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Francisco de Paula Lacerda de Almeida |
GRANDES
VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS
ATIVIDADES
CLÓVIS
BEVILÁQUA – PARTE – 20
Lacerda
de Almeida, que fora ferrenho crítico do Código, acabou por dizer,
publicamente, que considerava Clóvis como seu mestre, pois enquanto
se pusera de microscópio a buscar nonadas, Clóvis apresentava a
visão panorâmica, universal, amplíssima do Direito.
De um
estrangeiro ilustre – Martinez Paz, são estas palavras: “raro
exemplo de vontade, de fortaleza, de talento, de serenidade; o Código
Civil foi sancionado e Clóvis Beviláqua consagrado o primeiro
jurista de sua geração e da América” (apud. Ataufo Paiva, in
Rev. Da Ac. Bras. de Letras, 64, 182).
Três
vezes, apenas, ao que sei, ficou irado o nosso meigo Clóvis. A
primeira, quando pretenderam aplicar a pena de açoite a um escravo.
Levantou-se o abolicionista Beviláqua na defesa jurídica do
humilde. (Revivendo o passado, vol. II, pág. 155). A segunda, quando
sentiu que desviavam maliciosamente a discussão de seu projeto,
criando-se o risco de não ser promulgado o Código. E a terceira…
Esta terceira ira do santo, toca-nos profundamente a sensibilidade de
paulistas. Foi quando agentes da ditadura, naqueles dias gloriosos de
1932, procuraram-no em seu lar santificado, a pedir um parecer
jurídico, que justificasse o bombardeio de São Paulo. Irou-se
Clóvis e expulsou-os de sua presença – Jamais pactuava com
opressão.
Para
encerrar, pergunto-vos: qual a fonte de energia capaz de levar o
pobre menino cearense, que tão sozinho andou pelo mundo, “a dar ao
Brasil algumas das colunas mestras sobre as quais se assenta a
construção ético-jurídica do país?”
A
resposta está no “Credo Jurídico Político”, legado
extraordinário de Clóvis aos homens de seu tempo:
Continua
MANUEL
AUGUSTO VIEIRA NETO
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