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Faculdade de Direito do Recife |
GRANDES
VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS
ATIVIDADES
CLÓVIS
BEVILÁQUA – PARTE - 04
Após
formado, por muito pouco tempo, foi promotor público em Alcântara,
no Maranhão. Breve retorna à sua Faculdade de Direito do Recife,
com cargo de bibliotecário. Dessa época datam importantes estudos
filosóficos. Publica em 1884 a “Filosofia Positiva no Brasil”.
Logo depois, em 1886, edita seus preciosos “Estudos de Direito e
Economia Política”, obra que revela o mestre e não parece
produção de um jovem na casa dos vinte anos. Não cessa jamais a
ininterrupta produção jurídica, que se estendeu por cinquenta anos
de labor fecundo.
Por
concurso, é levado a lecionar Filosofia no curso anexo da Faculdade,
cargo que exerce até princípios 1891, quando assume a cadeira de
Legislação Comparada.
Esse é
o momento em que o casulo se abre e o jovem literato, mais inclinado
às Artes, à História e à Filosofia, integra-se no mundo jurídico.
Para lá foi guindado por obra da Filosofia, que lhe mostrou o
Direito como alta expressão intelectual.
“Sem
ela – diz Pedro Lessa, a tarefa do jurista se reduz a um esforço
inferior por interpretar e aplicar preceitos, de cujo verdadeiro e
profundo sentido não lhe é dado compenetrar-se. Não pode haver,
sem ela, compreensão e amor da Justiça” (P. Lessa, estudos de
Filosofia do Direito, pref.).
Penetrou
Clóvis em os arcanos da Filosofia jurídica. Hauriu nas melhores
fontes. Capacitou-se dos problemas mais graves, como tudo revelou em
trabalhos futuros e deu mostra no excelente livro: “Juristas
filósofos”, aparecido em 1897.
Nesse
escrito não teve em mira a história da Filosofia, mas destacou
”alguns nomes típicos, representativos de uma forma nova do
pensamento jurídico, quando não criadores de uma nova fase da
ciência”
Continua
MANUEL
AUGUSTO VIEIRA NETO
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