quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


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POR FAVOR, SOMENTE MAIS UNS DIAS!

MEUS QUERIDOS AMIGOS!

Hoje está completando 49 dias que iniciei uma pausa para tratamento da vista. No dia 17 de outubro foi feita a limpeza da lente intraocular do olho direito, e no dia 06 de novembro a do olho esquerdo. No dia 09 de novembro me submeti à cirurgia de pterígio do olho direito, e, por isso, estou pagando meus pecados, usando boné e óculos escuros durante o dia e a noite, pois, segundo ordens do médico, a retirada de ambos somente na hora do banho e quando forem apagadas as luzes para dormir, castigo que se estenderá por um período de 60 dias. No próximo dia 10, retornarei para a segunda revisão, quando, possivelmente, será marcada a data da cirurgia do olho esquerdo.

Agradeço de coração pelas manifestações de carinho e preocupação, não só através dos comentários, mas também, através dos e-mails que tenho recebido, esperando continuar contando com a valiosa compreensão de todos, e prometendo – com a ajuda da minha querida filha – retribuir todos os comentários na medida do possível. Retornarei tão logo me seja permitido, pois a saudade e a falta do convívio de vocês maltratam bastante.

Beijos no coração de todos!

QUE DEUS SEJA LOUVADO!

PS: Este post foi rascunhado por mim, e digitado pela minha filha Roseane, que, muito gentilmente, ao sair da faculdade passou aqui antes de ir para a casa dela, pois como sabem, estou proibido de assistir TV e viajar no PC. Rsrs.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 40.




HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 40
LITERATURA NORTE-AMERICANA

Naturalismo norte-americano
 
Theodore Dreiser e Sinclair Lewis (1871-1945; 1885-1951) representam bem o naturalismo em solo ianque. Theodore Dreiser, normalmente considerado materialista, não o é realmente, a não ser que o seja na modalidade vulgar e mecanicista; há em seus escritos uma secreta admiração pelos homens da burguesia financeira até a política que estigmatiza, além de um poderoso misticismo que lhe informa o raciocínio, o que se completou com a adoção de uma clara atitude religiosa. Seus romances atacam uma série de tabus, como a situação sexual da mulher (“Jenny Gerhardt”), o poderio do dinheiro (“The Financier”), a vontade de poderio e a grande cidade americana (“Titan”) e o capitalismo (“An American Tragedy”). O mito da ciência e a simplificação dos móveis humanos a dinheiro e sexo diminuem um pouco o valor de seu melhor romance, “An American Tragedy”, notável pela realidade das lutas de classe e pelo destaque atribuído à responsabilidade humana.

Sinclair Lewis é testemunha mais lúcida das duas décadas que seguem o ano de 1920 e seu estilo tem forte sabor de reportagem. Lewis antecedeu Sartre ao recusar também um prêmio de alto prestígio internacional (“Pulitzer” 1925) e justificar a recusa por considerá-lo tentativa de tornar o escritor “obediente e estéril”. Suas obras principais são “Maim Street”, “Babbitt” e “It Can't happen Here”. “Main Street” disseca o provincianismo em sua deformação não apenas das vítimas, mas também para os que o empregam para o triunfo fácil: “It Can't Happen Here” sincera e corajosamente aponta o perigo do ressurgimento fascista. Lewis destaca-se pela técnica dos detalhes e pelo realismo da linguagem com a qual exercita a sátira.

A geração perdida

A geração que ficaria considerada como perdida, graças à consagrada expressão com que Gertrude Stein (1874-1946) a designou, segue a linha de desenvolvimento iniciada por Dreiser-Lewis e é composta, sobretudo, por Ernest Hemingway (1898-1961), Henry Miller (1891), Fitzgerald (1896-1940), John dos Passos (1896), William Faulkner (1897-1962) e John Steinbeck (1902).

Hemingway que praticamente melhor representa esta geração de voluntários da primeira guerra mundial e que são iludidos em sua convicção de eliminar definitivamente o mal quando a segunda guerra explode, é uma lendária figura de aventureiro, por sua participação na revolução espanhola, na libertação de Cuba e nas “aventuras” africanas; seu raro vigor recebe estímulo na convicção de que o heroísmo é necessário para viver, embora este heroísmo possa ser resumido na aventura de morrer gratuitamente. Em sua técnica narrativa evita os comentários de autor e as autoanálises de personagens estruturando a estória à Maupassant através da própria ação. Estilisticamente, observa-se na simplicidade sintática relacionando as orações a partir da principal e formando-as de maneira simples e raramente integrando parágrafos. Hemingway é um autêntico criador de mitos heroicos centralizados em valores primitivos, como a coragem e a perseverança. Entre os seus escritos estão: “A Farewell to Arms”, “To Have and Have Not”, “For Whom the bell Tolls” e “The Old man and the Sea” – este último é extraordinário em sua concentração de “mood” e tom. O tema central de sua produção é o problema de enfrentar a morte apenas armado com o valor da intensidade.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 87/88.


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                                    Meus queridos amigos!

Hoje estarei me submetendo a uma limpeza da lente intraocular que me foi implantada quando de uma cirurgia de catarata, realizada já há alguns aninhos atrás. Rsrs. Portanto, dependendo das recomendações do médico, pois tenho também que me submeter a retirada de alguns quilinhos de pterígio – com data ainda a ser marcada – devo me ausentar das telinhas (TV e PC) por algum tempo, rogando a DEUS que seja o menor possível.

Mais uma vez, agradeço a indispensável compreensão de todos, prometendo voltar logo que me for permitido, pois, como sabem, é muito difícil viver sem o valioso convívio de vocês.

Beijos no coração de todos.

QUE DEUS SEJA LOUVADO!

Rosemildo Sales Furtado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 39.



HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 39
LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
Já o universalismo pode ser representado por Henry James (1843-1916), intelectual de formação europeia. Henry James escreveu sobre a realidade americana que o obsecava como um visitante onisciente o faria. Seus romances psicológicos – “The Ambassators”, “The Wings oh the Dove” e “The Golden Bow” – revelam-lhe a lucidez impiedosa, o caráter subjetivo e simbólico dos dramas e a devoção aos valores morais. Seus romances têm construção centralizada em paradoxos desenvolvidos com suprema ironia e técnica que o consagram com a realização máxima do romance em seu país. Como crítico literário destaca-se pela autoria de “The Art of Fiction”, magnífico ensaio sobre o romance que é válido até nossos dias.

Emily Dickinson (1830-1886) é um fenômeno original não apenas na excelência de seu lirismo como, principalmente, pelo modernismo avançado de sua técnica na combinação do harmônico e do dissonante e na maestria com que, sob uma superfície enganadora de simplicidade, multiplica os sentidos das palavras que emprega para transmitir a violenta oposição de seus sentimentos e conceitos. A ousadia de suas metáforas intensifica e amplia as imagens centrais de seus poemas.

É necessário destacar três outros escritores desta primeira fase de literatura norte-americana autêntica: Washington Irving (1783-1859), James Fenimore Cooper (1789-1851) e o grande poeta Walt Whintman (1819-1892)

Washington Irving é o iniciador do conto americano e da descrição de tipos regionais, inserindo-se por seu humor, como Mark Twain, na tradição de Goldsmith, mas, por seu estilo gracioso e humorístico. Transforma o conto gótico ao introduzir o humor que torna o terror altamente divertido. Escreveu “Rip Van Winkle” e “The legend of Sleepy Hollow”.

James Fenimore Cooper é, por sua vez, o criador das descrições de cenas norte-americanas e dos acontecimentos e personalidades locais. Seus romances estão centralizados no heroísmo de Natty Bumpo: as principais obras pertencem ao ciclo de Leatherstocking” (“The Deerslayer”, “The Last of the Mohicans”, “The Pathfinder”, “The Pionees” e “The Prairie”). Nunca será demais ressaltar a contribuição de Cooper na emancipação da literatura norte-americana. 
 
Walt Whintman é contemporâneo de Emily Dickinson. Caracterizado pelo individualismo sbjetivo,pelo misticismo, pelo sentimento nacionalista e pelo culto do homem comum, Walt Whintman é um emancipador poético, ou, como o expressou Burroughs, “sua obra apresenta a força de dissolver barreiras em vez de erguê-las, dissolver formas, escapar de fronteiras estreitas, colocar o leitor numa colina e não numa esquina”. O manifesto de Whitman em seu livro “The Leaves of Grass” proclama as linhas básicas de seu romantismo. É impressionante a riqueza de imagens (inclusive as não poéticas), sons e símbolos colocadas nos poemas segundo a enumeração caótica.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 85/86.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 38.


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  HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 38
LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
O grande poeta anterior à época da secessão é Edgar Allan Poe (1809-1849) dominado pela atração pelo fantástico e pelo esotérico. Poe conquistou reconhecimento exterior, principalmente na França, por literatos como Baudelaire, Valéry e Yeats na Inglaterra, enquanto no E.U.A. recebia críticas de Emerson e de outros. Como teórico da literatura, Poe define poesia como “the rhythmical crestion of Beauty”, a finalidade da arte como o prazer e não a verdade, a obtenção do prazer estético através da unidade e da concisão e a criação poético como deliberação consciente elaborada com precisão e rigidez quase equivalentes a um procedimento matemático combinatório. São características da poesia de Poe: o predomínio do imaginativo sobre o racional, a qualidade musical do verso, a nostalgia pela serenidade grega, o predomínio distante no tempo e no espaço sobre o real imediato, o gótico exclusivamente poético e o uso de repetições dextramente modificadas. Os principais poemas de Poe, como “The Raven” ou “Anabel Lee”, seus ensaios de literatura, “The Poetic Principle” e “The Philosophy of Composition”; concorrem com suas estórias para sua imortalização. Seu herói Auguste Dupin é predecessor de Sherlock Holmes pelo uso da análise racional para descoberta e reconstrução de acontecimentos.

A primeira romancista norte-americana, Beecher-Stowe (1811-1896) é a célebre autora de “Uncle Tom's Cabin”, que em apenas dez meses teve a tiragem de 300 mil exemplares. “Uncle Tom's cabin” exprime o conjunto de sentimento pré-revolucionários, mas, evidentemente, a concepção corrente de que tenha “provocado” a Guerra da Secessão é utópico exagero... 
 
Após a vitória do Norte em 1865 os grandes temas norte-americanos são propostos e os grandes valores definidos. As principais ideias-força da civilização nascem e se afirmam neste período: o gigantismo, o messianismo da liberdade, o problema indígena, o problema negro e a coexistência de duas tendências: o isolacionismo e o universalismo.

O isolacionismo seria bem representado por Samuel L. Clemens, conhecido na literatura como Mark Twain, típico representante da América em processo de rápida expansão territorial e autêntico homem da fronteira. Este escritor dos ambientes sulinos exerce um realismo aproximado ao dos humoristas ingleses do século XVIII, como Fielding e Goldsmith, e atinge o nível de alta literatura com seu “Huckleberry Finn” – romance picaresco que alcança a estatura de épico popular. Há profundas notas trágicas em seu humorismo e o pessimismo explodirá no final de sua vida ao publicar “The Mysterious Stranger”. Este escritor que é celebrado como o “americano autêntico” adotou para suas estórias a própria língua popular falada em toda sua truculência e em seu pleno pitoresco.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 84/85.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 37.


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HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 37

LITERATURA NORTE-AMERICANA 
 
O escritor mais representativo no período da juventude literária norte-americana é Benjamin Franklin, cujo pensamento é um misto de senso comum e de reacionalismo e se expressa num estilo simples e claro. Franklin forneceu na otimista Filosofia norte-americana a ingênua figura do heroi conquistador self-made. 
 
O século XIX eleva a literatura norte-americana ao nível significativo. Boston e Filadélfia cedem lugar a Concord e seu grupo de escritores: Emerson (1803-1882), Hawthorne (1804-1861) e Thoreau (1817-1862). A grande filosofia da época é o transcendentalismo, transplantação do romantismo ao solo puritano e de bases idealistas que exaltam as ilimitadas oportunidades da alma humana. Os mais conhecidos livros da doutrina do individualismo superior, determinado pela natureza espiritual da realidade e pela ascese das virtudes morais burguesas e que determina o pensamento de Ralph Waldo Emerson, são as duas sedes de seus Ensaios, alguns dos quais têm maturidade realmente artística. Embora o pensamento emersoniano traga a ideia de que para a reforma social seja suficiente a reforma pessoal através da autodisciplina e quase coloque o otimismo ingênuo e a sensação  de conquista como verdadeiras “obrigações”, traz também uma das melhores tradições norte-americanas: o não conformismo. Nota-se como defeito do escritor Emerson certa falta de organicidade.
O não conformismo é também a linha mestra do pessamento de Henry David Thoreau. Thoreau distingue-se de Emerson por não ser um filósofo eclético e situar a origem de seu não-conformismo na análise da situação humana sob a revolução industrial que se inicia com seus aspectos de mecanização e padronização do ser humano. Resta ao homem a elaboração de uma maneira pessoal de vida, e Thoreau assim o aconselha e exemplifica. Embora simplisticamente através do retorno à integridade, naturalidade e contentamento obtidos na comunhão com a natureza. Suas ideias estão apresentadas com austeridade de estilo no livro “Walden”.
Nathaniel Hawthorne é o primeiro grande literato norte-americano. O autor de “The Scarlet Letter” e de “The House of the Seven Gables” é um romancista ético que analisa psicologicamente a vida interior a transfere-lhe as verdades ao mundo concreto através de complexos simbólicos. Suas personagens são concebidas como corporificação de traços psicológicos e morais. É constante, na temática de Hawthorne, o retorno ao passado. Com Herman Melville (1819-1891) efetiva-se a maturidade literária americana. De seus contos nota-se a técnica do suspense e o intenso simbolismo, como em “Benito Cereno”, e a trágica observação que se mantém serena perante a submissão da inocência à fatalidade, como em “Billy Bud”. Como romance, aparentemente reduzidos a simples aventuras marítimas, mas, que, de fato, incluem e estão estruturados ao redor de densa pesquisa metafísica, cita-se “Typee”, “Omoo” e sua obra-prima no gênero “Moby Dick”. Curiosamente a cosmovisão de Melville é antiamericana, apesar do muito que se deve ao puritanismo: o Mal é onipresente e revela-se através da miséria, do sofrimento e do pecado do ser humano completamente impotente. Melville foi redescoberto na década de 20 e “Moby Dick” reconhecida como imenso mito moral.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 83/84.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Literatura Ocidental - Parte 36.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 36

LITERATURA NORTE-AMERICANA


Como ocorre em toda a América, os primeiros escritos norte-americanos só podem ser assim denominados por capricho geográfico: a presença dominadora da pátria-mãe está presente em tais textos tanto em suas ideias e temas como em seus estilos. Realmente, a emancipação literária norte-americana poderia ser localizada no século XIX.

No século XVII o pais está em franco processo formador de sua nacionalidade e cultura e as primeiras características norte-americanas podem ser estabelecidas, embora a vida literária esteja quase que reduzida a sermões e controvérsias religiosas e escassa seja a produção poética. O mundo puritano em sua austeridade, de fato, não oferece campo propício à expressão literária, preferindo concentrar-se num mundo centralizado em Deus e no desejo de uma vida extra-terrena sob orientação das meditações retiradas dos ensinamentos bíblicos. Alguma força poética pode ser saboreada no poema puritano “Day of Doom”, cujo título completo é, à maneira do século, “The Day of Doom, or description oj the great and last Jud-gement, with a short discourse about Eternity”, mas, esteticamente, é tarefa ousada. “Day of Doom” gozou de ampla popularidade e seu autor é Michael Wigglesworth (1631-1705). Em 1939, no entanto, foi redescoberta e publicada a poesia do poeta metafísico Edward Taylor (1645-1729), portadora de vigorosa e sensual imagética e dos aspectos cromáticos.

O século seguinte é a época dos “filósofos naturais”, como Jefferson e Franklin (1743-1826; 1706-1790), e da crença do poder ilimitado da razão num mundo organizado para o progresso humano. A religião revelada é tornada natural, num autêntico deísmo e Deus é conceituado como a causa primeira organizadora da ordem suprema que rege o Universo. Nesta época, o mundo cultural americano está centralizado e contido em Filadélfia.

Os direitos humanos tal como apresentados na Declaração da Independência podem ser resumidos numa receita simplista para obtenção da felicidade: seria a soma de seus tríplices fundamentos: vida, liberdade e propriedade. A ela está ligado o nome de Thomas Jefferson, que fortemente contribuiu para a construção dos Estados Unidos e de seu pensamento político fundamental. Jefferson é mais importante como anarquista individualista que estrutura o pensamento pela conquista da liberdade política, religiosa e intelectual e o concretiza mais por políticas diretas do que como literato. Seus temas centrais: libertação dos escravos, liberdade de expressão, sistema universal de educação, combate à “witch-hunt” (termo que cunhou para designar o terrorismo cultural da época...) e afirmação do direito fundamental de protestar pela violência.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 81/83.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Literatura ocidental-Parte 35.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 35

LITERATURA INGLESA

George Bernard Shaw (1856-1950) encerra a época vitoriana e inicia os tempos atuais. Shaw é destacado romancista, dramaturgo, humorista e teórico de uma espécie de socialismo. Como teórico do socialismo publicou o famoso livro “Fabian Essays in Socialism”; mas, a fama e renome de Shaw é, sobretudo, justificada por suas peças teatrais, dentre as quais é difícil selecionar algumas apenas. Excelentes, certamente, são: “Saint Joan”, “Major Barbara”, “Doctor's Dilemma”, “Man and Superman”, “Andocles and the Lion”, “Back to Mathuselah”, “Captain Brassbound's Conversion”, “The Devil's Disciple”, “The Apple Cart”, “Heartbreak House” e as demais...

Iniciada a época vitoriana com a figura típica do cidadão Kipling, concluída pode ser com sua completa negação: Edward Morgan Forster (1879), autor de “A Passage to India”. O antkipling E. M. Forster é notável no combate ao nacionalismo e ao imperialismo britânicos.

Tempos atuais

Virginia (Stephen) Woolf (1861-1923) é autora dos romances “Jacob's Room”, “Mrs. Dalloway”, “To the Lighthouse” e “Orlando”, nos quais aparece sua preocupação fundamental com a significação dos fatos passados inseridos no presente para a justificação da existência humana.

Aldous Huxley (1894) publicou como romancista: “Antic Hay”, “Brave new world”, Those Barren Leaves”, “Point Counter Point” e “Ecless in Gaza”. Huxley é crítico constante da sociedade e do intelectualismo e a evolução de sua obra atesta um progressivo pessimismo místico. A estruturação de seus romances consiste na apresentação do presente e do passado sem ordem objetiva temporal.

Graham Greene (1904), G. K. Chesterton (1874-1936) e Evelyn Waugh (1903) são todos importantes escritores do catolicismo atual. Green – autor de “Stamboul Train”, “Brighton Rock”, “The Heart of the Matter”, “The Ministry of Fear” e “The End of the Affair” – é o romancista do silêncio de Deus e da angústia do homem, bem como dos paradoxais processos da Salvação e da Graça. Chesterton é autor de contos de detetive (“Padre Brown”), romancista (“The Man who was Thursdey”), ensaísta e biógrafo. Gilbert Keith Chesterton muito contribuiu para a renovação da mentalidade católica. Evelyn Waugh é mestre do humor impiedoso em sua amargura, como o revelam suas obras principais: “A Handful of Dust”, Brideshead Revisited” e “The Loved One”.

Merecem destaque, ainda, escritores como: Joseph Conrad (1857-1924), romancista do mar e do destino humano (“Lord Jim” e “Under Western Eves”); D. H. Lawrence (1885-1930), que desenvolve a temática do sexo e dos mistérios do subconsciente (“Sons and Lovers”, “Lady Chatterley's Lover”); William Somerset Maugham (1874), construtor perfeito de romances (“Of Human Bondage”, “The Moon and Sixpence”) e de contos (“The Trembling of a Leaf “ e “Rain”); KatherineMansfield (1888-1923), contista sutil da solidão dos seres humanos (“In a german Pension”, “Prelude”, “Bliss”, “The Garden Party”, “The Dove's Nest” e “Something Childish”; e, sobretudo, James Joyce (1882-1941). Joyce renovou a técnica do romance com seus livros “Ulisses” e “Finnegan's Wake” ao combinar com perfeição o realismo e a introspecção num contexto simbólico extraordinário através do recurso ao monólogo interior ampliado.

O mais notável poeta da literatura inglesa moderna é o norte-americano de nascimento T.S. Eliot (1888), cujos poemas estão reunidos em “Collected Poems”. O tema central da poesia intelectual e trágica de Eliot é a angústia perante a necessidade de descobrir o sentido da existência humana. Thomas Stearns Eliot é também um dos maiores ensaístas (“The Sacred Wood, “Selected Essays”, “The Use of Poetry and the of Criticism” e “On Poetry and Poets”), além de excelente dramaturgo – poeta em “Murder in the Cathedral”.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, páginas 80/81.


Meus queridos amigos!

Depois de quase três meses de ausência, tempo utilizado para solução de assuntos particulares, eis que, com a graça de DEUS, aqui estamos de volta para agraciar-nos com o maravilhoso convívio de todos vocês.

Aproveitamos a oportunidade, para agradecer pela valiosa compreensão, informar que estamos bem, e que, aos poucos, todas as visitas serão retribuídas, pois, como sempre, a recíproca será verdadeira.

Muito obrigado de coração.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO”

Rosemildo Sales Furtado

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