quarta-feira, 31 de maio de 2017

Grandes vultos: Castro Alves - Parte 05.

Castro Alves conhece Eugênia Câmara


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
CASTRO ALVES – PARTE 05.
Castro Alves acredita no futuro de sua pátria, assim como acreditava na grandeza das conquistas cívicas a serem empreendidas. Ainda no Recife, via a República assim:
………………… Vôo ousado
Do homem feito condor!
Raio de aurora ainda oculta,
Que beija a fronte ao Tabor!
Tudo era hiperbólico para ele, que de si mesmo afirmava ser pequeno, mas ter os olhos fitos nos Andes…
Do Recife, onde conhece a atriz Eugênia Câmara, desce à Bahia, onde leva à cena o Gonzaga, peça que escrevera ainda em Pernambuco. Em 1º de fevereiro de 1868, Castro Alves, com Eugênia, parte para o Rio de Janeiro, onde iria conhecer as palavras de estímulo e consagração de José de Alencar e Machado de Assis. Lê o Gonzaga para os literatos e amantes das letras; celebra com o povo, dizendo-lhe versos, a passagem de Humaitá… Vai depois para São Paulo, sempre com Eugênia Câmara, e matricula-se no 3º ano de Direito.
Escreve continuamente, e por vezes declama: em 7 de setembro, diz O Navio Negreiro, poema que até hoje figura entre as suas composições mais célebres.
Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da esperança…
Gonzaga vai à cena, mas termina o romance do poeta com a musa atriz. Passa para o 4º ano, mas, no infausto dia 11 de novembro, indo caçar nas cercanias da cidade, ao saltar um córrego, a espingarda dispara e a carga vai-se-lhe alojar no pé. O Barão de Itaúna, Presidente da Província, médico ilustre, vai vê-lo. São seis meses de cama. Sobrevém a hemoptise. Em maio, vai para o Rio de Janeiro, via Santos. Lá é operado a frio, pois não pode ser cloroformizado, perdendo o pé infeccionado. Encontra ainda uma vez Eugênia. No fim do ano regressa à Bahia. Vai a Curralinho, publica as Espumas Flutuantes; encontra a musa extrema, de casto amor, em Agnese Murri, professora de canto de sua irmã Adelaide. Falece às 15 horas e meia do dia 6 de julho de 1871, em Salvador.
Continua
PÉRICLES EUGÊNIO DA SILVA RAMOS
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Um comentário:

CÉU disse...

Olá, Rosemildo!

Estive dando uma olhada nesses mais recentes posts e verifiquei k não havia nenhum comentário neles. Sei k ler tudo isso, é só para quem gost e requer tempo e leitura com olhos de ver.

Tenho postado de mês a mês e meu tempo tem sido mto escasso, mas há dias estive lendo na Biblioteca Nacional de Lisboa um livro chamado "Vida e Obra de Castro Alves", e de facto, é como você descreve aqui. Adorei conhecer seu carisma, como homem de libertação dos escravos e sua atuação.

Beijos e dias felizes.

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