HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 72
LITERATURA ITALIANA – XIV
Malaparte, autor de “Kaputt” e de “La pelle”, é
um dos mais corajosos observadores de nossa época com sua visão de
testemunha simultaneamente lírica e cética. Sua personalidade
caracterizada pelo exercício da pelêmica combativa está totalmente
em sua obra literária e na revista crítica “Novecento”.
Alberto Moravia (Alberto Pincherle -1907-1990) escreveu
“Gl'indifferenti”, “Le ambizioni sbagliate”, “Agostino”,
“La Romana” e “La ciociara”. Moravia é excelente como
analista das debilidades humanas e no exercício desta atividade
revela imensa sinceridade e simpatia para com os seres.
Cesare Pavese é o autor da obra talvez mais bela da
prosa contemporânea: “La luna e i falò”. Pavese destaca-de
também com a autoria de “I paesi toui” e de “La Bella state”.
Suas composições elevam o regionalismo a nível universal.
Dino Buzzati é o autor expressionista de “II deserto
dei Tartari” e de “Paura alla Scala”; enquanto Elio Vittorino
dedica-se a uma espécie de neo-verismo com seu romance “Uomini e
no”, em que manifesta sua tomada de posição perante os aspectos
sociais e políticos da noite fascista. Também a época fascista
está revelada nos romances “Fontamara”, “Pane e Vino” e “Una
manciata di more”, escritos por Ignacio Silone. Como observador da
segunda guerra mundial, aparece o escritor de “Pietà contro
Pietà”, Guido Piovene. Piovene, sempre um estilista notável, é
importante como realizador de penetrantes análises humanas, como bem
o demonstra seu romance “Lettere di una novizia”. Ainda na
literatura nascida da oposição ao totalitarismo de direita surge
Carlo Levi, autor de “Cristo si é fermato ad Eboli”, romance de
realista descrição da região meridional italiana em sua miséria,
paisagens, superstições e tipos humanos. Finalmente, Vasco
Pratolini, atinge notoriedade com suas pinturas sócio-históricas de
Florença submetida à estupidez fascista. Pratolini escreveu os
famosos romances: “Cronaca Familiare”, “Cronaca di proveri
amanti”, “Quartieri” e da série “Storia italiana”,
iniciada com “Metello.
Estes vigorosos escritores italianos tinham, em comum, o
pessimismo desesperado de suas cosmovisões, mesmo que diferentemente
determinadas, ou diversamente expressas através do lirismo ou da
contemplação impassível.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora
Fulgor, edição 1968, volume 7.
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