HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 23
LITERATURA FRANCESA
(Continuação do post anterior)
A nova poesia francesa demonstra o prolongamento das experiências sofridas durante a ocupação da França pelas hordas do nazi-fascismo e a predominância dos ideais marxistas. Exemplificam os primeiros aspectos os conjuntos poéticos de “L'Incendie”, de Romain Weingarten, e “Seul et le Corps”, de Jean Laude; é bem representativo do clima poético de inspiração marxista o poema épico de Édouard Glissant intitulado “Les Indes”, panorama artístico da evolução social através da dialética do senhor e do escravo que se processa dolorosa e dramaticamente pelos séculos até mostrar o rumo do futuro da fraternidade humana concretamente alcançada. Em “Épiphanies” ou em “Nucléa”, ambos de Henri Pichette, observa-se a dramaticidade histórica como refletida pela angustia interior de um poeta em compromisso total. A dialética interioriza-se e identifica-se à poesia sob forma épica na criação de Yves Bonnefoy: “Du mouvement et de I'immobilité de Douve”.
Resta apontar a renovação teatral francesa em seu desenvolvimento e alcance do antiteatro, o que atinge significação artística em Eugène Ionesco e em Samuel Beckett.
Samuel Beckett (1906) reúne-se com sua produção às maiores expressões do século literário: Kafka, James Joyce e Sartre em “La Nausée”. Beckett dedicou-se ao romance com “Malone Meurt”, “Molloy”, “L'Innommable” e “Nouvelles et Textes por rien”, mas atinge o clímax de sua criatividade com as peças teatrais: “En attendant Godot” e “Fin de Partie”. Em Beckett o patético reúne-se ao desespero e o humor ao trágico e as duas realidades confluem na criação de intensa náusea perante a inexistência assim reduzida.
Eugène Ionesco é o dramaturgo de “Victimes du devoir”, “La Cantatrice chauve”, “La Leçon” “Les chaises” e “Amédée ou Comment s'endébarrasser”. Em sua temática são constantes: o caráter gratuito da linguagem, a consequente incomunicabilidade, a irremediavelmente indissolúvel união do trágico ao cômico, o caráter incompreensível da realidade.
Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7, página 64.
AGUARDEM!
No próximo post teremos a Literatura Inglesa.
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