quarta-feira, 12 de abril de 2017

Grandes vultos: Barão do Rio Branco - Parte 02.




GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
BARÃO DO RIO BRANCO – PARTE 02.
Ao ser proclamada a República, foi designado superintendente geral do serviço de emigração para o Brasil, tarefa das mais importantes para o país, na época, que lutava por falta de braços, devido a abolição da escravatura.
Sua primeira vitória diplomática em questão de fronteiras se deveu a intervenção de Prudente de Morais, Presidente da República, que o havia nomeado em 1894, ministro plenipotenciário junto ao Governo dos Estados Unidos para tratar do processo de arbitragem na questão do Território das Missões, sobre uma larga faixa de território em disputa com a Argentina. Era uma vasta extensão de terra de cerca de 30.500 quilômetros quadrados, de que o Brasil estava de posse, entre os rios Uruguai e Iguaçu. O chamado “Litigio das Missões” já perdurava havia cerca de 40 anos, apesar de um tratado negociado por intermédio do Visconde do Rio Branco e não ratificada pelo Congresso argentino. Dessas primeiras negociações resultou a decisão de submeter-se a questão dos limites a arbitragem do Presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.
A tarefa de Rio Branco era justamente a de defender os pontos de vista e os direitos do Brasil, o que conseguiu com êxito, pois a decisão de Cleveland de 5 de fevereiro de 1894 foi favorável ao Brasil graças aos argumentos e aos documentos apresentados por Rio Branco.
Sua intervenção foi ainda decisiva e vitoriosa em outras questões de fronteiras. De fato, essa era uma questão fundamental para o Brasil, pois ao ser proclamada a República, somente havia fronteiras delineada e positivas com o Uruguai, o Paraguai e a Venezuela.
A questão do Amapá, mais que secular, foi decidida por arbitramento, em 1900.
A questão com a Inglaterra, em torno das fronteiras com a Guiana, também foi decidida favoravelmente ao Brasil por arbitramento, entregue à decisão do Rei da Itália, em 1901, graças a ação de Rio Branco.
Ainda graças a Rio Branco, ganhou o Brasil a questão dos limites com a Guiana Francesa, submetida ao arbitramento do presidente Hauser, da Suíça.
Em 1902 o Conselheiro Rodrigues Alves, então presidente da Republica, convidou-o para ocupar a pasta das Relações Exteriores. Desde então, até falecer, em 10 de fevereiro de 1912, esteve Rio Branco à testa do mesmo ministério – o Itamarati, orientando nossa política externa nos governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca.
Continua
LEONCIO BASBAUM
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