HISTÓRIA DA
LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA
OCIDENTAL – PARTE 49
LITERATURA ALEMÃ
Friedrich Schiller
(1759-1805) tem o vigor que tipifica o grande poeta e notável
eloquência, embora por vezes não evite o declamatório; seu
idealismo chega a ser extremado. Também as duas características
alemãs literárias fundamentais estão presentes em Schiller que
sente o mundo dramaticamente dominado pela suprema antítese do
instinto e da Razão e o homem necessariamente colocado perante a
opção pela sujeição ou pela liberdade espiritual; desta maneira,
Schiller substitui a culpa pela falta de liberdade. Em sua obra
destacamos as baladas líricas, a trilogia que tem como herói
Wallenstein (“O Campo de Wallenstein”, “Os Piccolomini” e “A
Morte de Wallenstein”) e os dramas históricos “D. Carlos”,
“Maria Stuart” e “Guilherme Tell”, seu melhor drama político,
no qual o vigor das cenas centrais é destacada em meio a alguns
adornos barrocos e no qual estão desenvolvidos os temas da liberdade
coletiva e da liberdade espiritual, a responsabilidade pessoal
perante o fluxo da história, o valor do ideal vivido etc.
Friedrich
O romantismo
alemão
Não
há uma “idade clássica de Weimar” antecedendo o romantismo,
como é costume afirmar nas separações convencionais dos registros
históricos da literaturas; há uma linha de desenvolvimento natural
do processo político-econômico-social e de seus reflexos na
atmosfera moral e espiritual que ocasiona a acentuação da maneira
literária que já estava presente no sturm und drang e há, também,
a autonomia literária de goethe ao formular seu classicismo de
expressão pessoal. Caracterizam o romantismo em solo alemão o apuro
da sensibilidade e a extrema musicalidade, a cosmovisão melhor
fundamentada. Seu grande teórico é Friedrich Schlegel (1772-1829)
segundo o qual o mundo moderno teria sido informado pelo germanismo e
pelo cristianismo, conjugados em resultado final pela cavalaria,
quando a linha de progresso é subitamente desviada pelo
renascimento: a retomada autêntica consistiria, portanto, no retorno
romântico. Também seu irmão, August Wilhelm Schlegel (1767-1845),
é teórico consciente do romantismo como autor de famoso “Curso de
Literatura”, que proporcionou bases ideológicas ao nascente
movimento literário.
Fonte: “Os
Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume
7, páginas 96/97.
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