quarta-feira, 1 de julho de 2015

Literatura portuguesa - Parte 26.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 26
 
O chefe desse grupo renovador era Antero de Quental, e tudo começou em 1865 com uma polemica (Questão Coimbra) entre ele e Castilho, o último dos grandes românticos ainda em plena atividade, que havia criticado escritos de Antero e de Teófilo Braga. Antero respondeu com um opúsculo que se tornou célebre – Bom Gosto e Bom Senso – e a luta se estendeu, envolvendo vários nomes célebres da época, ou que viriam a se tornar famosos: Camilo, Ramalho Ortigão, Castilho, Eça, Teófilo Braga, Herculano etc.
 
Entre os grandes nomes da escola realista portuguesa, vamos nos limitar a citar três, em geral tidos como os maiores: Antero de Quental e Guerra Junqueiro, na poesia, Eça de Queiroz, na prosa.
 
Antero Tarquínio de Quental nasceu nos Açores em 1842 e suicidou-se em 1891, em plena rua, com um tiro. Iniciou-se no campo da literatura com artigos de jornal, exerceu grande atividade política e publicou seu primeiro livro de versos em 1861: Sonetos. Sua poesia é profunda, filosófica, intelectualista, quanto à forma. Contudo, uma poesia divorciada da realidade social, apesar das vocações e, inclusive, das atividades socialistas do seu autor. Especialmente sua primeira obra, em que dá total vazão às suas tendências místicas e à profunda formação religiosa que recebeu na infância. Aliás essas características da sua personalidade ele nunca as perdeu, nem mesmo nas Odes Modernas (1864), que pretende ser uma poesia combativa e de agitação social.
 
Vendo fracassar suas esperanças de revolução social (?), Antero retira-se da vida atuante e se introverte ainda mais, tornando-se hermético, profundo e nebuloso nos seus escritos, preocupando-se com problemas filosóficos que nenhum sentido social e real podem ter: possibilidade de realização do absoluto, finalidade da evolução biológica, felicidade, liberdade total etc.
 
Apesar de ter sido chamado de “Santo Antero” pelo grande Eça, e de ter influenciado grandemente a intelectualidade do seu tempo, Antero não conseguiu nunca ser lido e entendido pelas massas, nem pelas da sua época, nem pelas de hoje. É um poeta praticamente desconhecido fora dos círculos literários.
 
Ob: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte.
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.

Clicando aqui:
 

9 comentários:

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Mais uma excelente leitura para nós.
Obrigada Rosemildo.
Bjs-Carmen Lúcia.

Valdete Cantu disse...

Olá amigo!
Obrigada pelo carinho de sua visita ao meu blog.
Uma abençoada sexta feira para você.
Abraço.
Valdete Cantu.

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Boa tarde, Rosemildo, suas postagens são aulas excelentes, já escrevi isso,mas reafirmo.
Indiquei a leitura para duas garotas que estavam pesquisando o assunto. Obrigada , mais uma vez por compartilhar cultura e história conosco.
Grande abraço!

Lina-solopoesie disse...

Rosemildo
Di questo grande scrittore "Santo Antero" anche grande poeta. Anche in Italia , almeno io non ho mai sentito parlare di lui.Ma ma ha fatto piacere che lo hai citato nei tuoi post . Un grande scrittore come lui non può essere messo nel dimenticatoio . Ciao Lina

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Mais um belo artigo sobre Antero Tarquínio de Quental que foi um escritor e poeta português do século XIX e teve um papel importante no movimento da Geração de 70.
Um abraço.

Lina-solopoesie disse...

Olà Rosemildo
Non sapevo che questo grande scrittore, come Tarquin Antero de Quental si fosse suicidato a solo 41 , la sua giovane età mi ha molto colpito. Ma quali sono stati i motivi che l'hanno indotto a questo gesto estremo forse nessuno può dirlo . Ma certamente la letteratura Portoghese lo ricorderà sempre per le sue opere . Ti lascio un saluto dall'Italia . Lina

CÉU disse...

Olá, Rosemildo!

Antero de Quental nasceu no século XIX na cidade de Ponta Delgada nos Açores, arquipélago pertencente a Portugal, ainda hoje, e era filho de um militar. Foi poeta, filósofo e político.
Foi figura importante do Romantismo Português e da célebre/famosa Geração de 70.
Foi fundador do Partido Socialista Português, e a Questão Coimbrã foi, talvez, o acontecimento k deu mais destaque a Antero de Quental. Escusado será explicar, aqui, o k foi a Questão Coimbrã, pke você já o fez em sua postagem e repetir o k você escreveu não faz meu género.
Veio para Portugal continental, mais propriamente para Vila do Conde, cidade no norte do país e aí foi escrevendo e fazendo sua vida.
Adotou duas filhas de um amigo seu, k tinha falecido e se sentiu mais feliz.
A tuberculose o assolou e perdeu a vontade de viver, aliada à questão do insucesso das suas ideias politicas. Se suicidou com um tiro, qdo tinha 49 anos.

Boa semana.

Beijos e abraços para todos vocês.

PS: agradeço sua visita e gentil comentário.

Daniel Costa disse...

Rosemildo, estes grandes vultos das letras portuguesas, a tal geração de 70, não limitaram a ter intervenção literária. De uma maneira geral, a sua atuação, teve muito de político. Alexandre Herculano, politicamente, é muito atual e continua a ser muito citado nesse aspeto, a propósito.
Abraço

Lia Noronha disse...

Pura Cultura por aqui..adorei!! Vou seguir essa sua página tbém.Abraços d eboa noite pra ti.

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