quarta-feira, 17 de junho de 2015

Literatura Portuguesa - Parte 24.


HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL

LITERATURA PORTUGUESA – PARTE 24

 
Três outros grandes românticos portugueses ainda merecem citação, se bem que o seu valor literário seja menor do que o dos citados em primeiro lugar: Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875), Camilo Castelo Branco (1826-1890) e Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido pelo pseudônimo de Júlio Dinis (1839-1871).

 
Castilho não pode ser caracterizado como tendo pertencido a uma única corrente literária. Na poesia, começa como um árcade (Cartas de Eco a Narciso; o título revela o tema clássico) e termina como um romântico (Anoite do Castelo e Os Ciúmes do Bardo). Na prosa, em que só se aventura mais tarde, filia-se vagamente ao romantismo e ao socialismo utópico: Quadros Históricos de Portugal e A Felicidade pela Agricultura.

 
Dedicou-se também muito a traduções e escreveu obras didáticas no fim da sua vida. Caracteriza-se por um grande purismo de linguagem; qual o gramático que não tem sempre uma citação de Castilho?

 
Como curiosidades a seu respeito, pode-se mencionar a sua frequente falta de fidelidade ao texto a ser traduzido e o fato de ter sido um escritor cego. (Perdeu a vista aos 6 anos de idade, em consequência de um ataque de sarampo.)

 
Camilo foi o mais fecundo escritor português de todos os tempos. Mais de duas centenas de obras, dos mais variados gêneros: poesias, romances, contos, traduções, biografias, etc. Sua obra não apresenta uma uniformidade de nível; há as excelentes, mas também há trabalhos relativamente medíocres, o que se explica pelo fato de Camilo viver realmente só de sua pena. Precisava escrever para sobreviver e a fome não costuma esperar pela inspiração, nem concorda com a demora que a correção da linguagem e a propriedade do estilo exigem. Suas obras mais conhecidas são os seus romances passionais Amor de Perdição (1862) e Amor de Salvação (1864), o primeiro deles considerado por muitos como a sua obra prima. Tendo ficado cego aos 63 anos, suicida-se no ano seguinte.

 
Júlio Dinis é o responsável pela introdução do romance burguês e pelo romance contemporâneo em Portugal. Seu estilo é impessoal, seus temas são os da vida de todo dia, sua linguagem é escorreita. Suas obras mais conhecidas são: A Morgadinha dos Canaviais, Os Fidalgos da Casa Mourisca e As Pupilas do Senhor Reitor, especialmente este último romance, em que retrata cenas da aldeia portuguesa, com seus tipos característicos. Romances tipo “água com açúcar”.

 
Obs: Com relação as informações históricas e geográficas contidas neste post, favor considerar a época da edição do livro/fonte. 
 

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7.

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9 comentários:

Cristal de uma mulher disse...

Muito bom meu amigo,literatura é sempre bem vinda sabemos disto..

Um abração

Cristal

Lina-solopoesie disse...

E siamo arrivati anche alla parte 24 . Mi ha appassionato molto questo capitolo .
Non ero a conoscenza lo scrittore Camillo scrivesse anche storie d'amore . E anche il fatto che la sua morte sia avvenuta con il suicidio , dopo che avesse perso la vista . Immagino il dolore per uno scrittore che amava scrivere arrivasse al suicidio . Comunque questo tuo post mi ha fatto trascorrere una piacevole serata . Grazie caro amico . Lina .

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Excelente continuação deste magnifico trabalho e estou de acordo que o Camilo Castelo Branco foi o escritor mais fecundo da literatura portuguesa.
Um abraço e continuação de uma boa semana.

fus disse...

Es muy interesante tu publicaciòn. Enhorabuena

un saludo

fus

Elvira Carvalho disse...

Júlio Dinis foi o meu escritor preferido, durante a juventude.
Um abraço e bom fim de semana

CÉU disse...

Olá, Rosemildo!

Tudo bem?
Agradeço sua visita e votos, k retribuo.

Bem, continuamos na linha romântica, e dos nomes k você referiu nesse post, Camilo Castelo Branco foi sem dúvida um grande romântico, sofrendo mto por amor, mas disso falaremos, depois.
Vou estar ausente da net, por uns dias, a partir já de amanhã, mas voltarei logo k me seja possível.

Beijos e abraços para todos vocês.

Vieira Calado disse...

Júlio Dinis era, porventura, água com açúcar, mas lá que o homem escrevia (e descrevia) bem, lá isso ... via! ~~Saudações poéticas!

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Bom dia, estou retornando ao meu blog, e vim visitá-lo.
A Literatura sempre nos abre caminhos para novos conhecimentos
sobre os escritores que lemos , mas que às vezes nem sabíamos que eram e são portugueses.Eu conheço obras de cada um deles. Parabéns a você que compartilha conosco tão rica matéria. Grande abraço!

CÉU disse...

Olá, Rosemildo!

Tudo bem com você e sua família? Graças a Deus.

Bem, retomando o assunto desse post, k fala de três grandes escritores românticos, cada qual a seu jeito, mas todos mega importantes.

Você descreveu mto bem a obra e função de todos eles, dando ênfase, naturalmente, para Camilo Castelo Branco.

Todos eles tiveram infâncias diferentes, vivências e experiências bem diversificadas, sendo Camilo o mais representativo desse período, denominado de Romantismo.

Camilo foi o único escritor português k conseguiu viver só da escrita. Infância atribulada e complicada, homem de várias paixões, rumou pra norte e pra sul, se casou várias vezes, mas Ana Plácido, sua última mulher, foi o grande amor de sua vida.
Teve vários filhos de diversas mulheres e teve k sustentar tão grande família.
Seu mais conhecido e apreciado romance foi e é: Amor de Perdição.

Devido aos muitos relacionamentos amorosos, ele contraiu sífilis, e a cegueira veio logo, de seguida. Se suicidou com um tiro no ouvido dto.

Boa sexta e melhor fim de semana.

Beijos e abraços para você e família.

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