quarta-feira, 19 de junho de 2013

Literatura Ocidental - Parte 44.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 44
LITERATURA ALEMÃ

O mundo germânico na Idade Média é um conglomerado de poderes políticos fracionados, de grande diversidade linguística, de tradições culturais simplesmente justapostas. A poesia popular é de uma expressão oral simultaneamente ingênua e intuitiva, oferecendo aos séculos que seguirão sugestiva matéria-prima à espera de criação artística. Duas tradições são afirmadas em ambientes restritos: uma latino-palaciana e uma tradição épico-religiosa. Confirmando o fenômeno geral de outras culturas, também a linguagem poética tem, no mundo medieval germânico, procedência sobre a linguagem prosaica. São excepcionais os níveis de serenidade e maturidade alcançados por esta poesia alemã antiga.

Em inícios do século VII surge o resultado final de uma tradição oral germânica que é, então, concentrada nos versos da “Canção de Hildebrando”, com grande originalidade em seu estilo de aliteração. Cinco séculos mais tarde, exatamente em 1210, Wolfram von Eschenbach adapta o épico de Chretien de Troyes à língua e cultura de seu país e consegue a perfeita construção de “Parsifal”, autêntica obra de arte alemã insuperável por qualquer outra medieval da Germânia. Esta novela versificada é portadora de fundo filosófico inscrito na apresentação da vida cavalheiresca em busca das glórias palacianas e da graça divina. É notável a acuidade e malícia de observação reveladas por Wolfram von Eschenbach. Na mesma época surge outra grande épica – “Cantar dos Nibelungen” – notável como épica-heroica e na escultura de seus personagens. Trata-se de uma compilação de antigas lendas e sagas, bem como da poesia cavalheiresca.

A evolução da poesia alemã prossegue, principalmente estimulada pela criação das universidades e introdução da influência italiana no século XIV. O humanismo é praticado como expressão literária, porém, não abrange as camadas populares das grandes cidades que surgem por aumento do poderio econômico burguês. Por vezes, a evolução literária alemã alcança elaborações cuidadosas e conscientes de arte linguística barroca, embora, por outras, substitua a perfeição formal pelo mero artifício verbal.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 92/93.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Literatura Ocidental - Parte 43.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 43

LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 

Robert Lee Frost é o poeta oficial dos E.U.A. Seu estilo coloquial atinge notável elevação; sua aparente simplicidade e humor escondem apenas a seriedade e o nível simbólico e imaginativo de seus poemas, compostos com incomparável técnica de harmonização de opostos.


A poesia de Sandburg abrange o grosseiro e o delicado, o selvagem e o maravilhoso que sente sensivelmente da realidade comum. Sandburg enriquece sua inspiração recorrendo ao folclórico e eleva-a com seu compromisso de artista de preocupações sociais e de fé absoluta no futuro das classes trabalhadoras.


O enriquecimento da expressão poética é atingido por “Edward Estlin Cummings” ao recorrer ao dialetal, ao poema de determinações jazísticas e ao exagero dos recursos gráficos. E.E. Cummings evita assim, o romântico, sem que oculte o lírico.


William Carlos Williams expressou sua criatividade poética no estilo imagista e no expressionista, mas, sempre revelando a apreensão do mundo fortemente determinada pelos aspectos sensíveis e colocada numa seleção do essencial real.

Coleridge
O rápido panorama da literatura americana pode ser encerrado com a lembrança do ativo movimento de crítica literária representado pelos modernos novos críticos: Edmund Wilson (1895), autor de “Axel's Castle” e notabilizado pelos estudos que empreendeu sobre o simbolismo e também pela determinação da influência exercida pelo freudismo e pelo materialismo dialético sobre o desenvolvimento literário; Robert Penn Warren (1905),bem representado por seu estudo do simbolismo em “The Rime of the Ancient Mariner”, de Coleridge; Cleanth Brooks (1906), autor de “The Well-Wrought Urn”; e, finalmente, John Crowe Ransom (1888), autor de “The New Criticism”. 
 

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 91/92.


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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Literatura Ocidental - Parte 42



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 42
 LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
Incontestavelmente assinalamos um significativo autor teatral americano ao considerarmos a dramaturgia de Eugene O'Neill: “The Web”, “Bound East for Cardiff”, “The Monn of the Caribbees”, “Chris Christopherson” (reescrito como “Anna Christie”), “Diff'rent”, “Gold”, “The Straw”, “All God's Chillun Got Wings”, “The Fountain”, “The Great God Brown”, “Dynamo”, “Days without End”, a comédia “Ah, Wilderness!”, “The Icemen Cometh”, “Long Journey into Night”, mas, atinge seus momentos supremos em “Beyond the Horizon”, “The Emperor Jones”, “The Hairy Ape”, “Desire under the Elms”, “Lazarus laughed”, “Marco Millions”, “Strange Interluce” e a trilogia de “Mourning Becomes Electra”. O'Neill recebeu a influência das tragédias gregas, das tragédias de Ibsen e de Strindberg, mas colocou-se em configuração extremamente pessoal de harmonia realista e simbolista. Talvez sua mais impressionante peça “The Emperor Jones” – magnífico e original estudo expressionista que O'Neill realiza do medo em processo de intensificação. 
 
A atual renovação da dramaturgia americana encontra expressão em Edward Albee, autor que se aproxima do absurdo e cujas criações dramáticas são dotadas de altura simbólica. Albee tentou a elaboração entre-surrealista, entre-antiteatro com “The American Dream”, mas, encontra-se, sobretudo, pelo estilo neo-naturalista, como o demonstram “Bessie Smith”, “Zoo Story” e “Who's Afraid of Virginia Woolf. Na temática de Edward Albee encontramos o destaque não dos acontecimentos, mas das relações mútuas e das oscilações sujeito-objeto, seja no desenvolvimento anti-proustiano das relações entre a imaginação e a existência, seja na crítica plena de desespero e de angústia que realiza do global sistema da sociedade como observa em seu país.
 
Diz-se da poesia que constitui gênero eminentemente anti-americano, e comprovação deste fato seria a desconfiança com que são considerados os poetas – elementos duvidosos, inassimiláveis, desajustados e decididamente irrecuperáveis para o paraíso massociety do “American way of living”... Tornando a citar os grandes poetas T.S. Eliot e Ezra Pound – culturalmente europeus – destacamos Frost (1874-1963), Archibald MacLeish (1892-1982), Carl Sandburg (1878-1965), E.E. Cummings (1894-1964) e William Carlos Williams (!883-1963). 
 
A influência de Elliot e de Pound é revelada nos poemas de Archibald MacLeish. É magistral o domínio da rima interna e da terza rima como recursos musicais por este poeta que concisamente definiu o poema como:

A poem should not mean but be. A poem shoud be palpable and mute As a globed fruit”
(em “Ars Poetica”)

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 90/91.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Literatura Ocidental - Parte 41.


 
HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 41

LITERATURA NORTE-AMERICANA 
  Henry Miller é o escritor do lirismo erótico como justificativa e descoberta da existência pessoal. Sua obra – “Tropic of Cancer” e “Tropic of Capricorn”, principalmente – resume-se num longo e sincero monólogo de meditação sobre a vida.

Francis Scott Fitzgerald é o autor de “Tender is the Night”, “All the Sad Young Men”, “The Last Tycoon” e de “The Great Gatsby”, considerado a primeira realização significativa norte-americana na literatura posterior a Henry James, pelo crítico e poeta T.S. Eliot. Em seus romances Fitzgerald condena a nação americana por sua aridez e seus compatriotas típicos pelo ingênuo espírito de conquista através do saber, dinheiro e força – trilogia suficiente para a procurada obtenção da felicidade em estilo americano. “The Great Gatsby” – a história de um vitorioso contrabandista irremediavelmente preso ao encanto da moça fútil que conquistou durante a mocidade – alcança o nível supremo da tragédia.

Jhon Roderico Dos Passos é autor de “Manhattan Transfer”, em que o herói é a própria cidade de Nova Yorque, e de “USA”, que pretendia ser o romance dos país sem que o tenha conseguido, pois resume-se no retrato descritivo das vidas de “mortos tranquilos”. Dos Passos é também autor de “Orient Express”. Observa-se neste autor o pessimismo e a impessoalidade do estilo.

William Faulkner é o notável criador da saga de Yoknapatawpha, imaginário condado sulista. Faulkner eleva o romance policial ao nível trágico pelo predomínio do destino, do mal e do implacável. Em sua obra destacam-se “Sanctuary” e “The Sound and the Fury”, Yoknapatawpha é o microcosmo em que Faulkner analisa a decadência, a violência, a crueldade e as perversões da sociedade moderna.
Jhon Steinbeck é o autor de “The Grapes of Wrath”, “Tortilla Flat”, “To a God Unknown”, “In Dubious Battle”, “Of Mice and Men”, “East of Eden” e “Sweet Thursday. Seu maior romance continua sendo “The Grapes of Wrath”, magnífico romance naturalista e simbolista. Suas personagens são geralmente camponeses, crianças, velhos e deficientes mentais; seus temas desenvolvidos com maior grandiosidade são a opressão e a adversidade; seus interesses são as motivações básicas da conduta humana e a luta pela justiça social.
 
Citemos à margem da geração perdida, os romances de sensibilidade e de análises freudianas de Sherwood Anderson (1885-1941) e, principalmente seus contos, como “Winnesburg”, “Ohio”, “The Triunph of the Egg” e sua obra-prima “A Storyteller's Story”. Sherwood Anderson revela o nível profundo da personalidade de uma maneira excelente em seus contos e com deficiências estruturais em seus romances. O tema constante que desenvolve é o da incomunicabilidade humana.
No teatro aparecem Tennessee Williams (1914), Arthur Miller (1914 e, principalmente, Eugene O'Neill (1888-1953).
Arthur Miller é o dramaturgo de “Allmysons”, “Death of a Salesman”, “Crucuble” e “A view from the bridge”. Em “Death of a Salesman”, Miller estigmatiza os falsos valores da civilização americana; em “Crucible” realiza a parábola da moderna sociedade americana e do terrorismo cultural do neonazismo macartista através dos julgamentos das feiticeiras de Salém. Tennessee Williams é o autor que se inicia com “Glass menagerie” promessa possivelmente frustrada de uma grande dramaturgia posterior. Outras peças de Tennessee são: “Battle of Angels”, “27 Wagons full of cotton” (coleção), “American Blues” (também coleção), “A Street-Car named Desire” (prêmio Pulitzer em 1947), “Summer and Smoke”, “The Rose Tattoo”, “Camino Real”, “Cat on a Hot Tin Roof” etc.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 88/90.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


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POR FAVOR, SOMENTE MAIS UNS DIAS!

MEUS QUERIDOS AMIGOS!

Hoje está completando 49 dias que iniciei uma pausa para tratamento da vista. No dia 17 de outubro foi feita a limpeza da lente intraocular do olho direito, e no dia 06 de novembro a do olho esquerdo. No dia 09 de novembro me submeti à cirurgia de pterígio do olho direito, e, por isso, estou pagando meus pecados, usando boné e óculos escuros durante o dia e a noite, pois, segundo ordens do médico, a retirada de ambos somente na hora do banho e quando forem apagadas as luzes para dormir, castigo que se estenderá por um período de 60 dias. No próximo dia 10, retornarei para a segunda revisão, quando, possivelmente, será marcada a data da cirurgia do olho esquerdo.

Agradeço de coração pelas manifestações de carinho e preocupação, não só através dos comentários, mas também, através dos e-mails que tenho recebido, esperando continuar contando com a valiosa compreensão de todos, e prometendo – com a ajuda da minha querida filha – retribuir todos os comentários na medida do possível. Retornarei tão logo me seja permitido, pois a saudade e a falta do convívio de vocês maltratam bastante.

Beijos no coração de todos!

QUE DEUS SEJA LOUVADO!

PS: Este post foi rascunhado por mim, e digitado pela minha filha Roseane, que, muito gentilmente, ao sair da faculdade passou aqui antes de ir para a casa dela, pois como sabem, estou proibido de assistir TV e viajar no PC. Rsrs.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 40.




HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 40
LITERATURA NORTE-AMERICANA

Naturalismo norte-americano
 
Theodore Dreiser e Sinclair Lewis (1871-1945; 1885-1951) representam bem o naturalismo em solo ianque. Theodore Dreiser, normalmente considerado materialista, não o é realmente, a não ser que o seja na modalidade vulgar e mecanicista; há em seus escritos uma secreta admiração pelos homens da burguesia financeira até a política que estigmatiza, além de um poderoso misticismo que lhe informa o raciocínio, o que se completou com a adoção de uma clara atitude religiosa. Seus romances atacam uma série de tabus, como a situação sexual da mulher (“Jenny Gerhardt”), o poderio do dinheiro (“The Financier”), a vontade de poderio e a grande cidade americana (“Titan”) e o capitalismo (“An American Tragedy”). O mito da ciência e a simplificação dos móveis humanos a dinheiro e sexo diminuem um pouco o valor de seu melhor romance, “An American Tragedy”, notável pela realidade das lutas de classe e pelo destaque atribuído à responsabilidade humana.

Sinclair Lewis é testemunha mais lúcida das duas décadas que seguem o ano de 1920 e seu estilo tem forte sabor de reportagem. Lewis antecedeu Sartre ao recusar também um prêmio de alto prestígio internacional (“Pulitzer” 1925) e justificar a recusa por considerá-lo tentativa de tornar o escritor “obediente e estéril”. Suas obras principais são “Maim Street”, “Babbitt” e “It Can't happen Here”. “Main Street” disseca o provincianismo em sua deformação não apenas das vítimas, mas também para os que o empregam para o triunfo fácil: “It Can't Happen Here” sincera e corajosamente aponta o perigo do ressurgimento fascista. Lewis destaca-se pela técnica dos detalhes e pelo realismo da linguagem com a qual exercita a sátira.

A geração perdida

A geração que ficaria considerada como perdida, graças à consagrada expressão com que Gertrude Stein (1874-1946) a designou, segue a linha de desenvolvimento iniciada por Dreiser-Lewis e é composta, sobretudo, por Ernest Hemingway (1898-1961), Henry Miller (1891), Fitzgerald (1896-1940), John dos Passos (1896), William Faulkner (1897-1962) e John Steinbeck (1902).

Hemingway que praticamente melhor representa esta geração de voluntários da primeira guerra mundial e que são iludidos em sua convicção de eliminar definitivamente o mal quando a segunda guerra explode, é uma lendária figura de aventureiro, por sua participação na revolução espanhola, na libertação de Cuba e nas “aventuras” africanas; seu raro vigor recebe estímulo na convicção de que o heroísmo é necessário para viver, embora este heroísmo possa ser resumido na aventura de morrer gratuitamente. Em sua técnica narrativa evita os comentários de autor e as autoanálises de personagens estruturando a estória à Maupassant através da própria ação. Estilisticamente, observa-se na simplicidade sintática relacionando as orações a partir da principal e formando-as de maneira simples e raramente integrando parágrafos. Hemingway é um autêntico criador de mitos heroicos centralizados em valores primitivos, como a coragem e a perseverança. Entre os seus escritos estão: “A Farewell to Arms”, “To Have and Have Not”, “For Whom the bell Tolls” e “The Old man and the Sea” – este último é extraordinário em sua concentração de “mood” e tom. O tema central de sua produção é o problema de enfrentar a morte apenas armado com o valor da intensidade.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 87/88.


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                                    Meus queridos amigos!

Hoje estarei me submetendo a uma limpeza da lente intraocular que me foi implantada quando de uma cirurgia de catarata, realizada já há alguns aninhos atrás. Rsrs. Portanto, dependendo das recomendações do médico, pois tenho também que me submeter a retirada de alguns quilinhos de pterígio – com data ainda a ser marcada – devo me ausentar das telinhas (TV e PC) por algum tempo, rogando a DEUS que seja o menor possível.

Mais uma vez, agradeço a indispensável compreensão de todos, prometendo voltar logo que me for permitido, pois, como sabem, é muito difícil viver sem o valioso convívio de vocês.

Beijos no coração de todos.

QUE DEUS SEJA LOUVADO!

Rosemildo Sales Furtado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 39.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 39
LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
Já o universalismo pode ser representado por Henry James (1843-1916), intelectual de formação europeia. Henry James escreveu sobre a realidade americana que o obsecava como um visitante onisciente o faria. Seus romances psicológicos – “The Ambassators”, “The Wings oh the Dove” e “The Golden Bow” – revelam-lhe a lucidez impiedosa, o caráter subjetivo e simbólico dos dramas e a devoção aos valores morais. Seus romances têm construção centralizada em paradoxos desenvolvidos com suprema ironia e técnica que o consagram com a realização máxima do romance em seu país. Como crítico literário destaca-se pela autoria de “The Art of Fiction”, magnífico ensaio sobre o romance que é válido até nossos dias.

Emily Dickinson (1830-1886) é um fenômeno original não apenas na excelência de seu lirismo como, principalmente, pelo modernismo avançado de sua técnica na combinação do harmônico e do dissonante e na maestria com que, sob uma superfície enganadora de simplicidade, multiplica os sentidos das palavras que emprega para transmitir a violenta oposição de seus sentimentos e conceitos. A ousadia de suas metáforas intensifica e amplia as imagens centrais de seus poemas.

É necessário destacar três outros escritores desta primeira fase de literatura norte-americana autêntica: Washington Irving (1783-1859), James Fenimore Cooper (1789-1851) e o grande poeta Walt Whintman (1819-1892)

Washington Irving é o iniciador do conto americano e da descrição de tipos regionais, inserindo-se por seu humor, como Mark Twain, na tradição de Goldsmith, mas, por seu estilo gracioso e humorístico. Transforma o conto gótico ao introduzir o humor que torna o terror altamente divertido. Escreveu “Rip Van Winkle” e “The legend of Sleepy Hollow”.

James Fenimore Cooper é, por sua vez, o criador das descrições de cenas norte-americanas e dos acontecimentos e personalidades locais. Seus romances estão centralizados no heroísmo de Natty Bumpo: as principais obras pertencem ao ciclo de Leatherstocking” (“The Deerslayer”, “The Last of the Mohicans”, “The Pathfinder”, “The Pionees” e “The Prairie”). Nunca será demais ressaltar a contribuição de Cooper na emancipação da literatura norte-americana. 
 
Walt Whintman é contemporâneo de Emily Dickinson. Caracterizado pelo individualismo sbjetivo,pelo misticismo, pelo sentimento nacionalista e pelo culto do homem comum, Walt Whintman é um emancipador poético, ou, como o expressou Burroughs, “sua obra apresenta a força de dissolver barreiras em vez de erguê-las, dissolver formas, escapar de fronteiras estreitas, colocar o leitor numa colina e não numa esquina”. O manifesto de Whitman em seu livro “The Leaves of Grass” proclama as linhas básicas de seu romantismo. É impressionante a riqueza de imagens (inclusive as não poéticas), sons e símbolos colocadas nos poemas segundo a enumeração caótica.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 85/86.
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