUERIDO AMIGO
EDGAR ALLAN POE ES UNO DE MIS PREFERIDOS. DE NIÑA HE LEÍDO CASI TODOS SUS LIBROS.
TE MANDO UN BESO GRANDE Y GRACIAS POR VENIR A MI RINCONCITO.

Marina-Emer disse...

hola amigo te deseo una feliz semana ...con gran afecto
Marina

Lina-solopoesie disse...

Sono sempre quì a deliziarmi dei tuoi post . Ti lascio i miei saluti e l'augurio di una felice settimana . Lina

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Muito prazeroso, ter encontrado este "oásis" no meio de tantos de tantos "desertos" indesejáveis: "avis rara"!

Um abraço, Furtado,
da Lúcia.
P.S. conheço alguns Furtado, no Ceará, Sales, também.

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