quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Literatura portuguesa - Parte 07.




HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 7

Numa tentativa de se aproveitar dessas lutas em benefício próprio, proclamando a independência do seu condado, Henrique tentou várias manobras políticas, aliando-se, sucessivamente, a D. Urraca, contra Afonso I, e a este, contra aquela. Mas tudo foi inútil porque a morte veio surpreendê-lo antes de conseguir obter qualquer resultado prático das alianças e ações militares que intentou.

Todavia, a morte do conde não interrompeu o processo de formação da nacionalidade portuguesa. Sua mulher, a Infanta D. Tereza, assumiu o governo do condado e continuou a política de independência do seu finado marido, chegando, inclusive, a tomar armas contra sua irmã, a rainha de Leão e Castela. Vencida no campo de batalha, foi forçada a jurar novamente vassalagem a D. Urraca, situação de independência que continuou vigorante por todo o seu governo.

Entrementes, duas revoluções ocorreram na península. Uma em Leão e Castela, que leva a queda de D. Urraca e à subida ao poder do Infante Afonso Raimundes com o nome de Afonso VII; a segunda, no Condado Portucalense, que leva ao poder o Infante Afonso Henriques. Todavia, essas mudanças de governo não produziram qualquer transformação no status quo do Condado Portucalense, que, nominalmente, continuava subordinado ao reino de Leão e Castela, mas que, na realidade, caminhava a passos largos para a independência. Ocupado com a guerra contra o Aragão e contra os mouros, Afonso VII não se sentia em condições de empreender uma nova campanha no Ocidente, apesar de estar perfeitamente a par das tendências separatistas do seu primo Afonso Henriques. E, de fato, logo o Infante Afonso Henriques mostrou abertamente que a sua subida ao poder constituía uma forte ameaça a Leão e Castela: invadiu o território da Galícia e se apossou de inúmeros castelos e riquezas sem encontrar quase nenhuma resistência organizada. Todavia apesar de vitorioso, retirou-se o infante para os seus territórios. Até hoje, não conseguimos encontrar uma explicação satisfatória para essa retirada, a menos que ele pretendesse mesmo realizar, com a campanha da Galícia, apenas uma entrada predatória nos territórios do seu senhor, coisa muito comum na Idade Média.
 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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3 comentários:

Zilani Célia disse...

OI ROSEMILDO!
VENHO HOJE AQUI, TE DEIXAR MEUS SINCEROS VOTOS DE UM NATAL ABENÇOADO JUNTO A TEUS FAMILIARES E QUE NO ANO QUE JÁ SE INICIA, ESTEJAMOS TODOS PELA BLOGOSFERA DANDO CURSO A AMIZADE VIRTUAL, MAS REAL, QUE TANTO PREZAMOS.
"FELIZ NATAL"
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Lina-solopoesie disse...

Rosemildo . Quello che scrivi mi appassione sempre di più .Da te imparo cose che prima non conoscevo . Sei davvero molto intelligente e colto . Tornerò di nuovo a leggere i tuoi post . Nel frattempo ti lascio gli auguri per un felice Natale a te e famiglia . Un saluto dall'Italia . Lina

Maria Teresa Valente disse...

Boa tarde Furtado, passando rápido, estou ainda sem internet. Agradeço pela história da Literatura, que tão gentilmente nos oferece, mas não podia sair sem desejar que seja sempre abençoado e que 2015 seja repleto de realizações, abraços carinhosos
Maria Teresa

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