quarta-feira, 14 de junho de 2017

Grandes vultos: Floriano Peixoto -- Parte 01.




GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
FLORIANO PEIXOTO – PARTE 01.
Floriano Peixoto nasceu em 1849 no engenho “Riacho Grande”, na vila de Ipioca (Santo Antônio de Beirim de Ipioca), em Alagoas. Foram seus pais Manoel Vieira de Araújo Peixoto, fazendeiro, e Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto. Tiveram, por ordem, os seguintes filhos: Maria do Carmo, Catarina, Alexandre, Francisco, Floriano, José, Ildefonso, João, Cecília e Luís. Floriano foi criado pelo irmão mais velho de seu pai, Coronel José Vieira de Araújo Peixoto, casado e sem filhos. Levou-o com poucos dias de nascido (por estar a mãe doente, impossibilitada de o amamentar) e manteve-o consigo, afeiçoando-se-lhe como pai.
Terminado o curso primário em Maceió, estudou Floriano várias matérias do curso secundário e, aos 16 anos, fê-lo seu tio embarcar para o Rio de Janeiro, onde o matriculou no Episcopal Colégio São Pedro de Alcântara. Daí saiu em 1857, para sentar praça e jurar bandeira no Primeiro Batalhão de Artilharia a pé. A 12 de fevereiro de 1858, uma ordem do dia do Quartel General autoriza o aluno Floriano Vieira Peixoto a usar as estrelas de primeiro cadete. Ei-lo matriculado, em 1861, na Escola Militar. Era de compleição atlética. Destemido. Ágil. E calmo. Topava brigas, se provocado. Uma o levou nesse mesmo ano à fortaleza da Lage, onde cumpriu seis dias de prisão. Foi o caso que um veterano o desfeiteou com palavras dentro da Escola. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Quatro vezes. Encontrando-o na rua, Floriano correu para ele e postou-se-lhe em frente.
– Que é que há, calouro? Retire-se ou dou-lhe uma surra.
– Não prometa: dê.
O rapaz ergueu a mão e, sem saber como, viu-se logo estatelado em terra.
– Erga-se para continuar a apanhar – ordenou Floriano.
Esmigalhou-o.
Dai por diante deixaram-no quieto na Escola. A 9 de agosto de 1861 passa ao posto de cabo, a 29 de outubro ao de 2º sargento, e a 2 de dezembro, aniversário do Imperador, promovem-no a 2º tenente do 3º Batalhão de Artilharia da Corte.
Continua
GONDIN DA FONSECA
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