quarta-feira, 16 de julho de 2014

Literatura Ocidental - Parte 95.

 

HISTÓRIA DA LITERATURA MUNDIAL
LITERATURA OCIDENTAL – PARTE 95
LITERATURA ESPANHOLA – XII

Garcia Lorca é um dos maiores poéticos da Espanha e sua perfeição artística insere-se como produto superior na global tradição literária do que existe de mais sugestivo em seu país. Seu “Romancero Gitano” é justamente considerado pelo crítico Pedro Salinas como “el libro de poesía más sonado, más triunfal, del siglo XX” (in “Ensayos de Literatura Hispánica”). Além desta sua obra-prima da poesia mundial, o poeta assassinado pelas falanges nazi-fascistas espanholas escreveu “Canciones”,
“Poema del Cante Jondo” e “Poeta em Nueva York” e seus poemas sempre lhe revelam o admirável e surpreendente dom poético, expresso com originalidade e vigor lírico de profunda intensidade emocional. Seu estilo expressionista é centralizado na audaciosa ampliação metafórica que inscreve a realidade imediata num conjunto elemental e primitivo e com expressividade lírica extrema eleva-se à uma amplitude total de dimensões cósmicas. A ambientação romanesca de seus poemas combina-se vigorosamente à melodia verbal desesperada num autêntico sentido trágico. Sua poesia traz os aspectos líricos e dinâmicos que desenvolveria em sua notável dramaturgia, representada principalmente pelas obras-primas “Bodas de Sangre” e “Yerma”. O caráter artisticamente sugestivo e a expressão completamente nova de seu teatro poético provém das interações dos meios de exposição artística altamente diferenciados que elabora a partir das forças contraditórias da natureza e do sentido trágico que a morte traz à existência humana e que são reveladas pelo dramaturgo-poeta numa mágica realidade em movimentação eruptiva. Este artista completo e excepcional também ilustrava pessoalmente seus livros e compunha as músicas de seu teatro e, existencialmente, elevou-se ao heroísmo pelo martírio que como testemunha lucidamente ofereceu a libertação da humanidade.

Fonte: “Os Forjadores do Mundo Moderno”, Editora Fulgor, edição 1968, volume 7. 

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3 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Gosto muito de Lorca e o seu post está ótimo, Rosemildo.
Abraços,
Renata

Mariazita disse...

Olá, Rosemildo
Não sei porquê... não conhecia este seu blog, nunca tinha cá entrado. Hoje senti curiosidade, vim, e gostei!
Adoro ler! Costumo até dizer que sou dependente de leitura como se de uma droga se tratasse.
E gosto muito de Lorca, achei sua postagem muito boa.
Fiz-me sua seguidora também aqui - no outro blog já era... :) - e voltarei sempre que possível.
Beijinhos

M D Roque disse...

Lorca é um marco mundial, Rosemildo. Comovem sendo habitual, o seu post está excelente.
Bejinho. D


http://acontarvindodoceu.blogspot .pt

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