HISTÓRIA DA LITERATURA
MUNDIAL
LITERATURA
BRASILEIRA – PARTE 06
Jogos de palavras e de
imagens; jogos de conceitos – uns e outros constituintes de uma
arte em que a raridade vocabular ou léxica se casa à complexidade
sintática; em que a sucessão de conceitos gera, ao mesmo tempo, uma
sucessão de ideias abstratas – uns e outro resultando, finalmente,
numa soma de elementos formais e de elementos essenciais ou
significativos, equacionados no binômio: Cultismo-Conceptismo.
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| Gregório de Matos |
“O
todo sem a parte não é todo;
A parte sem o todo não é
parte;
Mas, se a parte faz todo,
sendo parte,
Não se diga que é parte,
sendo todo”.
Quando no século XVIII, o
Neoclassicismo ou Arcadismo sobreveio, a ruptura entre esta nova
estética e o Barroquismo não foi imediata. Nas primeiras décadas
do século, ainda se empregava as complexidades léxicas, os ornatos
estilísticos, as inversões sintáticas do tipo do hipérbato –
enfim, os jogos verbais, como os trocadilhos, tão do agrado dos
cultistas ou escritores barrocos. Basta que leiamos A História da
América Portuguesa, de Sebastião da Rocha Pita; o Eustáquidos,
poema sobre a vida de Sto. Eustáquio, de autoria de Frei Manuel de
Santa Maria Itaparica; o Compêndio Narrativo do Peregrino da
América, narrativa moralizante de Nuno Marques Pereira; o Novo Orbe
Seráfico Brasílico, de Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão –
para que tenhamos viva ou atuante a presença do Barroco em
escritores das primeiras décadas do século XVIII. Que
características apresenta o século XVIII no Brasil?
Ob: Com relação as
informações históricas e geográficas contidas neste post, favor
considerar a época da edição do livro/fonte.
Fonte:
“Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968,
volume 7.
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