quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Literatura Ocidental - Parte 57.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 57
LITERATURA ALEMÃ

Expressionistas são Franz Kafka (1883-1924), Erich Maria Remarque (1898-1916), Hans Carossa (1878-1956) Bert Brecht (1898-1956), Georg Trakl (1887-1914), Rendinha Johannes Sorge (1892-1916), Alfred Doeblin (1878-1957), além de Ernest Juenger (1895-1998), Ina Seidel (1895-1974) e Zuckmayer (1896-1977).

Franz Kafka é o artista da angústia e da desesperança na situação existencial do homem moderno que apresentam os melhores dotados numa sociedade gerencial que os aliena. Kafka é um escritor da literatura universal e, talvez, a mais típica expressão do nosso mundo. Em sua obra assinala-se: “Briefe an Milena”, “Tagebuecher 1910 bis 1923”, “Erzaehlungen”, “Verwandlung”, In der Strafkolonie” e as obras máximas “Der Prozess”, “Das Schloss” e o fragmento “Amerika”. Por vezes, classificado como pertencente ao realismo mágico (“neue Sachlichkeit”), apresenta um universo de símbolos vigorosos para descrever o homem subjugado por processos inexplicáveis, injustos, imperscrutáveis, ininteligíveis.


Erich Maria Remarque escreveu “IM Westen nichts Neues”, “Der Weg zurueck”, “Drei Kameraden”, “Der Triumphbogen”, “Lieb deinen Naschsten”, “Zeit zu leben und Zeit zu sterben”, “Der Funke Leben”. Remarque é testemunha implacável dos absurdos criados contra a humanidade. Em 1932 fugiu do regime nazi-fascista. Hans Carossa, adepto da “nova ordem”, é lírico e prosador autêntico; em sua obra aparecem: “Die Schicksale des Doktors Buerger. Die Flucht”, “Eine Kindheit”, “Rumaenisches Tagebuch”, “Ser Arzt Gion” e “Geheimnisse des reifen Lebens”. Sua poesia conquista repercussão mundial. Lírico austríaco é Georg Trakl, altamente influenciado por Hoelderlin; destacam-se, como melhores momentos poéticos, “Sebastian im Traum” e “Der Herbst des Einsam”. Ernst Juenger é o defensor dos direitos individuais e significativo estilista; renegou o nazismo após um breve período de adesão. Adepto demorado na ditadura direitista hitleriana foi Erwin Guido Kolbenhayer,, notável nas biografias de Giordano Bruno e de Paracelso (trilogia). Ina Seidel, além de poetisa com nobreza de estilo, destaca-se como romancista: “Lennacker”, “Unser Freund Peregrin”, “Das unverwesliche Erbe”, “Fahrt in den Abend”, e, principalmente, em “Das Wunschkind” e “Das Labyrinth”. Carl Zuckmayer é o autor de sentido humanista que escreveu dramas de amplo êxito popular: “Der froeliche Weinberg”, “Schinderhannes”, “Ulla Winblad”, “Catharina Knie”, “Barbara Blomberg”, “Des Teufels General”, “Der Hauptmann von Koepenick”, “Gesang im Feuerofen” e “Das kalte Lincht”.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 104/105.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Literatura Ocidental - Parte 56.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 56
LITERATURA ALEMÃ

O romance assume na época moderna a posição de gênero dominante. Nele aparece o nome de Hermann Hesse e de Stefan Zweig, ambos predominantemente impressionistas. Hesse escreveu “Demian”, “Steppenwolf”, “Der Blick ins Chaos”, “Narziss und Goldmund”, “Peter Camenzind”, “Drei Geschichten aus dem Leben Knulps”, “Siddharta”, “Morgenlandfahrt”, “Das Glasperlenspiel”. Hesse foi fiel à missão que apontara aos escritores atuais: lembrar-se de que a alma da humanidade encontra-se em perigo e próxima do abismo, ao mesmo tempo em que deve demonstrar também sua crença na imortalidade, como bem o demonstra sua obra máxima, “O lobo das Estepes”, verdadeira visão dos fatores espirituais da atualidade através das meditações e angústias do artista. Suas composições estão plenas de espontaneidade. Stefan Zweig é o autor de romances, como “Amok”, “Verwirrung der Gefuehle”, “Brennendes Geheimnis”; ensaísta e crítico em “Sternstunden der Menschheit”, “Verlaine”, “Marie Antoinette”, “Die heilung durch den Geist”, “Der Kampf mit Daemon”, autobiógrafo rico em análise psicológica no livro “Die Welt von gestern”; sua lírica está reunida em “Die gesammelten Gedichte”. Zweig domina com facilidade a composição formal e a expressão linguística, por vezes revela magistralmente o crescendo dramático através do emprego de imagens. Outro romancista impressionista é Emil Strauss (1866), cujo sentimentalismo e vigor está presente em suas melhores obras, o romance histórico “Der nackte Mann” e a novela “Der Schleier”.

 
 Stefan Zweig

Os irmãos Mann Heinrich (1871-1950) e Thomas (1875-1955), representam o romance expressionista. Heinrich desenvolve intenso humanismo militante em busca de uma democracis real, que caracteriza pela afirmação da humanidade e da tolerância. Combateu em suas obras o nacionalismo da burguesia alemã esua pseudo moral. É autor de “Professor Unrat”, “Der Untertan”,”Die kleine Stadt”, “Das Kaiserreich” e “Der Atem”. Seu irmão tem uma visão informada pela nostalgia de uma pátria germânica composta por uma burguesia acomodada. Thomas Mann apresenta-nos o melhor romance naturalista com seu “Die Buddenbrooks”, análise microscópica da decadência espiritual do século passado através da história de uma família em decadência crescente nas quatro gerações em que é apresentada. É também autor de “Tonio Kroeger”, “Tristan”, “Joseph und seine Bruder”, “Der Tod in Venedg”, “Der Zauberberg”, “Dr. Faustus”, “Der Erwaehlte”, “Die Betrogene”, “Die Bekenntnisse des Hochstaplers Felix Krull”. Ambos, Heinrich e Thomas, fugiram do terror nazista durante o processo de massificação do povo empreendido pela “nova ordem”.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 103/104.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Literatura Ocidental Parte 55.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 55
LITERATURA ALEMÃ

O maior dramaturgo da época naturalista é Gerhard Hauptmann (1862-1946), cuja temática está organizada em redor do poder econômico, direitos trabalhistas, direito `vida – seja em suas obras históricas, seja em seus dramas passionais. Suas melhores obras são “Os tecelões” e “Pippa tantz”, o primeiro com introdução das grandes multidões em processo crescente de rebelia advindo do drama social provocado pelo aparecimento da máquina e o segundo definitivamente simbolista. Além de “Die Weber” e de “Pipa Dansa”, Hauptmann escreveu: ”Vor Sonnenaufgang”, considerado o maior drama do naturismo; “Der Biberpelz”; Hanneles Himmelfahrt”; “Fuhrmann Henschel”; “Schluck und Jau”; “Die Ratten”; “Till Eulenspiegel”; “Magnus Garb”; Bahnwaerter Thiel”; “Der Narr in Christo Emanuel Quint”; “Der Ketzer von Soana” e “Winckelmann”.


                                                                                    Gerhard Hauptmann

Hugo von Hofmannsthal, escritor austríaco, segue a tendência impressionista em seu intenso lirismo, que ocorre mesmo em sua produção dramática. Suas composições têm perfeição formal e material e seus termos são dispostos de maneira harmoniosa e melodiosa. O pensamento da morte está sempre em sua temática também caracterizada pela riqueza de imagens cromáticas em verdadeira magia que se aproxima do simbolismo. Sua lírica está reunida em três volumes: “Ausgewaehlte Gedichte”,”Gesammelte Gedichte” e “Gedichte und kleine Dramen”; como contista é autor de “Das Maerchen der nacht” e “Die Frau ohne Achatten”; seus dramas são “Der Tod und der Tod”, Der Tod des Tizian”, “Elektra”, “Der weisse Faecher”, “Jedermann”, “Das Salzburger grosse Welttheater” e “Der Turm”; como crítico e ensaísta é mundialmente reconhecido.

Rainer Maria Rilke, também impressionista, atinge um dos momentos máximos da literatura com seus “Sonette an Orpheus” e “Duineser Elegien”. Escreveu também “Stundembuck”, “Die Weise von Liebe u. Tod des Cornets Christoph Rilke”, “Requiem” e “Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge”: o último é trabalho em prosa, os demais são composições líricas. Há em Rilke um inexcedível tonalidade pessoal de lirismo e a imcomparabilidade de análise introspectiva que conferem alto caráter artístico à sua temática, a qual inclui a vida secreta da alma e uma triste ternura. Rilke elava o banal e o estandardizado à dignidade poética. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 102/103

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Literatura Ocidental - Parte 54.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 54
LITERATURA ALEMÃ

                Richard Dehmel   
Próximo ao individualismo nietzscheniano encontra-se o escritor Richard Dehmel (1863-1920), que se distancia, no entanto, sob o ponto de vista moral-político, por sua visão socialista do mundo. Richard Dehmel é dotado de intenso sensualismo, preocupações cósmicas e sentido moral revolucionário, consequente de sua adesão ao proletariado. A produção lírica deste escritor, que se insere entre o naturalismo por sua técnica e o simbolismo por sua expressão, está coligida em “Erloesung der Venns”, “Zwei Menschen”, “Schoene wild Welt”. Pertencente a poesia de inquietude, aparece, a seguir, o poeta Arno Holz (1865-1929) caracterizado pela grande liberdade de expressão e pelo emprego do verso livre. Já Stefan George (1868-1934) inicia a “arte pura” e vã, ao estabelecer a missão da poesia no anunciar dos novos tempos (…) quando a humanidade encontraria o equilíbrio e a grandeza pelo culto ao Sol, à raça e ao sangue. O impressionismo literário alemão, anunciado por Nietzsche, considera somente o mundo atingível através de impressões provocadas e captadas pelo poeta, que se define por ser o cuidadoso e perfeito observador da vida interior. Impressionistas são Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), Rainer Maria Rilke (1875-1926), Stefan Zweig (1881-1942) e Hermann Hesse (1877-1962). Já o expressionismo julga impossível a transcrição poética dos fenômenos da vida interior pela violência com que são caracterizados e rejeitam, sob o ponto de vista estético, qualquer separação entre forma e conteúdo; o credo artístico do expressionismo é divulgado pelas revistas “Tempestade” (1910), “Pan” (1910), “As Folhas Brancas” (1913) e o “Forum”; entre os representantes do expressionismo – termo lançado por Otto zur Linde, em oposição ao impressionismo – podem ser citados: Ernst Juenger (1895), Carossa (1878), Ina Seidel (1885), Kolbenheyer (1878), Kafka (1883-1924), Remarque (1898), Zuckmayer (1896) e, principalmente, por Bertold Brecht (1898-1956). As diversas tendências do modernismo – impressionismo, expressionismo, “neue Sachlichkeit”, simbolismo etc. – coexistem e, muitas vezes, são seguidas em fases diferentes pelos mesmos artistas. 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 101/102.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Literatura Ocidental - Parte 53.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 53
LITERATURA ALEMÃ

O século XIX europeu poderia ser resumido pelo estudo dos seus três grandes pensadores: Karl Marx, Kierkergaard e Friedrick Nietzsche, todos com reconhecimento tardiamente alcançado. Na preparação do século XX a ação dos três é insuperável, mas, deve ser aqui destacado sobretudo a influência literária de Nietzsche (1844-1900). Dotado de original e potente visão revolucionária do mundo, Nietzsche opunha-se a todo pensamento dominante na vida cultural europeia e vivenciava a procura de uma síntese superior da serenidade grega e da inquietude,do elemento apolíneo através do qual se transcende o indivíduo para atingir a vida total e do elemento dionisíaco de realizar a plenitude de sua personalidade. São temas dominantes desta reformulação transcrita em prosa poética por Nietzsche: a transmutação dos valores, a luta contra a moral dos escravos e o estabelecimento de uma moral dos senhores, a decadência do estado ático a partir de Eurípedes e Sócrates, a exaltação da alma às custas do rebaixamento do corpo como contribuição cristã, a democracia como religião do sofrimento humano graças a uma moral de escravos, a criação do super-homem de vida dionisíaca e dotado de vontade de poder etc. O aparecimento de uma nova humanidade segundo as linhas da cosmovisão nietzscheniana serviriam, mais tarde, para as monstruosidades da época do nazismo hitleriano. Nietzsche é excelente na criação na criação poética e na maestria com que elabora aforismos, na multiplicidade de ritmos, na observação cuidadosa da vida interior, no lirismo e na fascinação de suas imagens. A música verbal de Nietzsche é encontrada em suas obras: “Also sprach Zarathustra”, sua obra-prima; “Lieder und Sprueche”, coleção de sua lírica; “Jenseits von Gut und Boese” “Der Wille zur Macht”; “Zur Genealogie der Moral”; “Antichrist”; “Menschliches”, “Alzumenschliches”, etc. Nietzsche anuncia o impressionalismo literário alemão.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, página 101.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Literatura Ocidental Parte - 52.


 
HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 52
LITERATURA ALEMÃ

o realismo

As novas condições sócio-econômicas mundiais e alemãs após 1870, principalmente em suas consequências diretas de hipertrofia das grandes cidades em processo de industrialização e o agravamento das condições de vida do proletariado, ofereceram campo propício a uma tomada de consciência mais aguda dos grandes problemas sociais e individuais da humanidade e à sua expressão literária, principalmente determinada pelo materialismo e pelas doutrinas socialistas. Esta revolução literária centralizou-se,de maneira espacial, em Muenchen e Berlim. A influência francesa de Zola é introduzida principalmente através da revista “Die Gesellschaft “, já no ano de 1885, na cidade de Muenchen e, em Berlim, os irmãos Hart promovem a divulgação do credo naturalista com o lançamento dos folhetos “Kritische Waffengaenge”. Outra revista, “Revolution der Literatur”, serviu de órgão propagandístico à poesia e à crítica de formulação naturalista. No teatro, a aceitação do naturalismo foi auxiliada pela organização “Freie Buehne” que congregava críticos naturalistas berlinenses e que tinha como objetivo basilar a representação dos dramas dos chamados “Modernen”. Esta instituição fundou, para maior reforço à obtenção de seu objetivo, a revista “Neue Rundschau”. Em 1889, o dramaturgo Hauptmann estreia sua tragédia “Vor Sonnenaufgang”. As normas gerais do realismo consistiam na apresentação da realidade tal como aprendidas pelos sentidos; a reportagem quase fotográfica das manifestações que até então eram rejeitadas como grosseiras, instintivas ou mesmo asquerosas; e um desenvolvido senso do presente, além de uma acentuada preferência pelas transições das classes sociais da nova sociedade.
 
Gerhart Hauptmann
O romance é o gênero por excelência do naturalismo e abrange o estudo da pequena burguesia, com as obras do escritor Freytag (1816-1895); a pintura da vida privada e dos problemas conjugais, com o escritor Theodor Fontane (1819-1898); os dramas da resignação ambientados nas florestas da Boêmia pelo romancista Adalbert Stifter (1805-1868); o mar e o norte convertidos em linguagem poética por Theodor Storm (1817-1888), e as descrições do realismo regionalista, como as realizadas por Wilhelm Raabe (1831-1910) e por Gottfried Keller (1819-1890), o primeiro dedicando-se à região do Brunswick e o segundo à região de Zurique. Wilhelm Raab é, maliciosamente, definido pelo crítico e poeta Peter Hille como um moderno Jean-Paul e, na realidade, o pode ser por conseguir realizar o encontro entre a expressão artística e a sensibilidade popular; Gottfried Keller pode ser colocado entre os grandes narradores do século XIX com sua prosa impregnada de lirismo.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 99/100.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Literatura Ocidental - Parte - 51.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 51
LITERATURA ALEMÃ

Contista, também, é o romântico Clemens Brentano (1778-1842) com seu livro “História do bravo Kasperl e da linda Annerl”. Brentano é também autor do romance “Godwi” e das peças teatrais “Ponce de Leon”, “O romanceiro do Rosário” e “A fundação de Praga”. Outros autores românticos podem ser citados: Adalbert von Chamisso (1781-1838), autor de “Peter Schlemihl”; Friederich de la Motte-Fouqué, autor de “Odin”, nascido em 1777 e morto no ano de 1811; e o católico de preocupações sociais Joseph von Eichendorff (1788-1857), autor de lieds de magnífico estrato sonoro e sentimento profundo. No teatro, resta apresentar Zacharias Werner (1768-1823), autor da famosa tragédia ”s”, e Heinrich von Kleist (1777-1811), que além de dramaturgo de valor é poeta de magnífica temática da liberdade.
 Clemens Brentano

A placidez, a meditação e a sobriedade do romantismo “Bider-meier” têm sua expressão austríaca com Franz Grillparzer (1791-1872). Grillparzer representa a passagem do romantismo ao realismo por combinar as tendências primeiras co seu idealismo, suas análises psicológicas e sua temática às tendências do movimento seguinte com o realismo já presente em seus textos. Outro escritor romântico que avança a novas maneiras de expressão é Georg Buechner (1813-1837) anunciando a constituição do expressionismo e, em certa medida, algumas características kafkianas. Buechner é autor de “Dantons Tod”, ainda essencialmente “sturm und drang”; da primeira brochura socialista na Alemanha”, “Der hessische Landbote”, pré-marxista; da tragédia “Woyzeck”, com evidente sentido revolucionário do proletariado; e, finalmente, de poemas que transcrevem momentos existenciais sem limite.

Poetas românticos um tanto tardios são Nikolaus Lenau (Nikolaus Niembsch von Strehlenau – 1802-1850) autor de poesias líricas, e, principalmente, Heinrich Heine (1797-1856). Heine, cujos poemas foram considerados por Nietzsche como “música doce e apaixonada”, é por vezes considerado realista, mas, seu interior é nitidamente romântico. Em seu romanceiro há baladas trágicas e baladas irônicas, sendo Heine senhor absoluto do moderno recurso do “witty twist”, introdução final da ironia para a destruição do excessivo lírico e preservação da autenticidade de sentimentos. Permanentemente reconhecido em seu valor pelos leitores e críticos estrangeiros, Heine encontra certa dificuldade no reconhecimento em seu próprio país: durante o nazismo foi, inclusive, “cassado” das antologias poéticas... 
 
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 98/99.

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