quarta-feira, 26 de março de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 79.

     

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 79
LITERATURA SUECA
 
A independência sueca inicia-se por ação de Gustavo Vasa no ano de 1523. Não é muito distante a data em que pela primeira vez surge uma tradução da Bíblia para o norueguês realizada por Olaus Petri, autêntico criador da língua nacional como meio de expressão literária.

No século XVIII, há a destacar a aproximação da literatura escrita às tradições populares, como o revela a obra do escritor Carl Mikael Bellman (1740-1795). Bellman elabora um mundo poético de suprema musicalidade verbal e seus poemas originalmente são melodias populares acompanhadas por instrumentos musicais como a flauta e o timbale. Suas obras completas estão em “Fredmans epistlar”, “Fredmans sanger” e “Fredmans handskrifter”.
  Carl Mikael Bellman
Na geração literária que se inicia na segunda metade do século XIX, três escritores maiores devem ser lembrados: Verner von Heidenstam (1859-1940), Selma Lagerlof (1859-1940 e Augusto Strindberg (1849-1912). Verner von Heidenstam dedicou-se ao romance histórico que lhe oferecia maiores possibilidades de desenvolver literariamente suas inclinações românticas e nacionalistas informadas por uma dolorosa nostalgia pelo passado. Strindberg é famoso por seus romances, como o magnífico “No quarto vermelho”, por seus contos, como aqueles reunidos em “Casados”, e por seus dramas, como “O pai”; a crítica sueca definiu-lhe muito bem o aspecto essencial ao assinalar em seus escritos uma poderosa “nostalgia da Metafísica”. Seu estilo apresenta extremos violentos que vão do grosseiro ao supremo poético existentes em suas composições naturalistas e determinadas por um pensamento não-cristão quanto às fontes de inspiração. Selma Lagerlof é a grande escritora romântica da literatura norueguesa. Em sua obra há “Saga de Goesta Berling”, “Os laços invisíveis”, “Jerusalém”, “Os milagres do Anticristo”, “A viagem maravilhosa de Niels Holgersson”, “O rei de Portugal”, “O livro das lendas”, “O carreteiro da morte”, etc. Dedicou-se à literatura infantil ao escrever as aventuras de Niels Holgersson à maneira de Andersen.

Na geração seguinte muitos são os escritores, no entanto, apresentaremos os seguintes pela maior importância que assumem: Hildur Dixelius; Sigrid Siwertz; Sven Stolp; Per Olaf Ekstroem; Sally Salminen (1906- ), que revela imensa sensibilidade e feminilidade em “Katrina”, e, finalmente, Ingmar Bergmann (1918-), o notável autor de “Tenho medo” e de “O dia termina muito cedo”. Todos estes escritores da atualidade norueguesa transcrevem na expressão literária as inquietações e desequilíbrios desta cultura extremamente desenvolvida e dedicada ao culto até a impiedade do exercício consequente da lucidez humana. Ao misticismo que permanece atuante em nível poético acrescenta-se o realismo lúcido por excelência.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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Um comentário:

Luconi Marcia Maria disse...

Excelente, adoro história, saber o passado é delicioso, gosto muito, abraços Luconi

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