HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 94
LITERATURA ESPANHOLA – XI
Ramón del Valle Inclán destaca-se pela autoria de suas
Sonatas: “Sonata del invierno”, “Sonata del otoño”, “Sonata
de estio” e “Sonata de primavera”. O grande objetivo artístico
de Valle Inclán é a criação de um conjunto literário capaz de
despertar e intensificar o maior número possível de sensações;
sua prosa é artisticamente trabalhada e o resultado é sua
caracterização extremamente rítmica e sonora.
Gabriel Miró caracteriza-se também pelo estrato sonoro
de sua prosa e pelos valores de imensa plasticidade que logra
alcançar com seu estilo impressionista. Suas obras principais podem
ser consideradas: “Anos y leguas”, “La novela de mi amigo”,
“Las certezas del cementerio”, “Las figuras de la Pasión” e
“El obispo leproso”.
Antonio
Machado é o poeta modernista das interioridades, da poesia pura sem
a eliminação do humano, das constantes impressões e reflexões
retomadas. Sua obra reduz-se a “Soledades, galerías y outros
poemas”, “Campos de Castilla”
e “Nuevas Canciones”. Pertencente ao chamado “grupo de 98”,
Machado é o mais significativo de seus poetas pela suavidade e
intimismo que tão bem domina.
iciando-se também com o modernismo temos o grande
poeta Juan Ramón Jiménez em seus livros”Arias tristes”,
“Jardines lejanos” e “Elegías puras”. A seguir Jiménez
domina novos ritmos e estiliza a poesia em seus aspectos sonoros e
cromáticos a uma suavidade e intimismo notáveis, obtendo a posição
de chefe espontâneo dos poetas de vanguarda. Seus ideais
republicanos levaram-no a expatriar-se da Espanha que se inicia em
1936 com o explodir da guerra civil. A poesia da maturidade artística
de Juan Ramón Jiménez pode ser representada por “Baladas de
primavera”, “Poemas mágicos y dolientes”, “Diario de um
poeta recién casado”, “Piedra y cielo”, “Poesia y Belleza”,
“Sanción”, “La estación total con las canciones de la nueva
luz” e “Animal de fondo”. Como prosador é notável em seu
livro “Platero y yo”, uma das obras superiores da literatura dos
nossos dias.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora
Fulgor, edição 1968, volume 7.
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