quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Literatura Hispano-americana - Parte 08.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA HISPANO-AMERICANA – PARTE 8
MÉXICO – I

Em fins do século XVI, o México apresenta o primeiro poeta significativo de sua literatura: Bernardo de Balbuena (1562-1627), autor barroco de expressão original. Seu poema descritivo “Grandeza Mexicana” é composto em terza rima e tem sentido plenamente nacional.

Logo a seguir, surge o primeiro dramaturgo importante do México: Juan Ruiz de Alarcón (1581-1639), autor de “La verdad sospechosa” e “Las paredes oyen”. É grande o significado de Alarcón na dramaturgia tanto pela qualidade de suas peças, como pelo fato de que é ele o introdutor da comédia moral e da comédia da caráter na América Espanhola.

A primeira expressão poética da literatura mexicana compara-se em nível de igualdade aos grandes poetas místicos de Espanha: Sóror Juana Inés De la Cruz (Juana Inés de Asbaje y Ramírez de Cantillana: 1651-1695). De fato, Inés de la Cruz, influenciada pelos cultistas e conceitistas de Espanha, é uma das maiores expressões do estilo barroco na América. Seus versos de amor profano são elaborados com suave emoção lírica; seus versos religiosos têm simplicidade e gravidade de estilo. Merece destaque o auto sacramental máximo da produção de Sóror Juana: “El divino Narciso”.

O final do século XVIII apresenta o primeiro romancista de importância na literatura mexicana: José Joaquín Fernandez de Lizardi (1773-1827), que, com humor e variedade, escreve o romance picaresco “El periquillo Sarniento”, no qual é notável o realismo de visão da sociedade mexicana alcançado pelo autor. O século XIX assistirá à introdução do romantismo na literatura mexicana, principalmente através de três grandes poetas: Guillermo Prieto (1818-1897), Manuel Flores (1840-1885) e Manuel Acuña (1849-1873). Prieto é notável na descrição das paisagens e dos tipos do México; seu livro “Musa callejera” é uma terna idealização de seus compatriotas. Flores é dotado de versificação fluente e de temática informada por erotismo e voluptuosidade. Acuña é poeta de impressionante inspiração romântica como bem o demonstra seu magnífico poema “Ante un cadáver”. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.

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2 comentários:

M D Roque disse...

Viva Rosemildo. Uns minutos aqui consigo, é um cabaz de conhecimento que se leva em troca! É sempre um prazer.
Abraço amigo. D

http://acontarvindodoceu.blogspot.pt

Marina-Emer disse...

hOLA AMIGA EN TU BLOG CUESTA MUCHO ENTRAR YA LA OTRA VEZ AL FINAL TE CONTESTE POE EMAIL...GRACIAS POR TU VISITA UN ABRAZO
Marina

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