quarta-feira, 5 de abril de 2017

Grandes vultos: Barão do Rio Branco - Parte 01.


Barão do Rio Branco


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
BARÃO DO RIO BRANCO – PARTE 01.
(1845-1912)
“Ubique Patriae Memor”
(Lembrando da Pátria onde quer que esteja)
José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, historiador, jornalista, diplomata, é um dos nomes mais notáveis da nossa História, destacando-se como o mais eminente dos Ministros de Relações Exteriores do Brasil.
Filho do Visconde do Rio Branco, outro eminente brasileiro, o autor da Lei do Vente Livre, que libertou os filhos dos escravos, era natural do Rio de Janeiro, onde nasceu a 20 de abril de 1845.
Estudou no Colégio Pedro II, com intenção de seguir a carreira das armas. A seguir, porém, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo; daí se transferiu para a de Recife, onde se diplomou bacharel em 1866.
Seu primeiro cargo público foi o de promotor em Nova Friburgo, tornando-se a seguir professor de História e Corografia do Brasil no internato do Colégio Pedro II.
Ingressando na política, foi José Maria Paranhos Júnior eleito deputado geral pela província de Mato Grosso, que representou na Câmara de 1869 a 1875. Nesse período começou a interessar-se pelo jornalismo e pela questão mais candente da época, o problema da escravidão, em parte por influência do seu pai. Com Gusmão Lobo e Padre João Maurício fundou o jornal A Nação, que circulou no Rio, de 1871 a 1875, defendendo a causa da abolição.
Seu primeiro contato com os problemas da política externa brasileira, na qual se iria notabilizar, verificou-se a partir de 1876, quando foi nomeado cônsul de Liverpool. Longe da pátria, de acordo com o que passou a ser o lema de sua vida, Ubique Patriae Memor, dedicou-se a estudos e pesquisas sobre História e Geografia do Brasil. Seu primeiro trabalho de natureza histórica, era ainda apenas um ensaio: Episódios da Guerra do Prata. E a seguir começou a escrever uma História Militar do Brasil, com documentação que coligira durante anos, desde quando fora professor de Corografia e História.
Representou o Brasil na Exposição de S. Petersburgo, em 1884, quando escreveu em francês vários trabalhos sobre o Brasil no sentido de divulgá-lo no exterior.
Em 1888 recebeu o título de Barão do Rio Branco.
Continua
LEONCIO BASBAUM
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