quarta-feira, 14 de maio de 2014

Literatura Ocidental - Parte 86.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 86
LITERATURA ESPANHOLA - III

Na literatura que descreve e narra a conquista de novos territórios assinala-se: Hernan Cortés (1485-1574) com os relatos oficiais de suas viagens e conquistas e Cristóvão Colombo com seu Diário de Bordo e suas cartas, mas, os grandes narradores são, realmente, Gonzalo Fernández de Oviedo (1478-1557) – que revela dons de historiador em sua “Historia general y natural de las Indias” – e Bartolomé de las casas, que adota a humana perspectiva de observar os fatos históricos e de acusar os conquistadores para defesa dos povos originais em sua famosa “Brevísima relación de la destrucción de las Indias”.

Poeta que antecede o culteranismo pelo brilho metafórico, sonoridade rítmica e eloquência é Fernando de Herrera (1534-1582), continuador de Garcilaso e lider da escola poética de Sevilha, caracterizada pelos enriquecimentos formais, imagísticos e de estrato sonoro desenvolvido. “A la victoria de Lepanto”, “A don Juan de Austria” e “Por la pérdida del rey don Sebastián” são suas principais composições poéticas. Assinala-se em Herrera aspectos estilísticos que seriam desenvolvidos por don Luis de Gongora y Argote (1561-1627) e dariam origem ao culteranismo. Gongora revela suas qualidades de poeta, seja em nível popular, seja em elaborações herméticas. Há em seus versos, na realidade, um excesso de inversões da ordem sintática, uma abundância imagística, uma acumulação de figuras, certas obscuridades, mas a compilação de estilo é sempre empregada para criação de recursos musicais ou para destaque semântico. Sua obra-prima é “Soledades”, mas, incluem também muitas composições em trovas, novelas e poemas, como “Polifemo” e sonetos diversos. Sua obra máxima é bem representativa da direção geral do barroco na lírica de Espanha; seu estilo teve divulgação e imitadores em toda a Europa.

O florescimento da poesia mística encontra desenvolvimento notável, tanto numa orientação informada pelo renascimento em Fr. Luís de Granada ou em Fr. Luís de León (1504-1588; 1537-1591), como numa direção determinada claramente por elementos barrocos, em Santa Teresa de Ávila ou em San Juan de la Cruz (Teresa de Capeda y Ahumada-1515-1582; Juan de Yepes-1542-1591). Fr. Luís de Granada apresenta-se como dominicano que traz em si o tomismo e o misticismo que transmite em estilo que se adapta com naturalidade ao conteúdo expresso e sua oratória é excelente tanto no caráter preciso de assuntos práticos como nas alturas poéticas dos assuntos sublimes. Fr. Luís de León é dotado de vigorosa visão platônico-idealista e sua habilidade garante-lhe a classificação como um dos maiores poetas de sua pátria. É notável a defesa dos camponeses e a afirmação do espírito de tolerância religiosa nos escritos deste renascentista utópico. Santa Teresa de Ávila é merecidamente considerada a maior representante do poético místico, como o revela sua técnica de transmitir artisticamente o sublime através de excepcional criatividade imagística sensível em “La Moradas o Castillo Interior”. Juan de Yepes y Álvares está imortalizado na harmonia de seu estilo e na suavidade de sua expressão, como observado em seus três livros: “Subida al Monte Carmelo”, Cântico espiritual” e “Llama de amor viva”. Talvez seja S. Juan de la Cruz um dos mais perfeitos harmonizadores das duas tendências básicas da literatura e do lirismo, em especial, em terras de Espanha: o realismo espontâneo e a exaltação espiritual.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Literatura Ocidental - Parte 85.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 85
LITERATURA ESPANHOLA - II

Apogeu seiscentista da literatura espanhola

No século XVI a Espanha era parte do imenso Estado de Carlos V (na Espanha denominado Carlos I), que a converteu em monarquia ilimitada ou absoluta ao eliminar a resistência das cidades e a insubordinação dos senhores feudais, bem como ao converter a nobreza em arma submissa da autoridade real. O Estado de Carlos V é um império verdadeiramente universal dotado de riquezas aparentemente inesgotáveis. Com seu filho Filipe II, a Espanha separa-se do domínio hereditário dos Habsburgos, mas conserva a liderança de seu imenso mundo geográfico, constituído na época por possessões italianas, dos Países Baixos e pelas colônias americanas. A amplitude dos domínios territoriais e da riqueza resultante é acompanhada de notável ampliação cultural e artística.

A criação da língua literária data desta época com as obras poéticas de Juan Boscán (1490-1552), Garcilaso de la Vega (1503-1536) e Diego de Mendonza; com a literatura de conquistas territoriais; com Luis de Gongorra y Argote (1561-1627) e com o imenso desenvolvimento da poesia mística.
 
Deve-se a Boscán o aparecimento da escola poética do verso italiano e a introdução da influência petrarquiana. A influência provençal e o petrarquismo já havia surgido na literatura com o lirismo palaciano refinado até o convencional dos “Cancioneiros” anteriores ao século XVI, porém, triunfa literalmente com os sonetos ao modo itálico de Juan Boscán e sua escola. Deve-se a Boscán, ainda, a tradução de “II cortegiano” de Castiglione.

Garcilaso de la Vega é o suave poeta das canções toscanas, a mais famosa das quais é indiscutivelmente a canção V, conhecida como “A la flor de Gnido”. Também a musicalidade de garcilaso de la Vega muito recebe da poética de Petrarca. D.on Diego de Hurtado de Mendonza harmoniza com perfeição o lirismo itálico e a tradição poética espanhola em suas trovas, sonetos e epístolas. É comum atribuir-lhe a autoria do “Lazarillo de Tormes” (“Vida del Lazarillo de Tormes y de sus fortunas y adversidade” – 1554), primeira novela picaresca, mas, é problema insolúvel e altamente improvável sua composição pelo humanista Diego de Mendonza (1503-1575).

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7,
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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Literatura Ocidental - Parte 84.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 84
LITERATURA ESPANHOLA - I
 
Na formação da Espanha há uma multiplicidade de contribuições diversas e aspectos antagônicos: culturas imensamente heterogêneas aí se instalaram, incorporando traços dos povos anteriores e marcando a evolução posterior com caracteres particulares que a tornam um conjunto cultural altamente distinto dentro de um domínio europeu comum. Aos celtas e iberos iniciais, superpuseram-se colonizadores fenícios, gregos, romanos bárbaros e árabes. Também fatores religiosas concorreram para a diversidade da formação espanhola dando origem a um lento processo de desenvolvimento histórico de homogeneização dos sistemas em constante luta e ação de influências mútuas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. A dominação moura apresentou em terras espanholas, inclusive, um período de apogeu cultural com a escola de tradutores de Toledo, dedicada ao estudo das grandes obras da antiguidade clássica, especialmente, dos autores gregos. Foi na Espanha moura que viveu Averrois (Ibn-Roschd-princípios do século XII-1198), famoso comentador árabe de Aristóteles.
Averrois
A unidade político-cultural espanhola foi obtida como resultado direto do esforço comum para reconquista do território, o que ocorreu definitivamente em 1492 com a tomada de Grenada aos mouros.

A literatura em romance é iniciada já nos séculos IX e X mas data do século XII a composição do famoso “Cantar de mio Cid”, que combina a violência de crônica à elevação épica ao narrar as seculares lutas de príncipes e povos frequentemente entre si, porém aliados valorosos na luta contra o inimigo maior. No “Cantar de mio Cid” estão literalmente transcritos todos os elementos fundamentais da cultura e civilização espânicas: a exacerbação do individualismo dos fatores passionais, bem como o firme estabelecimento do conceito de honra. No século seguinte, grande impulso é dado ao desenvolvimento literário através da ação do rei Afonso X, o Sábio. Além de pessoalmente contribuir com a autoria de poemas à Virgem, proporciona condições excepcionais para os estudos culturais. Em sua época é redigida a “Crônica Geral”, primeiro ensaio de história nacional ; ocorre a retomada das epopeias em prosa e sua conversão em novelas de cavalaria; é iniciada a literatura jurídica.

Simultaneamente, a cultura é estimulada a encontrar o povo através da divulgação das canções de gesta pelos jograis e a criatividade popular retoma-lhes os temas, reelaborando-os sucessivamente até a formação das novelas de cavalaria. O “Romancero Espanhol” reúne estes poemas resultantes das interações entre artistas das diferentes camadas sociais. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 83.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 83
LITERATURA DOS PAÍSES BAIXOS – II

No século seguinte, três escritores merecem destaque: Pieter Cornelis Hooft (1581-1647), Joost van den Vondel (1587-1678) e Gerbrand Adriaens Brederoo (1585-1618). Hooft foi escritor petrarquesco e senequiano e, além de “Granida”, “Warenar” – comédia à Plauto – e “História dos Países Baixos”, escreveu a obra-prima intitulada “Baeto”. Hooft apresenta muito da retórica renascentista de seu país. Vondel é autor de imensa obra, mas, sobretudo de vinte e três tragédias, nas quais necessariamente destaca-se a riqueza lírica. Joost van den Vondel é escritor em holandês e também o primeiro autor de tragédias em seu país. De sua dramaturgia citam-se: “Jephta”, “Joseph”, “Adam in Ballingschap” e “Lucifer”. Brederoo é o autor de uma excelente comédia: “De Spaansche Brabander”, notável pela capacidade de observação dos meios populares de Amsterdã. Vondel foi o primeiro autor trágico holandês; Brederoo, o primeiro autor de comédias.

O século XVIII nos Países Baixos apresenta outros três nomes literariamente importantes: A. Christiaan Staring (1767-1840), Willem Bilderdijk (1756-1831) e Elizabeth Wolff (1738-1804). Staring escreveu “Dichtoefening” e “Gedichten”, notáveis pela naturalidade de estilo e realismo poético; Willem Bilderdijk é o poeta e Wolff a romancista que anunciam o romantismo na leitura dos Países Baixos. Deve-se a Elizabeth Wolff a autoria do primeiro romance holandês moderno: “Sara Busgerhart”.

  Hendrik Conscience
O século XIX apresenta os “tachtigers”: Kloos (1859-1938); Hildebrand (Nicolas Beets-1814-1903) Edward Douwes Dekker (1820-1887), autor de “Max Havelaar”; Karel Ledeganck (1805-1847, autor de “Drie Zustersteden”; Hendrik Conscience (1812-1883), autor de “Se Leeuw van Vlaanderen” e grande criador de mitos nos quais o povo flamengo se reconheceria; Guido Gezelle (1830-1899), poeta hábil na exploração estilística das expressões dialetais.

Na literatura mais recente da Bélgica e da Holanda, encontramos : Emants (1863-1923), iniciador do romance naturalista nos Países Baixos; Jacques Perk (1859-1881), continuador da escola literária de Willem Kloos; Virginie Loveling (1836-1923), romancista que combina o realismo a um certo romantismo; Frederick van Eeden (1860-1932), autor do romance “Kleine Johannes”, universalmente conhecido; e um dos maiores ensaístas mundiais – Johan Huizinga (1872-1945), autor de “Outono da Idade Média” (Herfsttij der Middeleeuwen”).

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 82.

   
HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 82
LITERATURA DOS PAÍSES BAIXOS – I

Cedo tornaram-se os Países Baixos sede de importantes atividades sócio-econômicas que, mais tarde, lhes proporcionaria significativa posição de liderança na evolução social. O pioneirismo holandês pode ser atestado no desenvolvimento de centros urbanos de poderosa economia e de irradiação artístico-cultural: no sul, Flandres é o ponto central com expressão literária nos séculos XI e XII, no norte o centro de intensidade sócio-econômica é estabelecido em Bruges e em Gand no século XIII.
 
A unificação do desenvolvimento cultural pelo estabelecimento de relações vivas entre os diversos centros dos países, seja em formas internas, seja em formas externas, é prejudicada pelas diversidades dialetais, por separações religiosas, por desníveis sociais-significativos e pela instabilidade política – fatores que estarão presentes nos séculos posteriores.

  Desidério Erasmo de Rotterdam  
Como primeiros documentos importantes da literatura dos Países Baixos podem ser apontados: a sátira popularmente determinada contra o feudalismo, cujo título é “Reinaert de Vos” e que, tradicionalmente, é atribuída a Willem; a produção místico-lírica de Hadewijch; o “Tratado da Contemplação” e “Cântico” – escritos por Jan van Ruusbroeck (1293-1381), de inspiração helênico-cristã e de conteúdo místico; finalmente, antes de iniciar-se a idade renascentista, a peça teatral “Elekerlijk” de Pierre Doorland. 
 
O Renascentismo apresenta apenas um nome importante nos Países Baixos: o humanista holandês Desidério Erasmo de Rotterdam (1467-1536), autor da famosa obra “Encomium Moriae” (o Elogio da Loucura). Além desta obra-prima, Erasmo escreveu outros livros, todos em latim: “Enchiridion Militis Christiani”, um tratado de teologia: “Adálgio”; “Colloquios”; e “De-Duplici Copia Verborum et Rerum”. Deve-se a Erasmo a direção da edição basilense da Bíblia, bem como da edição dos clássicos latinos e gregos. Como humanista cristão foi tolerante e moderado, pregando o término da cisão religiosa com uma igreja terceira voltada à pureza das origens evangélicas e não escolásticas. Este notável estilista foi bem um homem renascentista caracterizado pela lucidez. Sua influência estendeu-se vigorosamente a todo o domínio cultural do Ocidente. Em seu país o Renascimento não apresenta qualquer outro nome importante, pois, a literatura dos Países Baixos nesta época está reduzida às atividades de uma elite retórica.
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 81.

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 81
LITERATURA FINLANDESA

Assinala-se, inicialmente, na literatura finlandesa, a ótima compilação de sagas nórdicas realizada por Loenrot. Pertence tal empreendimento cultural ao movimento de retorno às tradições e encontra, como nos demais países integrantes do domínio finlandês, um rico manancial de criatividade de mitos. 

  Toivo Pekkanen
Se o movimento de volta à tradição sócio-cultural inaugura o representativo literário finlandês, o século XIX reforçá-lo-á pela atividade militante que encontra a realidade presente, seja no cotidiano, como o faz Juhanni Aho (1861-1921), seja nos temas feministas ou pequeno-burgueses, como o faz Minna Canth (1844-1921), seja, ainda, na combinação artístico-literária do passado mitológico ao realismo, como ocorre em “O canto da Flor Rubra” ou em “A Fazendeira de Heikkila” de Johannes Linnankoski (1869-1913), seja, finalmente, na rebeldia agressiva de Franz Emil Sillanpaa (1888) em “Santa Miséria” ou em “O Caminho do Homem”. Mais recentes são os escritores Toivo Pekkanen, autor de “As Margens da Minha Finlândia”, e Vaino Linna, que escreveu “Soldados Desconhecidos”. Pekkanen e Linna representam o sadio impulso humano de enriquecer-se na inspiração popular elevando-a a níveis artísticos.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Literatura Ocidental -- Parte 80.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 80
LITERATURA DINAMARQUESA

O primeiro monumento da literatura dinamarquesa é a tradução realizada por Christiern Pedersen (1480-1554), padre. A seguir, assinala-se também no país central da União de Kalmar a ação repressora da expressão literária que o luteranismo inicial, em sua austeridade, rigidez e puritanismo, instala nos países em que se afirma como religião dominante.

A primeira geração literária do século XIX iniciará o processo de maturidade artística, principalmente através de seus representantes: Christian Winther (1796-1876), importante em seus poemas de temática amorosa ou de dimensão épica, como o atestam respectivamente “Til Een” e “Hjortens Flugt”; Poul Martin Moeller (1794-1838), notável pela naturalidade de seu estilo; e, completando, Carsten Hauch (1790-1872), escritor humanista que se dedicou à poesia lírica.
Hans-Christian Andersen
A primeira obra dinamarquesa a obter reconhecimento universal é a que devemos a Hans-Christian Andersen (1805-1875), notável contista. Há em seus contos, por detrás da aparente ingenuidade, um poderoso complexo de aspectos imaginativos, humorísticos, melancólicos e irônicos – resolvidos numa síntese que se eleva à verdade poética. De sua produção literária citam-se: “O menino moribundo”, “Fantasias e esboços”, “Álbum sem desenhos”, “O improvisador” etc. Andersen dedicou-se, ainda, à poesia e seus poemas destacam-se igualmente como dos melhores existentes no domínio nórdico.
 
Contemporaneamente a Andersen, a Dinamarca oferece ao mundo o escritor-filósofo Soeren Kierkegaard (1813-1855), que seria, ao lado de Marx, uma das maiores determinantes do pensamento filosófico-cultural do século XX. Kierkegaard desenvolve suas coordenadas filosóficas por oposição ao hegelianismo – súmula perfeita do idealismo racionalista – ao afirmar o existencial de preferências ao racional, a ruptura à continuidade, a angústia à tranquilidade, o abismo entre o ser e o pensar à sua identificação, a existência concreta à abstração, a conjuntura subjetiva aos fins objetivos independentes, o desconexo ao espírito sistematizador etc. A influência do seu pensamento é reforçada em nosso século através do filósofo Martin Heidegger.
 
Como modernos escritores dinamarqueses devem ser citados: Blicher, autor de “Novelas Jutlandesas”; Martin A. Hansen, autor de “Viagem de Jonathan”; Johannes V. Jensen, o mais representativo deles; Schandorph, autor de “Gente pequena”; e, Henrik Potoppidan, além do crítico George Brandes, autor de famosa “Correntes Principais da Literatura do Século XIX”. Hansen destaca-se pelas descrições e análises realistas dos esmagamentos das pessoas por meios socialmente estreitos e o empreende através de bem construído estilo. Jansen tem sua máxima realização descritivo-analista quando, lúcida e poeticamente, introduz em sua prosa a vida dos camponeses do século passado.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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